Comunhão dos santos

A expressão «comunhão dos santos» indica a participação de todos os membros da Igreja na fé, nos sacramentos, nos carismas e outros dons espirituais. S. Josemaria explica-a assim: “Sabes o que são as transfusões de sangue para o corpo? Pois assim vem a ser a Comunhão dos Santos para a alma”.

Opus Dei - Comunhão dos santos

Que significa a "comunhão dos santos"?

Indica, antes de mais, a participação de todos os membros da Igreja nas coisas santas (sancta): a fé, os sacramentos, em especial a Eucaristia, os carismas e os outros dons espirituais. (Catecismo da Igreja Católica, Compêndio, 194).

Designa ainda a comunhão entre as pessoas santas (sancti), isto é, entre os que, pela graça, estão unidos a Cristo morto e ressuscitado. Alguns são peregrinos na terra; outros, que já partiram desta vida, estão a purificar-se, ajudados também pelas nossas orações; outros, enfim, gozam já da glória de Deus e intercedem por nós. Todos juntos formam, em Cristo, uma só família, a Igreja, para louvor e glória da Trindade. (Catecismo da Igreja Católica, Compêndio, 195).

Como explicá-lo?

Comunhão dos Santos. - Como dizer-te? - Sabes o que são as transfusões de sangue para o corpo? Pois assim vem a ser a Comunhão dos Santos para a alma.

Caminho, 544

Vivei entre vós uma particular Comunhão dos Santos. E cada um sentirá, à hora da luta interior, e à hora do trabalho profissional, a alegria e a força de não estar só.

Caminho, 545

Lembra-te com constância de que tu colaboras na formação espiritual e humana dos que te rodeiam, e de todas as almas - até aí chega a bendita Comunhão dos Santos -, em qualquer momento: quando trabalhas e quando descansas; quando te vêem alegre ou preocupado; quando na tua tarefa ou no meio da rua fazes a tua oração de filho de Deus, e transcende ao exterior a paz da tua alma; quando se nota que sofreste - que choraste - e sorris.

Forja, 846

Na Santa Missa

Há poucos instantes, antes do Lavabo, invocávamos o Espírito Santo, pedindo-lhe que abençoasse o Sacrifício oferecido ao seu santo Nome. Terminada a purificação, dirigimo-nos à Trindade - Suscipe, Sancta Trinitas -, para que acolha o que oferecemos em memória da vida, da Paixão, da Ressurreição e da Ascensão de Cristo, em honra de Maria, sempre Virgem, e em honra de todos os Santos.

Que a oblação redunde em salvação de todos - Orate, fratres, reza o sacerdote -, porque este sacrifício é meu e vosso, de toda a Santa Igreja. Orai, irmãos, mesmo que sejam poucos os que se encontram reunidos, mesmo que esteja materialmente presente um só cristão, ou apenas o celebrante, porque qualquer Missa é o holocausto universal, o resgate de todas as tribos e línguas e povos e nações.

Pela Comunhão dos Santos, todos os cristãos recebem as graças de cada Missa, quer se celebre perante milhares de pessoas ou tenha por único assistente um menino, talvez distraído, que ajuda o sacerdote. Em qualquer caso, a terra e o céu se unem para entoar com os Anjos do Senhor: Sanctus, Sanctus, Sanctus...

É Cristo que passa, 89

A união faz a força

Aqui nos encontramos, consummati in unum!, em unidade de petição e de intenções, dispostos a começar este tempo de conversa com o Senhor, com o desejo renovado de sermos instrumentos eficazes nas suas mãos. Diante de Jesus Sacramentado - quanto gosto de fazer um ato de fé explícita na presença real do Senhor na Eucaristia! -, fomentai em vossos corações a ânsia de transmitir com a vossa oração um impulso cheio de fortaleza que chegue a todos os lugares da terra, até o último recanto do planeta onde haja um homem que gaste generosamente a sua existência a serviço de Deus e das almas. Porque, graças à inefável realidade da Comunhão dos Santos, somos solidários - cooperadores, diz São João - na tarefa de difundir a verdade e a paz do Senhor.

Amigos de Deus, 154

Lembro-me todos os dias de ti e mando-te outras cartas... Bendita Comunhão dos Santos! No nosso caminho, meu filho, vivemos essa união de família sobrenatural, que faz com que participemos das orações, sacrifícios e trabalhos uns dos outros.

São Josemaria Escrivá, carta a Emiliano Amann, Burgos 5-III-1938