Viagem pastoral do Prelado do Opus Dei à Sicília (junho 2018)

De 31 de maio a 3 de junho, Mons. Fernando Ocáriz efetuou uma viagem pastoral à Sicília. Em Palermo, cumprimentou numerosos fiéis do Opus Dei e amigos.

Domingo, 3 de junho

No seu último dia na Sicília, o Prelado del Opus Dei visitou a Residência Universitária RUME, em que viven estudantes da Universidade de Palermo.

Participou aí com as residentes numa bênção eucarística por ocasião da solenidade do Corpus Domini. A seguir, esteve um tempo à conversa com as jovens que assistem a meios de formação cristã.

Silvia perguntou a Mons. Ocáriz como saber o que quer o Senhor de nós. Vita Maria interessou-se também por como procurar Deus na vida vulgar. O Prelado convidou as duas a perguntarem a Jesus Cristo na sua oração pessoal qual o caminho que lhes tem preparado. "Tenham intimidade com Ele especialmente n a Eucaristia: perto d´Ele, é mais fácil descobrir o próprio chamamento e é maisdifícil desanimar, porque as dificuldades veem-se como um presente de Deus, que está sempre disposto a ajudar-nos. Tudo o que Ele nos pede, esconde sempre um dom de Deus".

Chiara quis saber como podem fazer os jovens para descobrir o amor humano com toda a sua beleza. "Amar -respondeu o Prelado- não é sempre esse sentimento agradável que nos dá o estar com outra pessoa, mas sobretudo querer o bem do outro".

Ao início da tarde, depois de ter feito um tempo de oração, o Prelado dirigiu-se para o aeroporto de Punta Raisi onde, antes de apanhar o avião que o levaria para Roma, se despediu de algumas famílias que tinham ido até lá para o cumprimentar pela última vez, da parte de todos os sicilianos.

Sábado, 2 de junho

Num feriado em Itália –festa da República-, o Prelado viajou à Calarossa, residência em que é facultada formação humana e espiritual, perto da localidade marítima de Terrasini, a noroeste da Sicília.

Num pequeno anfiteatro, Mons. Ocáriz escutou um grupo de pessoas que ali tinham acorrido para o cumprimentar e respondeu a algumas perguntas. Falou-se sobre o casamento e os desafios com que os casais novos se defrontam. O Prelado convidou os jovens que começam uma família a serem valentes, alegres e a confiar em Deus.

O PRELADO CONVIDOU OS JOVENS QUE COMEÇAM UMA FAMÍLIA A SEREM VALENTES

Ao princípio da tarde, catorze famílias de localidades sicilianas -Messina, Catânia, Siracusa, Caltanissetta e Palermo- estiveram um bom bocado à conversa com o Prelado. Entre eles, estava Renato, cardiologista, que contou como a vida dele mudou desde que há um ano e meio, como consequência de um grave enfarte, se desloca numa cadeira de rodas. O Prelado teve para com ele, a mulher e duas filhas, palavras de ânimo.

O terceiro sucessor de S. Josemaria sublinhou a necessidade de se abandonarem em Deus para, desse modo, serem capazes de empreender grandes projetos: “Levar a todos a alegria do Evangelho, em muitas alturas, vai parecer-nos una tarefa que supera as nossas capacidades. E assimé : é uma tarefa que está para lá do nosso alcance! Mas não está fora do alcance de Deus. Ele pode tudo. Tenhamos fé. Recordam certamente como S. Josemaria, quando um dia caminhava pela City de Londres, e observava aqueles edifícios imponentes, aquela potência económica que ali se reunia… pensou ‘Não posso! Eu não posso transformar este mundo!’; e nessa altura, sentiu no seu coração, na sua alma, que o Senhor lhe dizia: ‘Tu não podes, mas eu, sim!’. Oxalá experimentemos o mesmo”.

«DESENVOLVAMOS A CAPACIDADE DE DISCERNIR E USAR ESSES MEIOS EXCLUSIVAMENTE QUANDO NECESSITAMOS DELES»

Outro dos temas abordados foi o das tecnologias digitais e o risco de que invadam a vida familiar, o trabalho ou a vida de oração. “É preciso cada um formar-se pessoalmente para descobrir, em cada momento, qual é o uso adequado, útil, dessas tecnologias. Não podemos desprezá-las: simplesmente, é preciso usá-las bem. A Internet tem uma potência impressionante e dá-nos enormes possibilidades, para nos informarmos, para comunicarmos instantaneamente com outros, etc. Mas, ao mesmo tempo, há sempre o risco de nos expormos a conteúdos inúteis, que nos fazem perder tempo; há também outros, que nos fazem mal à alma. Portanto, desenvolvamos a capacidade de discernir e usar esses meios exclusivamente quando necessitamos deles. É importante transmitir aosamigos e aos filhos este critério, e pregá-lo com o exemplo. Sejamos donos de nós mesmos!”.

Ao fim da tarde, Monsenhor Fernando Ocáriz visitou a catedral de Monreale, uma joia artística do século XII, decorada com mosaicos bizantinos. O pároco, P. Nicola Gaglio, guiou-o ao longo do percurso.

Sexta-feira, 1 de junho

Quando uma das primeiras fiéis do Opus Dei de Palermo saudou S. Josemaria, este referiu-se à Sicília como "a terra do fogo". Efetivamente, a ilha tem o calor do caráter dos seus habitantes, que de 31 de maio a 3 de junho acolheram o Prelado do Opus Dei com muita alegria.

Na sexta-feira, Mons. Fernando Ocáriz visitou a "Scuola Alberghiera Mediterranea" (SAME), uma escola hoteleira que dá formação há 50 anos. A direção da Escola e o professorado acompanharam o Prelado na visita às instalações, onde falou com algumas das alunas que estavam nas salas de aula apropriadas para cozinha e informática.

«QUANDO SE DÁ UMA BOA FORMAÇÃO PROFISSIONAL E HUMANA, NENHUM ESFORÇO SE PERDE »

Entre outras ideias, o Prelado disse que "quando se dá uma boa formação profissional e humana, nenhum esforço se perde". De facto, muitas pessoas que passaram pela escola de hotelaria agradecem, passados os anos, o que aprenderam, que não só as ajudou a encontrar trabalho, mas também na sua vida pessoal e de fé.

Depois de escutar alguns relatos de professoras e alunas da escola de hotelaria, o Prelado disse que "não podemos desanimar nunca, porque o Senhor não perde batalhas". Contou ainda algumas recordações dos primeiros anos da sua entrega a Deus, e dos obstáculos comuns que teve que superar. "O importante é que é o Senhor Quem chama: 'Não fostes vós que me escolhestes, mas Eu que vos escolhi', diz no Evangelho".

E também lembrou a figura do Fundador do Opus Dei: "A primeira vez que o conheci, vi uma pessoa forte, com bom humor, alegre, com capacidade para querer bem aos outros; tratava cada um como precisava de ser tratado, como fazem as mães, uma capacidade que nasce da caridade e do amor de Deus".

«QUANDO FALAREM COM OUTRAS PESSOAS, PEÇAM A DEUS PARA SER ELE A FALAR-LHES AO CORAÇÃO»

Posteriormente, reuniu-se com um grupo de sicilianos que estão a comprometer-se com soluções para que os jovens dessa terra não tenham que a abandonar para encontrar um futuro melhor, mas tenham ali à disposição os recursos necessários para se formarem e trabalhar: "O Senhor trabalha com as vossas mãos; temos que aconselhar as outras pessoas do modo mais oportuno, não para as convencer, mas para ajudar a encontrar a verdade, que é a felicidade. Quando falarem com outras pessoas, peçam a Deus para ser Ele a falar-lhes ao coração. Nós somos unicamente pobres instrumentos".

Ao princípio da tarde, visitou o arcebispo de Palermo, D. Corrado Lorefice. A seguir, dirigiu-se para a Residência Universitária Segesta para conversar com um grupo de jovens sicilianos. "A fé -disse a um queperguntou sobre as dificuldades para manter viva a confiança em Deus- serve para superar todas as dificuldades. Com a fé, podemos movermontanhas, remover obstáculos. A fé ajuda-nos a ter a certeza de algo que não vemos. Ajuda-nos a entender não só que Deus existe, mas que nos ama e quer a nossa felicidade".

Marco, um dos jovens presentes, perguntou como responder aos queafirmam que a Igreja é muito rica e não ajuda os pobres. O Prelado sugeriu que o melhor é responder com factos, e acompanhar quem tem essa opinião a algumas das iniciativas postas em prática nas paróquias, nos centros da Cáritas, ou em tantas outras iniciativas que os cristãos levam a cabo nos cinco continentes. "Os que se consideram os últimos da sociedade muitas vezes não têm outro consolo, a não ser o que lhes á proporcionado por um sacerdote, uma freira ou um crente que pára a conversar com eles".

Luigi, da Catânia, perguntou como viver um namoro cristão numa sociedade que apresenta tantas dificuldades: "Em primeiro lugar, tens que crer firmemente que vale a pena viver o namoro de uma maneira cristã, por exemplo, decidindo ter uma relação casta com a tua namorada. Não se trata simplesmente de nos 'negarmos' a alguma coisa de gostaríamos, mas que nos obrigamos a adiar para mais tarde, não; trata-se de afirmar positivamente o amor, confiar em que Deus o quer assim, e que desse modo, Ele é feliz, porque essa preparação torna mais felizes os dois".

Quinta-feira, 31 de maio

Mons. Fernando Ocáriz aterrou no aeroporto Falcone e Borselino, de Punta Raisi, perto de Palermo (Sicília) ao fim do dia. Algumas famílias sicilianas estavam à sua espera no terminal, para lhe dar as boas-vindas à ilha.

Ao chegar à sede da delegação local do Opus Dei, o Prelado saúdouLeonardo Urbani, um dos primeiros fiéis da Obra na Sicília, que tem 89 anos.

Mons. Ocáriz conversou com alguns grupos que foram ao seu encontro, e lhe contaram episódios do apostolado que fazem em Palermo para aproximar muitas pessoas de Deus. O Prelado encorajou-os a prosseguir essa tarefa de evangelização através do trabalho bem feito e da vida vulgar, "sem prestar muita atenção aos nossos méritos, mas pondo toda a confiança em Deus".