Algo grande e que seja amor (I): Jesus vem ao nosso encontro

Primeiro de uma série de artigos sobre o discernimento vocacional, intitulado "Algo grande e que seja amor", porque cada homem e cada mulher são chamados a descobrir o projeto de Deus na sua própria vida.

Opus Dei - Algo grande e que seja amor (I): Jesus vem ao nosso encontro

No passado mês de outubro, teve lugar em Roma a Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que o Papa Francisco quis dedicar aos jovens, à fé e ao discernimento vocacional. Na carta que anunciava o evento aos jovens, o Papa evocou o encontro dos primeiros discípulos com o Senhor. Desejo recordar-vos também as palavras que certo dia Jesus dirigiu aos discípulos, que lhe perguntavam: «Rabi, onde moras?». Ele respondeu: «Vinde e vede!» (cf. Jo 1, 38-39). Jesus dirige o seu olhar também a vós, convidando-vos a caminhar com Ele. Caríssimos jovens, encontrastes este olhar? Ouvistes esta voz? Sentistes este impulso a pôr-vos a caminho? Estou convicto de que, não obstante a confusão e o atordoamento deem a impressão de reinar no mundo, este apelo continua a ressoar no vosso espírito para o abrir à alegria completa. Isto será possível na medida em que, inclusive através do acompanhamento de guias especializados, souberdes empreender um itinerário de discernimento para descobrir o projeto de Deus na vossa vida. Mesmo quando o vosso caminho estiver marcado pela precariedade e pela queda, Deus rico de misericórdia estende a sua mão para vos erguer.

"Também para vós", escrevia "Jesus dirige o Seu olhar, convidando-vos a caminhar com Ele. Caríssimos jovens, encontrastes este olhar? Ouvistes esta voz? Sentistes este impulso a pôr-vos a caminho?"[1].

O encontro pessoal com Jesus pode tornar-se difícil num momento em que "a confusão e o atordoamento deem a impressão de reinar no mundo". No entanto, «este apelo continua a ressoar no vosso espírito para o abrir à alegria completa». Será possível responder-lhe, conclui o Papa, "na medida em que, através do acompanhamento de guias especializados", cada um souber "empreender um itinerário de discernimento para descobrir o projeto de Deus na vossa vida" [2]. A série de artigos que agora começa quer ser uma ajuda nesse sentido. Pela mão dos primeiros discípulos de Jesus, dos ensinamentos do Papa, dos santos, de S. Josemaria, podemos aprofundar nessa realidade perene: Deus chama-nos; «Ele tem um plano para cada um: a santidade» [3].

S. Josemaria relembrou que, com apenas dezasseis anos, descobriu que o seu coração lhe pedia "alguma coisa de grande e que fosse amor" [4]. Oxalá também nós possamos descobrir e redescobrir - porque o amor é sempre jovem, sempre surpreendente - alguma coisa de grande e que seja amor.

***

«No dia seguinte, João encontrava-se de novo ali com dois dos seus discípulos. Então, pondo o olhar em Jesus, que passava, disse: «Eis o Cordeiro de Deus!» Ouvindo-o falar desta maneira, os dois discípulos seguiram Jesus. Jesus voltou-se e, notando que eles o seguiam, perguntou-lhes: «Que pretendeis?» Eles disseram-lhe: «Rabi - que quer dizer Mestre - onde moras?» Ele respondeu-lhes: «Vinde e vereis.» Foram, pois, e viram onde morava e ficaram com Ele nesse dia. Eram as quatro da tarde.»(Jo 1,35-39). Os protagonistas desta cena do Evangelho deviam ter transmitido a sua memória com muita emoção. Foi o momento mais importante das suas vidas: o dia em que se encontraram pela primeira vez com Jesus de Nazaré.

Quem é Jesus Cristo para mim? Quem sou eu para Jesus?

Na realidade, encontrar-se com Cristo é a experiência decisiva para qualquer cristão. Bento XVI destacou-o fortemente no início do seu pontificado: "Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo» [5]. O facto de o Papa Francisco ter querido recordar-no-lo desde o início é muito revelador: "Convido todo o cristão, em qualquer lugar e situação que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de O procurar dia a dia sem cessar.» [6] Nestas páginas queremos seguir esse convite, seguindo os passos do apóstolo mais jovem: S. João.

O quarto Evangelho resume com uma bela frase a identidade do jovem João: ele era "o discípulo a quem Jesus amava". Com isso, na realidade, tudo foi dito: João era alguém que Jesus amava. Com o passar dos anos, essa convicção não se extinguiria, mas tornar-se-ia ainda mais forte: "É nisto que está o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele mesmo que nos amou" (1 Jo 4,10 ). Sem dúvida, essa segurança no Amor que o Senhor tinha por ele foi o que o tornou capaz de conservar, até ao fim dos seus dias, uma alegria profunda e contagiante. A mesma que respira no seu evangelho. Tudo começou naquele dia, nas margens do Jordão.

E nós, experimentámos um encontro tão familiar quanto o do jovem apóstolo? Mesmo que tenhamos sido cristãos por muitos anos e tenhamos orado durante toda a nossa vida, é bom que paremos por um momento para pensar: "Para mim, quem é Jesus Cristo? Que supõe Jesus Cristo na minha vida real, hoje e agora? Com essa consideração, podemos avaliar como é a nossa fé. "Mas antes desta questão, há outra em certo sentido mais importante, inseparável e anterior (...): Quem sou eu para Jesus Cristo?" [7].

Perante estas perguntas, não é estranho que estejamos um pouco perplexos: quem sou eu para Jesus Cristo? Quem sou? Uma pequena criatura? Um produto da evolução? Mais um humano... que tem que cumprir os seus mandamentos? Como me vê Jesus? É esclarecedor nessas situações olhar para os santos. Numa ocasião, quando perguntaram algo semelhante a S. João Paulo II, respondeu: " Eis que tu és um pensamento de Deus, tu és um palpitar do coração de Deus. Afirmar isto é como dizer que tu tens um valor, num certo sentido, infinito, que tu contas para Deus na tua irrepetível individualidade."[8]. O que ele mesmo tinha descoberto - o que todos os santos descobriram - é o muito que Deus se importa connosco. Não somos uma pequena criatura, um servo que está simplesmente no mundo para fazer o que Ele quer. Somos amigos de verdade. Tudo o que é nosso é importante para Ele, e é por isso que Se preocupa connosco e nos acompanha ao longo de toda a nossa vida, embora muitas vezes não o percebamos.

Tudo isto não é um exagero. O próprio Jesus disse aos apóstolos: "Ninguém tem mais amor do que quem dá a vida pelos seus amigos. Vós sois meus amigos... A vós chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi ao meu Pai. "(Jo 15, 13-15). São palavras atuais: Jesus Cristo "está vivo e continua a dizê-lo a vós agora. Ouvi esta voz com grande disponibilidade; Ele diz algo a cada um de vós »[9]. Quem sou eu então para Jesus Cristo? Sou Seu amigo, que me ama com o maior amor; sou um latejar do Seu coração. É assim que eu sou para Ele. E Ele, quem é para mim?

Que procures a Cristo!

Em 29 de maio de 1933, um jovem estudante de Arquitetura foi pela primeira vez conversar com S. Josemaria. Chamava-se Ricardo Fernández Vallespín. Muitos anos depois, recordava: "O Padre falou comigo sobre as coisas da alma ...;aconselhou-me, encorajou-me a ser melhor ... Lembro-me perfeitamente, com uma memória visual, que antes de se despedir, o Padre se levantou, foi a uma estante, pegou num livro que estava usado por ele e na primeira página colocou, a modo de dedicatória, estas três frases: "Que procures a Cristo. Que encontres a Cristo. Que ames a Cristo"[10]. Naquela conversa, S. Josemaria também quis começar pelo mais importante: o encontro pessoal com o Senhor.

Que podemos fazer nós para seguir os passos do jovem apóstolo? Primeiro, escutar o nosso coração inquieto. Dar-lhe atenção quando se mostrar insatisfeito, quando não lhe bastar uma vida mundana, quando deseja algo mais do que as coisas e satisfações da terra. E aproximar-nos de Jesus. De facto, talvez tenhamos, em certo sentido, mais facilidade que João. Muitas pessoas já nos indicaram onde Jesus está: "aprendemos a invocar Deus desde a infância, dos lábios de pais cristãos. Mais adiante, professores, companheiros e simples conhecidos ajudaram-nos de muitas maneiras a não perder de vista Jesus Cristo.»[11] Portanto, o que podemos fazer agora é procurá-l'O: «Procuremo-l'O com fome, procuremo-l'O dentro de nós com todas as forças! Se o fizermos com este empenho, atrevo-me a garantir que já O encontrámos e que já começámos a conhecê-l'O e a amá-l'O e a ter a nossa conversa nos céus."[12]O apóstolo João começou a procurar a Cristo, mesmo sem saber exatamente a quem procurava. Sabia, sim, que estava a procurar algo que enchesse o seu coração. Tinha sede de uma vida plena. Não lhe parecia suficiente viver para trabalhar, para ganhar dinheiro, para fazer o mesmo que todos... sem ver para além do horizonte da sua pequena região. Tinha um coração inquieto e queria satisfazer essa inquietação. Por isso foi atrás do Batista. E foi precisamente quando estava com ele que Jesus passou ao seu lado. O Batista disse-lhe: "Eis o Cordeiro de Deus!"; e ele e o seu amigo André, "ouvindo-o falar desta maneira, seguiram Jesus." (Jo 1,36-37).

Que encontres a Cristo!

Quando João e André começaram a seguir Jesus pela primeira vez, a situação deve ter sido um pouco embaraçosa para eles. Tinham-se posto a caminho atrás daquele homem, mas como iriam abordá-l'O? Não é muito convencional parar alguém e perguntar-lhe: "És o Cordeiro de Deus?" No entanto, era o que o Batista tinha dito e, na realidade, era tudo o que eles sabiam sobre Ele ... Talvez estivessem deliberando entre eles o que poderiam fazer quando o próprio Jesus, "notando que eles O seguiam, lhes perguntou: «Que pretendeis?»" (Jo 1,38).

O Senhor comove-Se com os corações jovens e inquietos. Portanto, quando sinceramente O buscamos, Ele mesmo se faz encontradiço do modo mais inesperado. S. Josemaria recordou toda a sua vida o seu primeiro encontro pessoal e inesperado com Jesus. Era então um adolescente, com um coração cheio de projetos e ideais. Depois de um forte nevão, que cobria as ruas da sua cidade com um denso manto branco, saiu de casa. Descobriu pouco depois, surpreendido, o rasto de pés descalços na neve. As pegadas levaram-no a um frade que ia a caminho do seu convento. Aquilo impressionou-o profundamente. «Se outros fazem tantos sacrifícios por Deus e pelo próximo, não hei-de eu ser capaz de Lhe oferecer alguma coisa?"[13]

Nesse dia, tal como João e André, o jovem Josemaria seguiu os passos do Senhor, que Se fazia presente numas pegadas na neve. Muitas outras pessoas também podem ter visto aquelas pegadas, mas para aquele jovem foram um sinal inconfundível de que Jesus queria entrar na sua vida. Depois, a sua reação foi muito semelhante à dos primeiros amigos de Jesus. «Rabi - que quer dizer Mestre - onde moras?» Ele respondeu-lhes: «Vinde e vereis.» Foram, pois, e viram onde morava e ficaram com Ele nesse dia. Eram as quatro da tarde.»(Jo 1,38-39)

Descobrir que alguém nos ama desperta em nós um enorme desejo de conhecê-lo. Saber que alguém teve connosco a atenção de um bom amigo faz-nos querer conhecê-lo. Descobrir que há alguém que se importa connosco, que há alguém que nos espera e que tem a resposta aos nossos anseios mais profundos, leva-nos a procurá-lo. Através destas pegadas, Deus queria que S. Josemaria percebesse que "já tinha bem dentro de si uma inquietação divina, que renovou o seu interior com uma vida de piedade mais intensa" [14]. Procurar Jesus e encontrá-l'O é apenas o começo. Poderemos começar a tratá-l'O como um amigo depois disso. Tentaremos conhecê-l'O melhor, ler o Evangelho, aproximar-nos da Santa Missa, desfrutar da Sua intimidade na Comunhão, cuidando-O em quem mais necessita. E procuramos dar-nos a conhecer, compartilhando com o nosso amigo as nossas alegrias e as nossas tristezas, os nossos projetos e os nossos fracassos. Porque isso é, afinal de contas, a oração: "tratar de amizade, estando muitas vezes a sós com quem sabemos que nos ama" [15]. Como João e André, que passaram todo aquele dia com Jesus.

Que ames a Cristo!

Para o jovem João, o dia em que conheceu Jesus foi o dia em que sua vida mudou. Claro, tinha ainda um longo caminho a percorrer. Desde a pesca milagrosa até às viagens com Jesus através da Palestina; dos Seus milagres à Sua palavra que enchia o coração de alegria, ou mesmo dos Seus gestos de afeto com os doentes, com os pobres, com os desprezados ... Mas, acima de tudo, aqueles momentos de conversa a sós com o Mestre. O diálogo que começou uma tarde, junto do rio Jordão, duraria a vida inteira.

Nesse sentido, a transformação do jovem apóstolo é muito marcante. Ele, juntamente com o seu irmão Tiago, foram chamados "os filhos do trovão" (Mc 3, 17), e alguns detalhes dos Evangelhos fazem-nos entender que não era um epíteto excessivo. Por exemplo, aquela ocasião em que alguns samaritanos se recusaram a dar alojamento a Jesus e aos discípulos, e os irmãos dirigiram-se ao Mestre perguntando: «Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma?»(Lc 9,54) . No entanto, pouco a pouco, à medida que crescia a amizade com Ele, aprendiam a amar como Jesus, a compreender como Jesus, a perdoar como Jesus.Todos nós temos experiência da medida em que uma amizade nos transforma. É por isso que é lógico que os pais estejam pendentes das amizades dos seus filhos. Sem dar-nos conta, o relacionamento com os nossos amigos está a transformar-nos, até chegarmos a querer o mesmo e rejeitarmos o mesmo. A amizade une-nos tanto que se pode dizer que os amigos compartilham "a mesma alma que sustenta dois corpos" [16].

A mesma coisa pode acontecer com cada um de nós: encontrar Jesus e ter intimidade com Ele far-nos-á querer amar como Ele ama. Não deveria surpreender-nos que esse desejo esteja a tomar o nosso coração: deixemos que se encha de gratidão, porque o Senhor quer contar connosco para tornar presente o Seu Amor no mundo. Foi o que aconteceu com S. Josemaria. Aquelas pegadas na neve deram-lhe uma profunda garantia de que tinha uma missão nesta terra: "Comecei a pressentir o Amor, a aperceber-me de que o coração me pedia alguma coisa de grande e que fosse amor " [17]. Descubramos também nós, por trás destes chamamentos do coração, um eco da voz de Jesus que muitas vezes lemos no Evangelho: "Segue-me!"

Viver com Cristo toda a nossa vida

Olhando para trás, João não teria trocado nada pela oportunidade de seguir Jesus. É assim que Deus age em cada pessoa: «O nobre amor de Jesus encoraja-nos a fazer grandes coisas, e leva-nos a desejar sempre o mais perfeito. O amor quer estar no topo e não ser detido por nenhuma coisa baixa»[18]. Aconteceu a João, como aconteceu a Pedro, Tiago, Paulo, Bartimeu, Maria Madalena e a tantos outros desde que Jesus veio ao mundo. A presença do Senhor não é menos real hoje do que então. Pelo contrário: Jesus é mais presente, porque pode viver em cada um de nós. Mais do que convidar-nos a compartilhar a missão que Ele recebeu do Seu Pai, portanto, Jesus quer amar a partir da nossa vida, de dentro de cada um: "permanecei no Meu Amor", diz-nos (Jo 15,9), para reconciliar este mundo com Ele, para trocar ódio por amor, egoísmo por serviço, rancor por perdão.

O jovem apóstolo, que descobrira o Amor do Senhor, acompanhou-O até à cruz. Mais tarde, com o resto dos apóstolos, recebeu uma missão que daria forma a toda a sua vida: «Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura.» (Mc 16,15). Também nós, se escutarmos o nosso coração inquieto e procurarmos Jesus, se O encontrarmos e seguirmos, se formos Seus amigos, descobriremos que Ele conta connosco. Proporá que O ajudemos, cada um à sua maneira, na Igreja. Como um amigo que, precisamente porque nos ama, propõe juntar-se a nós num projeto empolgante. «Hoje, Jesus, que é o caminho, chama-te – a ti, a ti, a ti– a deixar a tua marca na história. Ele, que é a vida, convida-te a deixar uma marca que encha de vida a tua história e a de muitos outros. Ele, que é a verdade, convida-te a deixar as estradas da separação, da divisão, do sem-sentido. Aceitais? » [19].

Borja Armada


[1] Francisco, Carta
aos jovens por ocasião da apresentação do documento preparatório para a xv
assembleia geral ordinária do sínodo dos bispos, 13-I-2017
[2] Ibidem.
[3] F. Ocáriz, notas de um encontro com jovens na Argentina,
5-VIII-2018.
[4] A. Vázquez de Prada, Josemaria
Escrivá, Ed. Verbo, Lisboa. 2002, vol.
I, p. 91
[5] Bento XVI, Enc. Deus
Caritas est (25-XII-2005), n. 1.
[6] Francisco, Ex. Ap. Evangelii
Gaudium (24-XI-2013), n. 3.
[7] AGP, Biblioteca, P03, 2017, p. 146.
[8] S. João Paulo II, Discurso aos jovens do Cazaquistão,
23-IX-2001.
[9] Bento XVI, Audiência
Geral, 2-VIII-2006.
[10] Caminho,
edição crítico-histórica, comentário ao n. 382.
[11] Cristo que passa,
n. 1.
[12] Amigos de Deus,
n. 300.
[13] Andrés Vázquez de Prada, Josemaria Escrivá, volume I, p. 90.
[14] Ibidem, p. 91.
[15] Santa Teresa de Jesús, Livro da Vida, 8, 2.
[16] S. Gregório Nazianzeno, Sermão 43.
[17] Andrés Vázquez de Prada, Josemaria Escrivá, volume I, p. 91.
[18] T. de Kempis, Imitação
de Cristo, livro III, cap. 5.
[19] Francisco, Vigília
de Oração com os jovens durante a JMJ em Cracóvia, 30-VII-2016.