Do Porto para Vila Real: a história do Tiago e da Teresa (vídeo)

O Tiago não estava satisfeito com a vida que tinha e resolveu mudar do Porto para Vila Real. Primeiro vídeo da série "Semeadores de paz e de alegria” sobre alguns membros e cooperadores portugueses do Opus Dei para assinalar os 75 anos do Opus Dei em Portugal.

“Eu achei que estava maluco… gostava da ideia, mas não tinha coragem para tomar a decisão”. Foi o que o Tiago pensou sobre a sua abrupta mudança de vida. Casado com a Teresa, médica, com os filhos a nascer, percebeu durante uma pós-graduação em Business Inteligence que o caminho não era por ali.

Eu achei que estava maluco… gostava da ideia, mas não tinha coragem para tomar a decisão

Decidiu-se mudar com a sua família para Vila Real para explorar uns terrenos de família. A Teresa pediu a mudança para o hospital de Vila Real, para trabalhar em oncologia: “Eu tive algum receio a nível profissional porque gostava do que estava a fazer e do hospital do Porto onde trabalhava; temos sempre ideia de que os hospitais do interior são uma forma de estagnar um bocado na profissão; mas aqui vim encontrar um serviço muito jovem, muito dinâmico. E vir para o projeto dos paliativos e para o projeto do próprio serviço de oncologia a crescer aqui em Trás-os-Montes, foi uma coisa que estimulou”.

O Tiago é supranumerário do Opus Dei. Amadureceu essa decisão drástica no espaço da relação com Deus: “na Obra ensinam-nos a ser audazes e também sermos instrumentos de Deus. Eu senti essa inquietação e levei muitas, muitas, muitas vezes à oração e pondo nas mãos de Deus. É assim? Vou por esse caminho? Achas bem? Pronto! E seguir e confiar em Deus e já está!”

Em Vila Real encontrei um serviço muito jovem, muito dinâmico (...) e o serviço de Oncologia e o projecto dos cuidados paliativos foi uma coisa que estimulou”.

A Teresa e o Tiago já se sentem em casa em Vila Real, onde foram muito bem recebidos: fizeram amigos, envolveram-se em associações culturais e na paróquia, onde cantam na missa uma vez por mês. O Tiago colabora com outros produtores em cooperativas e as famílias com rebanhos de cabras entreajudam-se para tirar mais proveito do seu trabalho.

É difícil encontrar Deus no meio das cabras?

Tiago confessa: “muitas vezes não tenho sempre Deus presente, ou seja, antes de fazer alguma atividade, lembro:isto aqui é para Ti, não é? E coloco no altar aquilo que vou fazer e depois desempenho a tarefa como qualquer outra pessoa”


Temas propostos para refletir depois do vídeo

1. A oração, o lugar para as grandes decisões e a arma vencedora

Quantos pais, mães, avôs e avós, professores mostram às nossas crianças, com pequenos gestos do dia a dia, como enfrentar e atravessar uma crise, readaptando hábitos, levantando o olhar e estimulando a oração! Quantas pessoas rezam, se imolam e intercedem pelo bem de todos! A oração e o serviço silencioso: são as nossas armas vencedoras.

Papa Francisco, Bênção Urbi et Orbi, 27/3/2020


2. Unidade de vida no sítio onde estivermos

A vocação e a consequente missão das supranumerárias e dos supranumerários não se limita a viver umas práticas de piedade, a assistir a umas atividades de formação e a participar nalguma iniciativa apostólica, mas engloba toda a vossa vida, porque tudo na vossa vida pode ser encontro com Deus e apostolado.

Carta do Prelado de 28 outubro 2020, n. 25


3. Vida cristã e serviço à sociedade

De que tu e eu nos portemos como Deus quer – não o esqueças – dependem muitas coisas grandes.

S. Josemaria, Caminho, n. 755, citado no artigo "Santificação do trabalho e cristianização da sociedade"