O prelado: «Só se pode crescer através da oração»

Mons. Fernando Ocáriz reuniu-se com um grupo numeroso de membros e amigos da prelatura no auditório do Vancouver College.

Opus Dei - O prelado: «Só se pode crescer  através da oração»

Sábado, 10 de agosto

Na tertúlia, Teresa relatou o falecimento recente de uma supranumerária do Opus Dei: destacou a sua generosidade e exemplo de alegria na doença.

Minette contou a Mons. Ocáriz as lições que recebe por vezes dos mais novos. A filha de cinco anos comentou em casa que não conseguia perdoar a uma amiga da infantil, e o irmão de sete anos respondeu-lhe: "Tens que perdoar até setenta vezes sete". Quando a mãe lhe perguntou se sabia o que isso significava, respondeu que na escola ainda não tinham aprendido a tabuada de multiplicar.

Nicole, diretora de recursos pedagógicos do sistema escolar católico de Vancouver, pediu conselho sobre o modo de guiar as gerações mais novas no uso adequado da liberdade. O prelado explicou que a liberdade é a capacidade não só de escolher, mas de escolher o bem, e ao fazê-lo, "estamos a tocar na própria essência da liberdade, que é o amor".

A seguir, o prelado visitou alguns doentes. Conversou um tempo com Zeny, que está cega e paralítica, e deu-lhe a bênção com o sinal da Cruz na testa; a Chichi, que sofre de uma doença grave, manifestou o seu agradecimento pelo que tinha feito para implantar o Opus Dei no país. Visitou também Sandra, que sofre de um cancro terminal.

Noutra tertúlia no Vancouver College, Mons. Ocáriz utilizou o lema do Canadá ("A mari usque ad mare", de mar a mar), para alentar a tarefa evangelizadora dos fiéis do Opus Dei nessa nação, como tinha feito o seu antecessor, D. Javier Echevarría, na sua visita ao país há 13 anos.

Joe residia em Toronto em 1988, quando o Bem-aventurado Álvaro del Portillo visitou o Canadá e perguntou-lhe pela data da chegada do Opus Dei a Vancouver. Assistiu ao primeiro retiro espiritual que lá foi organizado em 1984 e viu crescer aquela semente em numerosos lugares do Lower Mainland. Perguntou: "Padre, como podemos manter o crescimento dinâmico da Obra tal como o nosso fundador a imaginou nos anos cinquenta?". O prelado afirmou que o Opus Dei são as pessoas e que, para que o Opus Dei seja dinâmico, "as pessoas também precisam de ser dinâmicas, com um dinamismo alicerçado na união com Jesus Cristo". Animou a todos a pensar que o trabalho de apostolado da Igreja, e portanto do Opus Dei, "só pode crescer através da oração".

Brian ofereceu a Mons. Ocáriz uma talha de madeira de um salmão colorido, que é outro dos símbolos caraterísticos de Vancouver. Os salmões nascem no leito dos rios e nadam imediatamente em direção ao oceano, o meio do planeta. Regressam depois ao rio para se reproduzirem. Esta viagem, conhecida por "corrida do salmão", é perigosa, pois os peixes têm de superar muitos obstáculos a nadar rio acima.

Ao acabar esta reunião, Yesid interpretou uma canção que tinha composto alguns anos antes: a letra fala da busca de Deus. O prelado agradeceu-lhe essa atenção, abraçou-o e, a seguir, deu a bênção a todos os presentes.

No resto do dia, Mons. Ocáriz esteve com várias famílias que vieram para o cumprimentar de Calgary, Edmonton e Vancouver.


Sexta-feira, 9 de agosto

Durante a manhã, o prelado do Opus Dei visitou o arcebispo de Vancouver, J. Michael Miller, que desde há anos conhece e aprecia o trabalho apostólico realizado na sua diocese pelos fiéis da prelatura. Reuniu-se depois com um grupo grande de sacerdotes, que animou a fomentar a esperança e a enfrentar com confiança em Deus os desafios da Igreja. Sublinhou a importância de viver a unidade com o Santo Padre.

De tarde, Mons. Ocáriz reuniu-se também com um grupo de raparigas no Centro Cultural Crestwell. Foi saudado com a canção "A million dreams". O Prelado aproveitou a letra para lhes recordar que os sonhos são bons,mas acima deles está "o amor de Deus por nós, que é fundamental e não é um sonho". Esse amor, disse-lhes "aumenta-nos a fé e dá-nos confiança".

Uma das jovens, Mary-Jo, que vai começar a universidade no outono, pediu-lhe um conselho sobre o modo de relacionar-se com os que têm uma conceção de vida totalmente diferente da sua. O prelado estimulou-a a ser amiga das pessoas: "A amizade não é pensar exatamente o mesmo que a outra pessoa, mas antes procurar o seu bem, também quando se têm opiniões diferentes. Implica interesse pela outra pessoa, e compartilhar o que está no teu coração".

Isabel, de Calgary, perguntou o que deve fazer para não ver a oração como um dever maçador, mas sim como algo atraente, como quando se está com um amigo. "Por vezes, podemos cair no tédio, porque somos débeis e porque não vemos fisicamente o Senhor", explicou o prelado. "Cremos, mas não vemos. É uma questão de fé. Pensa em Jesus como alguém que te ama apaixonadamente, e não como una ideia".

Entre as presentes, contavam-se as senhoras que iam atender, justamente a seguir ao encontro, um trabalho social designado por "Camp Misawannee". Bev e Sami entregaram ao prelado uma T-shirt verde do acampamento estampada com "campista honorário" e, no fim da tertúlia, tiraram una fotografia de grupo com Mons. Ocáriz.

De tarde, cerca de 40 estudantes do secundário, universitários e jovens profissionais provenientes de Lower Mainland, Victoria e de Alberta assistiram a outra tertúlia com o prelado.

Alguns estudantes fizeram perguntas sobre como evangelizar os colegas de turma e levá-los a Cristo . “O trabalho apostólico não é só para alguns, mas para todos", fez notar Mons. Ocáriz. " Por estar a receber uma formação mais intensa, também tendes a responsabilidade de a compartilhar com a família, os colegas de trabalho, os colegas de turma. Pensa nos doze apóstolos, que acabaram mártires, exceto S. João, que também sofreu martírio, mas não morreu nessa altura. Não tenhais medo nem vergonha de ir contracorrente –disse-lhes– nem sequer quando é difícil ir contra os caprichos e modas do momento."

Respondendo a uma pergunta de John Paul, acrescentou: "Pensai que é Jesus Cristo que sustenta as vossas batalhas, os vossos trabalhos. Isto deve levar-nos ao apoio na Eucaristia, onde encontramos a verdadeira força".

Nicholas ofereceu ao prelado um inukshuk , estátua de pedra com forma de pessoa. Para os inuítes*, nativos do extremo norte do Canadá, o inukshuk é o distintivo para indicar a importância de um lugar. Simboliza amizade, esperança e segurança.

Após os dois encontros com jovens, Mons. Ocáriz recebeu algumas famílias de Vancouver. Entre elas, a de Marietta, que chegou a esta cidade em 1973 e era, na altura, a única pessoa do Opus Dei. A partir de então, a prelatura cresceu bastante no Oeste do Canadá. Emocionou-se quando o prelado lhe agradeceu pelo trabalho realizado.


Quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Depois da sua visita pastoral a diversas cidades dos Estados Unidos, Mons. Fernando Ocáriz aterrou em Vancouver às 15h30m, num voo procedente de San Francisco. Terminadas as formalidades de fronteira e alfândega, foi recebido pelo vigário do Opus Dei no Canadá, Mons. Fred Dolan, e por várias famílias que o esperavam na zona de chegadas do aeroporto.

“Welcome to Canada, Padre”, dizia o cartaz preparado pelos filhos pequenos de Jonathan e Melissa para dar as boas-vindas ao prelado. Nos miúdos, via-se um sorriso de orelha a orelha ao notar a surpresa de Mons. Ocáriz.

Anna e James, ambos convertidos, e os seus sete filhos pequenos saudaram também o prelado, com uma tarja de "Bem-vindo ao Canadá". Anna ofereceu-lhe um livro de publicação recente sobre histórias de conversão à fé cristã, em que é narrada também a dela mesma. Mons. Ocáriz também recebeu maple syrup [xarope de ácer] e o peluche pequeno de um alce, o animal canadiano por excelência.

Adna e Gabriel (que está a fazer um doutoramento sobre alterações climáticas em Vancouver) estavam também no aeroporto para receber o prelado, com os quatro filhos e o bebé que vem a caminho.

Ao chegar ao Canadá, Mons. Ocáriz dirigiu-se a Glenwood, um dos centros da prelatura em Vancouver. Depois de cumprimentar o Senhor no Santíssimo Sacramento, passou algum tempo com o sacerdote Joseph Soria, que há cinco anos sofreu vários derrames cerebrais. A partir de então, o prelado tinha-lhe escrito várias cartas. O Pe. Joseph mostrou-se comovido pela demonstração de afeto do prelado do Opus Dei para com ele pessoalmente.