«Artífices da paz»: vídeo resumo das ordenações sacerdotais

18 membros do Opus Dei receberam a ordenação sacerdotal das mãos de D. Fernando José Castro Aguayo, bispo de Margarita (Venezuela). A cerimónia ocorreu a 23 de maio na basílica de Santo Eugénio (Roma).

O sacerdócio, «a força da paz de que tanto necessita o mundo»

Roma, 23 de maio de 2026. D. Fernando Castro Aguayo, bispo de Margarita (Venezuela), conferiu a ordenação sacerdotal a 18 diáconos da prelatura do Opus Dei, provenientes de 12 países. A cerimónia teve lugar na basílica de Santo Eugénio, em Roma, onde os novos sacerdotes estiveram acompanhados pela oração e pelo carinho dos seus familiares e amigos.

Ordenaciones sacerdotales 2026

Durante a homilia, o bispo de Margarita manifestou a sua alegria, com uma recordação do Romano Pontífice: «o meu coração dirige-se ao Papa Leão XIV, que desde o primeiro momento tem sido um promotor da paz no mundo. Pediu aos cristãos que, com as luzes que o Senhor nos possa conceder, sejamos “artífices da paz”, promotores de harmonia, respeito e fraternidade no mundo».

Dirigindo-se aos ordinandos, D. Fernando Castro Aguayo acrescentou: «Tenhamos a certeza de que, quando procuramos viver o nosso sacerdócio com o carisma que recebemos de São Josemaria, estamos a semear o Evangelho, estamos a convidar constantemente muitos homens e mulheres a viver uma vida santa; e onde se implanta o Evangelho e o desejo de santidade, há uma mudança de atitude e de comportamento, começando a prevalecer a lógica da verdade, da justiça e da caridade. Assim se dão passos seguros no caminho da paz».

Por isso mesmo, concluiu o bispo, «na fidelidade ao sacerdócio esconde-se a força da paz de que tanto necessitam o mundo e a Igreja».

No final da cerimónia, o prelado do Opus Dei, D. Fernando Ocáriz, tomou a palavra para sublinhar que «o sacerdócio é um grande dom para vós e para toda a Igreja, e anima-nos a viver aquilo que São Josemaria recomendava: “permaneçamos sempre em ação de graças”».

Felicitou também os novos sacerdotes e dirigiu-se de modo especial aos seus pais: «também vós contribuístes para que germinasse nos vossos filhos o dom da vocação sacerdotal». Por fim, convidou todos a «rezar muito pelo Papa e pelas suas intenções, que abrangem toda a Igreja e todo o mundo; agora, de modo particular, pela paz».

No termo da cerimónia, D. Fernando Castro Aguayo contou que pôde conversar com o Papa Leão XIV, que transmitiu a sua bênção a todos, especialmente aos novos sacerdotes.



Os novos sacerdotes são:

  • José María Álvarez de Toledo Martín de Peralta (Espanha)
  • Joseph Michael Nicolas Arbilo (Filipinas)
  • Tobechukwu Ugochukwu Attoh (Nigéria)
  • Alfonso Carlos Aza Jácome (Espanha)
  • Pablo Bistué Muñoz (Espanha)
  • Alfonso Cabrera Salinas (Camarões)
  • Pedro José de León Chávez (Guatemala)
  • Francisco de Paula Febres-Cordero Carrillo (Venezuela)
  • Josimar Pereira Freitas (Brasil)
  • Juan Martín Gismondi (Argentina)
  • José Tomás Larraín Correa (Chile)
  • Anthony Oluchukwu Momah (Nigéria)
  • Peter Leonard Otieno Ndeda (Quénia)
  • Charles Ejike Ozoene (Nigéria)
  • David Serrano Ariza (Colômbia)
  • Federico Angelo Carlo Skodler (Itália)
  • Víctor Torre de Silva Valera (Espanha)
  • Augustine Onyekachi Ufoegbune (Nigéria)


Algumas histórias dos futuros sacerdotes

Federico Skodler, italiano de 48 anos, natural de Trieste, estudou Filosofia e trabalhou durante vários anos como professor de apoio em escolas públicas. Membro agregado do Opus Dei, é também apaixonado por autocarros: «Desde criança, adorava ver os camiões a trabalhar nas obras. Mais tarde, comecei a interessar-me pelos autocarros urbanos, tornando-me um verdadeiro especialista». Ao descobrir que não era o único no mundo com este interesse, juntou-se a uma associação de promoção social dedicada à preservação do património histórico dos transportes públicos locais.

Essa paixão serviu-lhe de imagem para compreender a sua vocação sacerdotal: «O que sempre me fascinou nos autocarros não é apenas a máquina: é o facto de levarem as pessoas até onde precisam de ir. Primeiro como diácono e agora como sacerdote, espero poder fazer algo de semelhante: acompanhar muitas pessoas na única viagem que verdadeiramente importa, a que nos conduz à santidade, que é a nossa verdadeira felicidade».

Alfonso Cabrera Salinas é natural de Córdova, em Espanha, e é numerário do Opus Dei. Estudou na sua cidade natal antes de se mudar durante dez anos para os Camarões, onde trabalhou e colaborou nos apostolados da Obra. Essa experiência marcou profundamente o seu caminho para o sacerdócio: «Sou o mais novo de uma família de nove irmãos, cuja alegria e carinho me ensinaram a aceitar com confiança os desafios que a Providência coloca no nosso caminho. Agradeço especialmente estes anos nos Camarões, que me permitiram tocar em primeira mão a riqueza da Igreja e da Obra, numa realidade tão diferente – e ao mesmo tempo tão maravilhosa – daquela em que cresci».

David Serrano nasceu em Bogotá (Colômbia) em 1997. Trabalhou durante vários anos como professor de Filosofia num colégio da sua cidade natal e encontra-se atualmente a investigar na Pontifícia Universidade da Santa Cruz. Após quase sete anos na Cidade Eterna, afirma: «Nestes anos em Roma pude descobrir, como me ensinou D. Javier Echevarría quando cheguei pela primeira vez, que a maior joia desta cidade é o Papa. Viver aqui ensinou-me que ser romano é, antes de mais, estar unido de coração ao sucessor de Pedro. Desejo que o meu futuro trabalho sacerdotal seja um reflexo dessa unidade, para assim poder ser uma ponte que ajude todos a sentirem-se parte da Igreja e a descobrirem, nesta grande família, o amor que Deus lhes tem».

Tobe Atoh cresceu em Lagos (Nigéria), onde estudou e trabalhou antes de passar a residir em Roma para realizar os seus estudos teológicos. A sua história com o Opus Dei começa com uma recordação de infância: «Conheci a Obra aos quatro anos graças a uma sobremesa espetacular que a minha mãe preparou, dizendo-nos que tinha aprendido a fazê-la com mulheres do Opus Dei». Anos mais tarde, a sua participação na beatificação de Álvaro del Portillo transformou essa recordação em algo mais profundo: «Experimentei a universalidade da Obra e a proximidade das pessoas, e finalmente compreendi aquilo que a minha mãe me tinha mostrado quando eu era apenas uma criança».

Víctor Torre de Silva, madrileno nascido em 1998, estudou Filosofia na Pontifícia Universidade da Santa Cruz, em Roma. Antes de iniciar a sua formação sacerdotal, foi professor de Filosofia num colégio de Madrid, experiência que descreve como decisiva: «Ensinar e anunciar o Evangelho não são caminhos diferentes. Em ambos os casos, trata-se de ajudar as pessoas a abrirem-se à verdade e ao amor de Deus, que dão sentido a toda a vida humana. Gostaria de que o meu ministério sacerdotal fosse um prolongamento dessa busca da verdade e que eu pudesse ser instrumento para que muitos descubram a alegria de se saberem amados e chamados a amar».