Que tipo de formação os fiéis do Opus Dei recebem?

Os fiéis do Opus Dei vivem num mundo em constante mudança e são artesãos dessa mudança; para vivificar cristãmente esta sociedade, precisam melhorar sempre a própria formação. E qual é o centro da formação que se dá no Opus Dei?

Perguntas sobre a fé
Opus Dei - Que tipo de formação os fiéis do Opus Dei recebem?Foto Dimitri Conejo Sanz

Depois de ter rezado, Jesus Cristo escolheu os seus apóstolos (cfr. Lc 6, 12-16), e pode-se dizer que os foi formando aos poucos para a sua missão. “Jesus começou a fazer e a ensinar”, explica São Lucas nos Atos dos Apóstolos, deu-lhes “instruções pelo Espírito Santo” e, depois da sua Paixão, continuou ensinando-lhes durante quarenta dias “o que se referia ao Reino de Deus” (At 1, 1-3), dando-lhes muitas provas da sua paixão e da sua ressurreição (cfr. Ibidem), fato histórico que constitui o fundamento de nossa fé (cfr. 1 Cor 15, 14). Em outras palavras, durante a sua vida pública, e também depois da sua ressurreição, Jesus preparou os seus discípulos para que pudessem continuar a sua obra de evangelização. A Igreja haveria de ser a continuidade de Cristo até o fim do mundo.

Qual é o núcleo de sua mensagem? Em sua oração sacerdotal, Jesus Cristo louva seu Pai-Deus e resume em poucas palavras em que consiste a vida à qual é chamada a pessoa humana: “A vida eterna consiste em que conheçam a ti, um só Deus verdadeiro e a Jesus Cristo que enviaste” (Jo 17,3). Com esta síntese, o Senhor dá conta, de alguma forma, do cumprimento de sua missão entre os homens e mulheres do seu tempo: “Eu lhes transmiti as palavras que tu me confiaste, e eles as receberam” (Jo 17, 8). Afirma a seguir: “Por eles é que eu rogo” (Jo 17, 9), pois todo o seu ensinamento se baseia na sua oração, ou seja, na sua comunhão com o Pai e o Espírito Santo. O Verbo eterno comunicava “as palavras da vida eterna” (Jo 6, 68), e essas palavras eram recebidas na Igreja, com o impulso da oração de Cristo.

Bento XVI assinala a importância social do homem, que “realiza-se nas relações interpessoais. Quanto mais ele as vive de maneira autêntica, tanto mais amadurece também na própria identidade pessoal. O homem valoriza-se não se isolando, mas sim entrando em relação com os outros e com Deus”[1]. Esta realidade verifica-se também na vida de fé: na Igreja, “educadora de nossa fé”[2]. O que é a Igreja? A Igreja é “o povo que Deus reúne no mundo inteiro. Existe nas comunidades locais e realiza-se como assembleia litúrgica, sobretudo eucarística. Ela vive da Palavra e do Corpo de Cristo e se torna, assim, Corpo de Cristo”[3]. O Concílio Vaticano II iluminou o mistério da Igreja: “A Igreja é em Cristo como um sacramento ou sinal e instrumento da união intima com Deus e da unidade de todo o gênero humano”[4]. Cada batizado traz consigo a Igreja e é chamado a desempenhar a missão que Deus confiou à Igreja para cumprir no mundo[5].

A Igreja é “mãe e educadora”[6]: “É em Igreja, em comunhão com todos os batizados, que o cristão realiza sua vocação. Da Igreja recebe a palavra de Deus, que contém os ensinamentos da ‘lei de Cristo’ (Ga 6, 2). Da Igreja recebe a graça dos sacramentos, que o sustenta ‘no caminho’. Da Igreja aprende o exemplo da santidade; reconhece a figura e a fonte (da Igreja) em Maria, a Virgem Santíssima; discerne-a no testemunho autêntico daqueles que a vivem, descobre-a na tradição espiritual e na longa história dos santos que o precederam que a Liturgia celebra no ritmo do Santoral”[7]. Em seu trabalho de formação, a Igreja conta com seus fiéis para ajudar os outros: “Na obra de ensinar e aplicar a moral cristã, a Igreja necessita do devotamento dos pastores, da ciência dos teólogos, da contribuição de todos os cristãos e dos homens de boa vontade. A fé e a prática do Evangelho proporcionam a cada fiel uma experiência da vida ‘em Cristo’ que o ilumina e o torna capaz de apreciar as realidades divinas e humanas segundo o Espírito de Deus (cfr. 1 Cor 10-15). Assim é que o Espírito Santo pode servir-se dos mais humildes para iluminar os sábios e os constituídos na dignidade mais alta”[8]. Os leigos participam ativamente deste apostolado: “Aqueles dentre os fiéis leigos que disso forem capazes e que para tal se formem, podem também prestar o seu concurso à formação catequética (cfr. CIC, cân. 774, 776, 780), ao ensino das ciências sagradas (cfr. CIC, cân. 229) (...)”[9]. Na presente exposição sobre a formação no Opus Dei, explicar-se-á primeiro sua necessidade (1) e seu objeto (2), para desenvolver a seguir os cinco aspectos de que ela se reveste e os meios que a veiculam (3), contando sempre com as disposições daqueles que dela participam para que, com a graça de Deus seja verdadeiramente fecunda (4).

1. A necessidade da formação no Opus Dei

Passaram mais de vinte séculos desde a encarnação do Salvador, e a Igreja continua proclamando as suas palavras divinas. No seio da Igreja, o Opus Dei dá a seus fiéis uma formação que não é outra coisa do que o prolongamento no tempo e no espaço deste anúncio do Evangelho. Pois é necessária uma formação, com a intervenção de outras pessoas, para conhecer e encarnar o espírito do Evangelho: chegar a ser plenamente cristão “no meio do mundo” segundo a mensagem de São Josemaria Escrivá: “o único objetivo do Opus Dei sempre foi este: contribuir para que no meio do mundo, das realidades e anseios seculares, homens e mulheres de todas as raças e de todas as condições sociais procurassem amar e servir a Deus e a todos os demais, em seu trabalho ordinário e através dele”[10]. Existe a necessidade de uma formação intensa e peculiar, para levar à prática o fim sobrenatural da Obra.

Os fiéis do Opus Dei sabem que “não é coisa para privilegiados, pois podem ser divinos todos os caminhos da terra, todos os estados, todas as profissões, todas as tarefas honestas”[11] e que “a finalidade a que o Opus Dei aspira é favorecer a procura da santidade e o exercício do apostolado por parte dos cristãos que vivem em meio do mundo, seja qual for seu estado ou condição”[12]: “àqueles que entendem este ideal de santidade, a Obra proporciona os meios espirituais e a formação doutrinal, ascética e apostólica necessária para realizá-lo na própria vida”[13]. São Josemaria explica que “dentro do chamado universal à santidade, os membros do Opus Dei recebem ademais um chamado especial para procurarem livre e responsavelmente chegar à santidade e fazer apostolado em meio do mundo, comprometendo-se a viver um espírito específico e a receber ao longo de toda a sua vida uma formação peculiar”[14].

O conjunto de textos para a formação pessoal que abrimos com estas páginas constituem, entre muitos outros, um possível material de apoio para a preparação espiritual durante os meses que precedem a incorporação à Obra. No marco de uma formação que se dá oralmente, com exemplos e testemunhos personalizados, desenvolve ideais segundo um espírito que, mais do que teoria, é vida.

Não é de estranhar que seja necessário formar-se com a ajuda dos outros. Como já indicamos, a construção da própria identidade depende muito das relações interpessoais. Basta pensar no dom da palavra, que é própria da pessoa humana, e que não se pode adquirir sem uma aprendizagem na qual é fundamental a ajuda dos outros[15]. A criança pequena é precisamente infans, literalmente “aquele que não sabe falar”. Este dado de fato vale também para o desenvolvimento da vida cristã[16]. Necessita-se da ajuda de outros, e da graça de Deus. O “individualismo espiritual”, pelo contrário, isola a pessoa e impede sua abertura aos outros e o intercâmbio de dons[17].

Qual é, por assim dizer, o centro da formação que se dá no Opus Dei? O próprio Jesus Cristo. Com efeito, Cristo “manifesta plenamente o homem ao próprio homem e lhe desvela a sublimidade da sua vocação”[18]. Neste sentido, a formação mais profunda e completa do homem levá-lo-á a conhecer, amar e imitar cada vez mais a Cristo. “O Senhor, quando roga ao Pai que ‘todos sejam um como nós também somos um’ (Jo 17, 21-22), abrindo perspectivas fechadas à razão humana, sugere uma certa semelhança entre a união das pessoas divinas e a união dos filhos de Deus na verdade e na caridade. Esta semelhança demonstra que o homem, única criatura terrena que Deus amou por si mesma, não pode encontrar sua própria plenitude a não ser na entrega sincera de si mesmo aos outros”[19]. A formação dada no Opus Dei constitui uma manifestação dessa entrega que se vive na Igreja onde cada um colabora na formação dos ouros.

Trata-se de uma formação progressiva, à imagem do modo de atuar de Deus com os homens. É famoso o comentário de Santo Irineu de Lyon quando “fala repetidas vezes desta pedagogia divina sob a imagem da familiaridade mútua entre Deus e o homem: ‘O Verbo de Deus habitou no homem e fez-se Filho do homem para acostumar o homem a apreender a Deus e acostumar Deus a habitar no homem, segundo o beneplácito do Pai’”[20].

Jesus é Homem perfeito e Deus perfeito “O Verbo de Deus, por quem foram feitas todas as coisas, tornando-se Ele mesmo carne e habitando na terra, entrou como homem perfeito na história do mundo, assumindo-a e recapitulando-a em si mesmo. “É Ele quem nos revela ‘que Deus é amor’ (I Jo, 4, 8), ao mesmo tempo que nos ensina que a lei fundamental da perfeição humana é o mandamento novo do amor”[21]. Ao mesmo tempo em que Jesus Cristo nos revela Deus, mostra-nos também quem é o homem. Indica igualmente como o homem chega a ser plenamente ele mesmo.

“Fiunt, non nascuntur christiani”, afirma Tertuliano[22]: não se nasce cristão, mas deve-se chegar a sê-lo. O batismo nos faz cristãos, é, porém, necessário conhecer mais a Deus e amá-lo. O fim do Opus Dei é fazer-nos amar a Deus e aos outros nele na vida diária, especialmente no trabalho profissional e no cumprimento dos deveres de estado. Pode-se resumir isto em duas palavras: santidade pessoal e apostolado. O Opus Dei, dizia São Josemaria, leva a “descobrir que a vida normal no mundo, o trabalho de todos os dias, pode ser um encontro com Deus”[23]: “em meio das coisas mais materiais da terra é que nós devemos santificar-nos, servindo a Deus e a todos os homens”[24].

Como consegui-lo? São Josemaria afirmava que um homem, uma mulher, “vai se fazendo pouco a pouco, e nunca chega a se fazer totalmente, a realizar em si mesmo toda a perfeição humana de que a natureza é capaz. Em um aspecto determinado, pode inclusive chegar a ser o melhor, em relação a todos os demais, e talvez a ser insuperável nessa atividade concreta natural. No entanto, como cristão, o seu crescimento não tem limites”[25]. Neste sentido, a nossa formação dura toda a vida. Isto é em particular consequência da condição secular dos fiéis do Opus Dei, que vivem num mundo em constante mudança e são, ao mesmo tempo, artesãos dessa mudança. Ao mesmo tempo, todos nós, cristãos, estamos em um caminho que sobe sempre rumo ao Senhor, caminho no qual, como dizia Santo Agostinho ao falar da vida cristã, “non progredi, regredi est”[26]: quem não avança em sua luta espiritual, retrocede. “Hoje trata-se não apenas de colonizar o que está por cultivar, mas de intensificar o vigor produtivo do que já foi cultivado; que aquilo que é fértil seja mais fértil ainda; que os operários saibam que também eles são messe”[27].

A pessoa humana é naturalmente social, e o primeiro lugar do seu crescimento é a família. A formação que se dá no Opus Dei leva a valorizar a beleza da família, pois o lar deve ser “a primeira escola de vida cristã”[28]. São Josemaria ensinava às pessoas casadas que em primeiro lugar vem a família, e o trabalho vem depois. Nos colégios, o mais importante também são as famílias: os pais. Estes devem fazer apostolado em sua família, a partir da sua família, através da sua família. Os Centros do Opus Dei são uma extensão da sua família.

Os meios de formação são meios de “transformação”, pois “o Espírito Santo nos renova interiormente por uma transformação espiritual (cfr. Ef 4,23)”[29]. São “performativos”[30], para empregar um neologismo de Bento XVI: transformam a pessoa, levam-na à sua perfeição. São Josemaria, por exemplo, no final de sua vida, quando estava doente em certa ocasião, disse que tinha necessidade de assistir a um Círculo – um meio de formação semanal dado na Obra. “Nemo repente fit sanctus. Ut jumentum (Sl LXXII, 23, 24) [significa: ninguém chega a ser santo de repente. Que eu seja como um burro]. O burro de nora...”[31], escreveu. Um burrinho serviu de montaria ao Senhor em sua entrada em Jerusalém. Os santos Padres viram, na jumenta mãe, o judaísmo, submetido ao jugo da lei, enquanto o burrinho seria a gentilidade (cfr. Mt 21, 2): Cristo introduz todos na Igreja, a nova Jerusalém. Santo Agostinho, comentando o Salmo 34 (33), 3, viu neste episódio uma chamada à humildade e à mansidão. São Josemaria centrou a sua atenção no trabalho do burrinho de nora e na fecundidade da sua perseverança. Ninguém se faz santo de repente, é preciso caminhar como um burrinho. Fazia assim menção à necessidade de perseverar dia após dia, com desejos de docilidade nas mãos divinas, e aspirando à união definitiva com Deus referindo-se a estes versículos do Salmo 73 (72), 23-24: “Mas estarei sempre convosco, porque vós me tomastes pela mão. Vossos desígnios me conduzirão, e, por fim, na glória me acolhereis”.

2. O objetivo da formação no Opus Dei

Essa transformação, longe de suprimir a personalidade de cada um, torna-a mais forte. Os próprios talentos frutificam – as “moedas” que cada um recebeu de Deus (cfr. Mt 25,30) e que são as qualidades e potencialidades pessoais – ao mesmo tempo que, paralelamente, se vai tirando o que poderia estragar a imagem de Cristo: o que na realidade não é nosso, mas sim uma máscara que nos desfigura. O fim do Opus Dei resume-se em duas palavras: santidade e apostolado; uma unidade, como as duas faces da mesma moeda: “não é possível separar em Cristo seu ser de Homem-Deus e sua função de redentor. O Verbo se fez carne e veio à terra ut omnes homines salvi fiant (1 Tm 2, 4), para salvar todo os homens”[32]. A formação que o Opus Dei dá tem por objetivo levar à prática, com a graça de Deus, esse fim sobrenatural e, portanto:

a)Melhorar a vida espiritual, que é a vida do Espírito Santo em nós: a vida cristã, a vida “em Cristo”;

b)Compreender a Palavra de Deus, pois a familiaridade com a Escritura é essencial para ter uma vida cristã, segundo estas palavras de São Josemaria: “Conhecer a Jesus. Dá-lo a conhecer. Levá-lo a todos os lugares”[33]. A palavra “Evangelho” (Mc 1,1) significa em primeiro lugar a boa nova da vinda do Messias. Passou a designar os quatro livros de Mateus, Marcos, Lucas e João, que foram escritos em primeiro lugar, para fortalecer a fé dos que acreditavam em Jesus Cristo (cfr. Lc 1, 4; Jo, 20, 31). Um grande historiador do século XX denunciou o que chama ao mesmo tempo um “erro” e um “engano”: “a ideia ingênua de que se pode ter acesso à Escritura Santa sem nenhuma preparação, que basta a boa vontade”[34]; e explicava: “a Bíblia não cessou de viver na Igreja, de ser lida na Igreja, comentada, entendida, aplicada”[35]. A compreensão da Sagrada Escritura é facilitada pelas notas de rodapé em suas edições. Para isto São Josemaria impulsionou uma edição da Sagrada Bíblia – publicada por Eunsa (Pamplona 1997 – 2004) em cinco volumes – que oferece notas abundantes, com textos do Magistério, de Padres, de Doutores e de santos, e introduções seguindo orientações do Concílio Vaticano II[36]. A edição abreviada do Novo Testamento (1999) também ajuda a familiarizar-se com os livros sagrados, a compreender o seu conteúdo e a sua estrutura;

c)Conhecer a doutrina da Igreja. Para isto, os textos de referência são o Catecismo da Igreja Católica (1997) e o seu Compêndio (2005). O Catecismo foi escrito para os pastores da Igreja, para os fiéis e para todo homem que peça razão da esperança do católico[37]. Foi pensado como a expressão da fé comum da Igreja e como tal se firmou. É “um verdadeiro instrumento de apoio para a fé, especialmente para aqueles que se preocupam com a formação dos cristãos, tão importante em nosso contexto cultural”[38]. Aqueles que fazem ou fizeram estudos superiores não podem desculpar-se com a ideia de que se trata de um texto excessivamente difícil para eles: devem conseguir um nível de formação teológica pelo menos equivalente ao de sua formação profissional. Naturalmente o estudo do Catecismo deve ser acompanhado pela leitura da Bíblia e o conhecimento dos ensinamentos dos Padres da Igreja e do Magistério: nisso se deve indicar especialmente, em nossa época, os textos do Vaticano II e as encíclicas dos Papas João Paulo II e Bento XVI. Precisamente no Catecismo da Igreja Católica, explica Bento XVI, “põe-se de manifesto a riqueza do ensinamento que a Igreja recebeu, guardou e ofereceu em seus dois mil anos de história. Da Sagrada Escritura aos Padres da Igreja, dos Mestres da teologia aos Santos de todos os séculos, o Catecismo oferece uma memória permanente dos diferentes modos como a Igreja meditou sobre a fé e progrediu na doutrina, para dar certeza aos crentes em sua vida de fé”[39]. Os “conteúdos fundamentais da fé” – diz o Papa – estão “sintetizados sistemática e organicamente no Catecismo[40]. Bento XVI explica que a sua estrutura “apresenta o desenvolvimento da fé até abordar os grandes temas da vida cotidiana. Através das suas páginas se descobre que tudo o que é apresentado não é uma teoria, mas o encontro com uma Pessoa que vive na Igreja. À profissão de fé segue-se, de fato, a explicação da vida sacramental, na qual Cristo está presente e atua, e prossegue a construção da sua Igreja. Sem a liturgia e os sacramentos, a profissão de fé não teria eficácia, pois careceria da graça que sustenta o testemunho dos cristãos. Do mesmo modo o ensinamento do Catecismo sobre a vida moral adquire o seu pleno sentido quando se põe em relação com a fé, a liturgia e a oração”[41].

Por outro lado, esses meios contribuem para a formação da consciência: “É preciso formar a consciência, e esclarecer o juízo moral. Uma consciência bem formada é reta e veraz. Formula seus juízos segundo a razão, conforme o bem verdadeiro querido pela sabedoria do Criador. A educação da consciência é indispensável para seres humanos submetidos a influências negativas e tentados pelo pecado de preferir seu juízo próprio e de rejeitar os ensinamentos autorizados”[42]. Esta educação da consciência, afirma o Catecismo, “garante a liberdade e engendra a paz do coração”. E acrescenta: “Na formação da consciência a Palavra de Deus é a luz que nos ilumina; é preciso que a assimilemos na fé e na oração, e a ponhamos em prática. É preciso ainda que examinemos nossa consciência atendendo à cruz do Senhor. Somos assistidos pelos dons do Espirito Santo, ajudados pelo testemunho ou os conselhos de outros e guiados pelo ensinamento autorizado da Igreja”[43].

d)Aprofundar no conhecimento do espírito da Obra. Tocamos aqui algo que é ao mesmo tempo, por assim dizer, próprio do Opus Dei, e ao mesmo tempo está presente no Evangelho. O espírito do Opus Dei foi aprovado pela Igreja, de modo especial com os Estatutos, que a Santa Sé lhe deu[44]. A palavra “espírito” evoca algo que vivifica tudo, que irriga toda a vida e cada ação humana. Dá uma particular fisionomia espiritual, uma parecença, como comentava certa vez o então Prelado do Opus Dei, o Bem-Aventurado Álvaro del Portillo durante uma viagem pastoral ao Japão. O espírito do Opus Dei compreende a unidade de vida, a secularidade, a liberdade e a responsabilidade pessoais nos assuntos temporais, etc. Tem dois aspectos essenciais:

– como fundamento, a filiação divina em Cristo. Trata-se não só de saber que Deus é um Pai misericordioso, mas de sentir e tornar presente esta realidade ao longo de todo o dia;

– “o eixo – a dobradiça – sobre a qual gira todo o trabalho de santificação, própria e alheia, é o trabalho profissional realizado do melhor modo possível, em união com Jesus Cristo e com o desejo de servir aos outros”[45];

e)Aprender a fazer apostolado segundo o espírito do Opus Dei. Há muitos modos de se transmitir a mensagem evangélica na Igreja. Os fiéis do Opus Dei aprendem a viver de novo o que aconteceu com os primeiros discípulos do Senhor. André encontrou Simão, seu irmão, falou-lhe de Cristo e o levou ao Mestre. Filipe, que tinha encontrado Jesus levou-lhe Natanael. Tudo foi feito de modo natural. São Josemaria ensinava assim a fazer um apostolado de amizade e confidência: enobrece-se a autêntica amizade humana, que implica uma certa abertura mútua da alma, levando-a ao terreno sobrenatural. Muitas vezes, este apostolado se faz de igual para igual e dão-se ao mesmo tempo a descoberta do Opus Dei e o crescimento e intimidade com Jesus e em espírito apostólico. É Deus quem dá o crescimento (cfr. 1 Cor 3, 6). “A semente nasce e cresce – diz o Senhor – sem que o semeador saiba como” (Mc 4, 28). O cristão pode crescer no exercício das virtudes que facilitam o apostolado: por exemplo, o dom de línguas, a capacidade de empatia, o bom humor, a humildade, a generosidade no emprego do tempo.

2.Os cinco aspectos da formação e os meios

Quanto à formação dada no Opus Dei, São Josemaria considerava cinco aspectos: humano, espiritual, doutrinal-religioso, apostólico e profissional[46]. Em que consistem?

Formação Humana: As virtudes humanas, começando pelas quatro virtudes cardeais (prudência, justiça, temperança, fortaleza), devem crescer ao longo da vida. Entre elas, São Josemaria sublinhava com frequência a simplicidade, a sinceridade e a laboriosidade.

Formação espiritual, que leva cada pessoa a sentir-se a todo momento filha de Deus. A filiação divina é, com efeito, o fundamento do espírito do Opus Dei. Esta formação implica a aprendizagem da oração, que constitui um encontro com Deus, e acompanha a frequência dos sacramentos, especialmente a Sagrada Eucaristia e a Penitência.

Formação doutrinal-religiosa, para chegar a uma inteligência da fé que satisfaça o convite de São Pedro: estar “sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele que vos pedir a razão de vossa esperança, mas fazei-o com suavidade e respeito. Tende uma consciência reta” (1 Pd 3, 15-16). Todo cristão, além disso, deve adquirir uma formação doutrinal: “Entendo por doutrina o conhecimento suficiente que cada fiel deve ter da missão total da Igreja e da peculiar participação, e conseguinte responsabilidade específica, que lhe corresponde nessa missão única”[47].

Formação apostólica: trata-se de aprender a dar testemunho da própria fé. São Josemaria estimulava a fazer um “apostolado de amizade e confidência”.

Formação profissional, pois o trabalho é o eixo da santificação pessoal. O Opus Dei não dá uma formação profissional determinada (existem muitas atividades apostólicas que se dedicam a isso[48]), mas impulsiona seus fiéis a estudar e a trabalhar bem, com competência profissional, atualização permanente, espírito de serviço, e a oferecer este trabalho a Deus.

São Josemaria gastou-se sempre para formar seus filhos e filhas espirituais. O Bem-Aventurado Álvaro del Portillo recordava: “nunca poderei esquecer que, quando pedi a admissão na Obra, em julho de 1935, o Padre, embora estivesse esgotado devido à abundância de trabalho, não hesitou em começar um ciclo de aulas de formação só para mim: era um novo peso que vinha acrescentar-se às já numerosas atividades de que estavam repletas as suas jornadas”[49].

Bem depressa, São Josemaria deixou de dar pessoalmente todos os meios de formação. Andrés Vázquez de Prada explica, com relação ano de 1940, que teve que “apoiar-se nos mais antigos da Obra e pedir-lhes que colaborassem nas tarefas de formação apostólica e direção espiritual. Foi nesses mesmos meses de 1940 que, com visão ampla, reuniu um dia os seus filhos mais velhos e lhes anunciou que não dirigiria mais círculos de formação aos estudantes, e que seriam eles mesmos quem se encarregasse desta tarefa”[50].

Entre os meios de formação que São Josemaria recomendava em particular, todos inseridos na experiência vital da Igreja, é necessário distinguir os sacramentos, que recobram uma importância extraordinária em razão da ação de Deus ex opere operato. Entre eles, deve-se mencionar de modo especial, por serem os que podem ser recebido com mais frequência, a Santa Missa e a Confissão.

A Santa Missa, fim de todos os sacramentos, pode ser considerada um meio de formação, já que “se a santa Missa é vivida com atenção e com fé, é formativa no sentido mais profundo da palavra, pois promove a configuração com Cristo”[51]. Com efeito, a celebração sacramental do mistério pascal está unida ao culto existencial[52]. Na Missa, a Igreja “pede ao Pai que envie o Espírito Santo para que faça da vida dos fiéis uma oferenda viva a Deus mediante a transformação espiritual à imagem de Cristo, a preocupação pela unidade da Igreja e a participação em sua missão pelo testemunho e o serviço da caridade”[53].

Nas meditações, o pregador reza e procura ajudar a rezar, a partir do Evangelho: “É de Cristo que devemos falar, e não de nós mesmos”[54]. Os participantes desejam receber o que o Espírito Santo quiser depositar em seus corações.

Há meios de formação pessoais: são necessários, pois cada pessoa é única, livre e responsável. O Concílio Vaticano II suscitou um novo impulso para a prática do Sacramento da Penitência, “com vistas a uma maior frequência do sacramento, que se percebe estar cumulado de amor misericordioso do Senhor”[55]. É chamado também “Sacramento da Reconciliação” e pode incluir, além dos atos essenciais do sacramento – a confissão dos pecados, com contrição, a absolvição e a penitência imposta pelo sacerdote – uma verdadeira direção espiritual[56]: o confessor pode dar conselhos, animar, manifestando sempre o poder infinito da misericórdia divina.

Um meio de formação pessoal importante é a conversa fraterna ou confidência. Como dão entender essas denominações, trata-se de uma breve conversa fraterna, semanal (quinzenal para os Supernumerários), de ajuda espiritual, que deve estar plena de sinceridade e confiança. A correção fraterna, de raízes evangélicas, constitui outra ajuda à qual se tem direito.

Existem também meios de formação coletivos, dirigidos a várias pessoas ao mesmo tempo.

O Círculo (chamado “breve” para os Numerários e Adscritos, “de estudo” para os Supernumerários) não costuma passar de 30-45 minutos. Além de um breve comentário do Evangelho do dia, há uma palestra sobre um aspecto da vida espiritual e um exame de consciência.

O Retiro, que dura vários dias, costuma ser feito uma vez por ano. Trata-se de um momento propicio para afastar-se da agitação da vida cotidiana, e voltar a ela com mais forças espirituais e grandes desejos de apostolado: é oportunidade para uma nova conversão[57].

Os recolhimentos mensais, com algumas horas de duração, permitem olhar a própria vida com uma melhor perspectiva e recolher-se mais com o Senhor.

O Curso anual, de maior duração (de uma a três semanas), permite unir descanso – graças, por exemplo, à pratica mais intensa de algum esporte, passeios, etc. – e aprofundamento na doutrina católica. Há, por exemplo, aulas de Filosofia e de Teologia e palestras de formação.

A formação não se limita a meios. A vida toda, de alguma forma, contribui para forjar a personalidade, e em particular o exemplo pessoal, pois a formação cristã se realiza num contexto existencial: “Lembra-te com constância que colaboras na formação espiritual e humana dos que te rodeiam e de todas as almas – até aí chega a bendita Comunhão dos Santos – em qualquer momento: quando trabalhas e quando descansas; quando se te vê alegre ou preocupado; quando na tua tarefa no meio da rua fazes a tua oração de filho de Deus e transcende exteriormente a paz da tua alma; quando se nota que sofrestes – que chorastes – e sorris”[58]. Um paradigma da formação é o trabalho da administração nos Centros: forma por suas obras.

4. Algumas disposições para participar nos meios de formação

As disposições de uma pessoa que foi admitida no Opus Dei são de abertura do coração à graça divina. A Obra compromete-se a dar precisamente uma formação que o fiel se compromete a receber. Se a pessoa já é mais velha, com muita experiência da vida e, se for o caso, também da vida cristã, nem por isto escuta como se já soubesse tudo. Ela tende antes a renovar-se por dentro, sabendo que “para vinho novo, odres novos” (Mc 2, 22). Essa juventude de espírito não é ingenuidade forçada, mas antes, entusiasmo da primeira vez, atitude ativa que leva a comparar o que se ouve com a própria vida. Não se trata apenas por exemplo, de aprender como oferecer o trabalho a Deus, mas de ver como o fazemos.

Isto vale também para quem já está há anos na Obra. Embora saibam talvez “o que nos vão dizer”, não ignoram ao mesmo tempo que a pessoa se mantém jovem quando está sempre desejosa de aprender, não só para melhorar mas para ajudar talvez com mais acerto aos outros na nova evangelização.

Ao receber os meios de formação, são importantes:

– A humildade, que leva a reconhecer a verdade de que não só não sabemos tudo, mas que há muitas coisas que não conseguimos viver. “Às vezes, desejaríamos ser os melhores sob qualquer aspecto e em qualquer nível. E, como isso não é possível, nasce um estado de desorientação e de ansiedade, ou até de desânimo e de tédio”[59].

– A retidão de intenção, que impede o “aprender só para saber mais”, mas convida a aprender para amar mais a Deus e aos outros, ajudando-os, evitando a tentação de querer ser o melhor em tudo, o que não teria sentido. Trata-se de acrescentar à própria vida o que se ouve: São Tiago assim convidará os cristãos: “Recebei com mansidão a palavra em vós semeada, que pode salvar as vossas almas. Sede cumpridores da palavra e não apenas ouvintes; isso equivaleria a vos enganardes a vós mesmos” (Tg 1, 21-22). Só assim se cresce em filiação divina: “Minha mãe e meus irmão são estes, que ouvem a palavra de Deus e a observam” (Lc. 8, 21); isto nos leva a anotar algumas ideias que mais nos agradem e que mais possam servir-nos em nossa vida cristã.

– A simplicidade, para, por exemplo, perguntar o que não entendemos sem vergonha.

– O abandono nas mãos de Deus. O voluntarismo tende a tornar a vontade autônoma com relação à inteligência e torna a inteligência dependente da vontade. É importante não cair no sentimentalismo e nem no voluntarismo, que deixam de lado a razão, ao passo que Deus não é alheio à racionalidade: “in principio erat Verbum”, “no princípio era o Verbo”, diz o prólogo de João; esse Verbo, o Logos em grego, é o Verbo divino, a Segunda pessoa da Santíssima Trindade, cujas palavras são racionais: o “discurso” cristão é racional, logos, e fala de Deus e de suas obras. Daí a importância do esforço da inteligência para assimilar bem o que se ouve e torná-lo pessoal. Quando Pilatos perguntou a Jesus: “És tu o Rei dos judeus?”, o Senhor lhe respondeu: “Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram de mim” (Jo 18, 33-34). Em um momento em que se coloca a questão essencial da identidade de Jesus Cristo, o Senhor manifesta a importância de uma busca e uma resposta pessoais. A razão deve, ao mesmo tempo, saber humilhar-se e deixar-se iluminar pela fé e entender, como dizia Pascal, que “Conhecemos a verdade, não somente pela razão, mas ainda pelo coração”[60].

Junto à responsabilidade pessoal, é essencial o exercício da liberdade. Quando São Josemaria recorda o caráter essencialmente espiritual do Opus Dei e do seu trabalho de formação, vem logo a seus lábios o conceito de liberdade. Explica, com efeito, que a formação que a Obra dá “não só respeita a liberdade” dos seus fiéis, “mas faz com que tomem clara consciência dela”[61]. Acrescenta que “para conseguirem a perfeição cristã na respectiva profissão ou ofício”, os fiéis do Opus Dei “necessitam adquirir uma formação que lhes permita administrar a sua liberdade: com presença de Deus, com piedade sincera, com doutrina”[62]. Só assim podem crescer nas virtudes e fazer frutificar os próprios talentos, pois, “os homens precisam ser e sentir-se pessoas livres”[63].

Em todo esforço de formação, é essencial não perder de vista a primazia de Deus: esta exigência apoia-se no amor e na graça de Deus. É bem sabido que Pelágio, monge irlandês, do século V, negava a transmissão do pecado original e, portanto, minimizava a necessidade da graça divina, como se fosse apenas uma luz sobre o fim e a coroação dos esforços. Daí a sua excessiva preocupação pelo esforço ascético, que o fez perder de vista a importância do dom de Deus e levou a Igreja a condenar este enfoque[64]. No próprio Deus, o ser que a inteligência apreende é regra do querer. Nem tudo na vida é repetição de atos. Importa saber dar sentido a esta vida, descobrir o amor de Deus, amar os outros na sua luta diária.

Toda a formação, em suma, fala de Deus e ensina a amar a Deus e ao próximo: identifica-nos com Cristo. Na hora de receber a formação cristã, é bom recorrer à Virgem Maria que, no mistério da Visitação à sua prima Isabel, tendo o Verbo em seu seio, manifestou os sentimentos da sua alma com esse canto de louvor a Deus. “Magnificat anima mea Dominum” (Lc. 1, 46): Santa Maria proclama as grandezas do Senhor, a Virgem afirma que a sua alma se torna grande para o Senhor. Recorremos à sua intercessão para que a formação que recebemos dilate o nosso coração para receber a Deus e, n’Ele, abra-o à humanidade inteira.

Guillaume Derville

Artigo publicado em agosto 2012 no site Collationes.org


Bibliografia básica

SÃO JOSEMARIA ESCRIVÁ, Conversaciones. Edición crítico-histórica preparada sob a direção de José Luis Illanes, Rialp, Madri 2012; em particular os nn. 2, 10, 26, 34, 53-54, 60-61, 84, 88, 99.

JAVIER ECHEVARRÍA, Prelado do Opus Dei, Carta pastoral, 2 de outubro de 2011, em Romana 53 (2011). Nesta carta, o Prelado do Opus Dei considera sucessivamente os cinco aspectos da formação que se dá na Prelazia: humano, espiritual, doutrinal-religioso, apostólico e profissional.


[1] BENTO XVI, Enc. Caritas in veritate, n. 53.

[2] Catecismo da Igreja Católica, n. 169.

[3] Ibidem, n. 752.

[4] CONCILIO VATICANO II, Const. dogm. Lumen gentium, n. 1

[5] Cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 871.

[6] SÂO JOÃO XXIII, Enc. Mater et magistra. Cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 2030-2051.

[7] Catecismo da Igreja Católica, n. 2030.

[8] Catecismo da Igreja Católica, n. 2038.

[9] Ibidem, n. 906.

[10] SÃO JOSEMARIA, Entrevistas, n.10.

[11] SÃO JOSEMARIA, Entrevistas, n. 26.

[12] Ibidem, n. 60. Cfr. CIC, cân.211 (difundir a Palavra de Deus é um direito jurídico e um dever moral do cristão); CARLOS J. ERRÁZURIZ M. , Corso fondamentale sul diritto nella Chiesa, I. Introduzione. I soggetti ecclesiali di diritto, Giuffrè Ed., Milão 2009, pp. 215-216.

[13] SÃO JOSEMARIA, Entrevistas, n. 60.

[14] Ibidem, n. 61.

[15] Cfr. JOSEPH RATZINGER – BENTO XVI, L’elogio della coscienza, Cantagalli, Siena 2009, p. 157, citando R. Spaemann. A tradução é nossa.

[16] Cfr. JOÃO PAULO II, Enc. Fides et ratio, n. 31; CONCÍLIO VATICANO II, Const. Past. Gaudium et spes, n. 12.

[17] Cfr. CONGRAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, Nota doutrinal sobre alguns aspectos da evangelização, 3 de dezembro de 2007, n. 5.

[18] CONCÍLIO VATICANO II, Const. past. Gaudium et spes, n. 22.

[19] Ibidem, n. 24.

[20] Catecismo da Igreja Católica, n. 53, citando SANTO IRINEU DE LYON, Adversus haereses, 3, 20.

[21] CONCÍLIO VATICANO II, Const past. Gaudium et spes, n. 22.

[22] Apologeticum, XVIII.

[23] SÃO JOSEMARIA, Entrevistas, n. 70.

[24] Ibidem, n. 113.

[25] SÃO JOSEMARIA, Carta, 24-III-1941, citado em JAVIER ECHEVARRÍA, Carta pastoral, 2 de outubro de 2011, n. 3.

[26] SANTO AGOSTINHO, Sermo 69, 15.

[27] SÃO JOSEMARIA, Carta, 13 de janeiro de 1945, citado em ANDRÉS VÁZQUEZ DE PRADA, O Fundador do Opus Dei, II. Deus e Audácia, Quadrante, São Paulo, 2004, p. 469.

[28] Catecismo da Igreja Católica, n. 1657.

[29] Ibidem, n. 1695.

[30] BENTO XVI, Enc. Spe salvi, nn. 2,4,10.

[31] SÃO JOSEMARIA, Palestra em Vitória, 22 de agosto de 1938, citado em Caminho. Edição comentada por Pedro Rodríguez, Quadrante, São Paulo, 2014, p. 911.

[32] IDEM, É Cristo que passa, n. 106.

[33] SÃO JOSEMARIA, nota manuscrita, fac-símile publicado em POSTULAÇÃO GERAL DO OPUS DEI, O beato Josemaria Escrivá, Fundador do Opus Dei, Roma 1992, p.127 (trata-se do livro que acompanhou a beatificação de Josemaria).

[34] HENRI IRENEE MARROU, Liminaire, em “Lectures actuelles de la Bible, “Les quatre fleuves” 7 (1977), Seuil, Paris, p.4.

[35] Ibidem, p. 5.

[36] Cfr. Const dogm. Dei Verbum, n. 22.

[37] Cfr. JOÃO PAULO II, Const. Apost. Fidei depositum, n.4.

[38] BENTO XVI, Carta apost. em forma de Motu próprio Porta fidei, 11 de outubro de 2011, n. 12.

[39] Ibidem, n. 11.

[40] Ibidem.

[41] Ibidem.

[42] Catecismo de Igreja Católica, n. 1783.

[43] Ibidem. Nn.1784-1785.

[44] Cfr. JOÃO PAULO II, Const. Apost. Ut sit, 28 de novembro de 1982; AMADEO DE FUENMAYOR, VALENTÍN GÓMEZ-IGLESIAS, JOSÉ LUIS LLANES, El itinerario jurídico del Opus Dei. Historia y defensa de un carisma, Eunsa (“Colección canónica”), Pamplona 1989, cap. X, § 9.

[45] JAVIER ECHEVARRÍA, Carta pastoral, 2 de outubro de 2011, n. 13.

[46] Cfr. JAVIER ECHEVARRÍA, Carta pastoral, 2 de outubro de 2011.

[47] SÃO JOSEMARIA, Entrevistas, n. 2.

[48] Vid. ERNST BURKHART, Obras corporativas.

[49] ÁLVARO DEL PORTILLO, Entrevista sobre o Fundador do Opus Dei, Quadrante, São Paulo 1994.

[50] SÃO JOSEMARIA, Carta, 13 de janeiro de 1945, citado em ANDRÉS VÁZQUEZ DE PRADA, O Fundador do Opus Dei, II. Deus e Audácia, Quadrante, São Paulo, 2004, p. 537.

[51] BENTO XVI, Exhort. apost. Sacramentum caritatis, n. 80.

[52] Cfr. ibidem, n. 70-71.

[53] Catecismo da Igreja Católica, n. 1109.

[54] SÃO JOSEMARIA, É Cristo que passa, n. 163.

[55] JOÃO PAULO II, Exhort. Apost. Reconciliatio et poenitentia, n. 31.

[56] Cfr. Ibidem, n. 32.

[57] Cfr. CONCÍLIO VATICANO II, Decr. Apostolicam actuositaten, n. 32.

[58] SÃO JOSEMARIA, Forja, n. 846.

[59] IDEM, Entrevistas, n. 88.

[60] BLAISE PASCAL, Pensées.

[61] SÃO JOSEMARIA, Entrevistas, n. 53.

[62] Ibidem.

[63] Ibidem, n. 34.

[64] Nos Concílios de Cartago (418) e Orange (529), e em uma carta do Papa Celestino I (431).