Uma amiga da família

A amizade da minha família com a Encarnita vem de longe, porque começou com a minha avó materna, Maria Luísa Dávila, supranumerária do Opus Dei há muitos anos. Ela conheceu a Encarnita quando ainda era uma jovem mãe de família, e a Encarnita começou a fazer parte da família porque conheceu o meu avô e os filhos e se interessava por todos e por cada um.

Opus Dei - Uma amiga da família Pilar Oraá relata la amistad de Encarnita Ortega con su familia.

Depois, teve com a minha mãe, Pilar Vicente, um relacionamento especial porque, ainda universitária, ela teve uma doença prolongada, que exigiu repouso. A Encarnita ia visitá-la todas as semanas, fazia-lhe companhia e levava-lhe algum mimo, sem valor material, mas com muita afeto.

Eu não cheguei a conhecer a Encarnita, mas desde pequena notei a sua presença na minha casa. Nas conversas entre a minha avó e a minha mãe, com frequência se referiam a ela, com muita naturalidade. Também me lembro que a minha mãe guardava alguns daqueles mimos que ela lhe levou quando esteve doente. Concretamente, um passarinho colorido, que aparece todos os anos na nossa árvore de Natal.

Eu não cheguei a conhecer a Encarnita, mas desde pequena notei a sua presença na minha casa. Nas conversas entre a minha avó e a minha mãe, com frequência se referiam a ela, com muita naturalidade

Com o passar do tempo, fui sabendo mais coisas. A minha mãe contou-me que tinha feito uma declaração no Processo de canonização que começou na diocese de Valladolid. Agora, também eu sou amiga da Encarnita e peço-lhe que me ajude no início da minha vida profissional. Contaram-me que se interessou sempre pelos problemas dos jovens e que os ajudava no que podia, dando-lhes o seu tempo e os seus conselhos.

Estudei Administração de Empresas em Cantábria e Valladolid, e no fim do Curso fiz um Erasmus em Nice. Depois chegou o momento de procurar trabalho e de apresentar currículo, sem saber bem por onde começar...

Contaram-me que se interessou sempre pelos problemas dos jovens e que os ajudava no que podia, dando-lhes o seu tempo e os seus conselhos

Eu não sabia, mas a minha mãe disse-me que, nessa altura, pediu por mim à Encarnita. O meu currículo foi aceite por uma empresa de Madrid que me oferece garantias e um campo profissional de acordo com os meus gostos e interesses. A pessoa que me entrevistou disse-me que tinha reparado na minha dedicação ao voluntariado social, porque isso lhe parecia muito positivo. É verdade que sempre me atraiu, e continuo a fazê-lo, mas não imaginava que ia ser um fator tão importante para o meu trabalho.

Vou começar dentro de poucos dias e recorro à amizade da Encarnita pela minha família para que eu tenha um bom desempenho e que haja continuidade porque, até agora, o meu contrato é temporário. Tenho uma estampa dela que me inspira muita confiança.

A minha avó – a primeira amiga da Encarnita na família – está com a doença de Alzheimer em grau muito avançado. Mas impressiona-me a paz que existe à volta dela, que nos torna mais fáceis os cuidados que temos com ela. Sei que lhe devo muito, porque, com o seu exemplo e a sua fortaleza, deixou uma bela influência, primeiro nos seus filhos e depois em nós, os seus netos.