Exame de consciência para um pedido sincero de perdão

Nestes dias, para muitas pessoas, é impossível aceder ao sacramento da reconciliação. Neste artigo é possível encontrar um exame de consciência que pode ajudar a pedir perdão a Deus, segundo as atuais indicações da Igreja. Este exame é inspirado nas intervenções do Papa nos últimos meses.

Textos de vida cristã
Opus Dei - Exame de consciência para um pedido sincero de perdão

Na recente Nota da Penitenciaria Apostólica há uma indicação clara para as disposições espirituais de cada um, caso não haja possibilidade de aceder à confissão:

"Onde o fiel se encontrar na dolorosa impossibilidade de receber a absolvição sacramental, deve-se recordar que a contrição perfeita, proveniente do amor de Deus amado acima de tudo, expressa por um sincero pedido de perdão (o que o penitente é atualmente capaz de manifestar) e acompanhada pelo votum confessionis, ou seja, pela firme resolução de recorrer, quanto antes, à confissão sacramental , obtém o perdão dos pecados, até mortais (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1452)".

Com este exame de consciência, inspirado em algumas intervenções recentes do Papa Francisco, pretende-se ajudar aqueles que desejam expressar um sincero pedido de perdão ao Senhor. De facto, o exame da consciência consiste em perguntar-se sobre o mal cometido e o bem omitido: em relação a Deus, ao próximo e a si mesmo.

Amor a Deus

  • Começo e termino o dia com oração?
  • Volto-me para Deus apenas em necessidade? Em vez disso, acredito que ninguém se importa mais connosco do que Ele?
  • Aceito o convite deste tempo para redefinir o curso da minha vida em direção ao Senhor e aos outros?
  • Entrego os meus medos a Jesus para que Ele possa vencê-los?
  • Exijo que Deus faça a minha vontade?
  • Ouço mais uma vez o anúncio que nos salva: que Cristo ressuscitou e vive ao nosso lado, mesmo no meio de tantas dificuldades?
  • Que faço para crescer espiritualmente? Como? Quando?
  • Se não tenho oportunidade de encontrar um sacerdote para me confessar, faço o que o Papa aconselhou: "Fala com Deus, ele é teu Pai, e diz-Lhe a verdade: "Senhor, eu fiz isto, e isto e isto... perdoa-me.” E pede-Lhe perdão com todo o teu coração, com um Ato de Contrição, e promete-Lhe: "Confesso-me depois, mas perdoa-me agora.” E voltarás imediatamente à graça de Deus”?

Amor ao próximo

  • Percebo que não podemos avançar sozinhos, apenas juntos?
  • Todos os dias luto na paciência e inspiro esperança, tomando o cuidado de não espalhar o pânico, mas sim a corresponsabilidade?
  • Sei perdoar, ter compaixão, ajudar o próximo?
  • Sou invejoso, tenho raiva, sou parcial?
  • Cuido dos pobres e dos doentes?
  • Cuido a moral conjugal e familiar ensinada pelo Evangelho?
  • Como vivo a responsabilidade educativa em relação aos filhos?
  • Como pai, mãe, avô, avó, professor, mostro às crianças, com pequenos gestos diários, como enfrentar e atravessar uma crise, reajustando hábitos, olhando para o céu e crescendo em oração?
  • Contribuo para que as crianças em casa vivam esta situação difícil com paz e alegria?
  • Rezo ao Senhor para que esteja perto dos nossos avós e de todos os mais velhos e lhes dê força?
  • Faço-me sentir próximo das pessoas que estão mais isoladas e que estão a sofrer mais?
  • Rezo e faço o possível para que os médicos, enfermeiros e todos osprofissionais de saúde, os voluntários, as autoridades, as forças policiais e militares que se esforçam por manter a ordem se sintam próximos de nós, para que se faça o que o governo pede, para o nosso bem?
  • Recorro, mesmo em família, ao Terço que “é a oração dos humildes e dos santos que, no seu mistério, com Maria, contemplam a vida de Jesus, rosto misericordioso do Pai”, cientes de que todos precisamos de ser verdadeiramente consolados e de nos sentirmos envolvidos pela sua presença de amor?

Em relação a si mesmo

  • Aproveito este tempo de provação para optar pelo que importa e pôr de lado o que é fútil, para separar o que é necessário do que não é?
  • Exagero ao comer, beber, fumar e divertir-me?
  • Preocupo-me demasiado com a minha saúde e o meu bem-estar?
  • Como uso o meu tempo? Sou preguiçoso? Procuro ser servido?
  • Tento viver este momento difícil com a força da fé, a certeza da esperança e o fervor da caridade?
  • Tento lutar para não ser dominado pela negatividade e pessimismo e, em vez disso, encontrar maneiras de comunicar bem na família, de construir relações de amor com as quais podemos superar a angústia deste tempo juntos?
  • Amo e cultivo a pureza do coração, pensamentos e ações?
  • Sou amável, humilde, pacífico?
  • Nos espaços de trabalho que podem ser restritos, por necessidade, às paredes da casa, procuro ter um coração maior, onde o outro pode encontrar sempre disponibilidade e hospitalidade?

Para a preparação do sacramento da penitênica pode ver o Guia de preparação da Confissão.