A linguagem da verdade e do amor é universal

Na Audiência desta quarta-feira o Papa Francisco comentou sobre a solenidade de Pentecostes em sua catequese, desenvolvendo a ideia de que a linguagem da verdade e do amor pode ser compreendida por todas as pessoas.

Da Igreja e do Papa

Cinquenta dias depois da Páscoa, no Cenáculo de Jerusalém, quantos lá se encontram experimentam a irrupção de Deus através da força dum vento impetuoso que lembra a ruah, o sopro primordial, e que abre de par em par as portas fechadas e através de línguas de fogo que lembram a sarça ardente e o Sinai com o dom dos Dez Mandamentos.

Mas, enquanto no Sinai se faz ouvir a voz de Deus, em Jerusalém fala Pedro, a rocha sobre a qual Cristo quis edificar a sua Igreja. A palavra dele, frágil e capaz até de renegar o Senhor, quando fica permeada pelo fogo do Espírito, ganha força, torna-se capaz de tocar os corações e movê-los à conversão.

A Aliança nova e definitiva está fundada, já não sobre uma lei escrita em tábuas de pedra, mas na ação do Espírito de Deus que faz novas todas as coisas e se grava em corações de carne. A Igreja nasce, assim, do fogo do amor, dum «incêndio» que irrompe no Pentecostes e manifesta a força da Palavra de Jesus ressuscitado impregnada de Espírito Santo.

Deste modo, a palavra dos Apóstolos torna-se uma palavra nova, diferente, que, no entanto, é possível compreender, como se houvesse uma tradução simultânea em todas as línguas: de fato, «cada um os ouvia falar na sua própria língua».

É a linguagem da verdade e do amor, a linguagem universal que até os analfabetos podem entender! É o Espírito que realiza a atração divina: Deus seduz-nos com o seu Amor e, assim, nos impele a mover a história dando início a processos através dos quais filtra a vida nova.

Só o Espírito de Deus tem o poder de humanizar e tornar fraterno todo e qualquer contexto, a partir daqueles que O acolhem.