O pior cancro do pulmão

Agradeço muito a Isidoro a sua ajuda em superar o cancro

Opus Dei - O pior cancro do pulmão

Nas férias de verão de 2017 pus de parte alguns passeios de bicicleta por sentir problemas respiratórios. Antes do Natal, inchou-me o braço e diagnosticaram-me um cancro de pulmão de células não pequenas em estádio IV. Torna-se necessário dizer que o cancro de pulmão é um dos piores, e o das de células não pequenas é pior que o outro. Dos quatro estádios o mais avançado é o IV. O médico rejeitou a cirurgia e a radioterapia, e propôs realizar mais análises para escolher, entre três tipos de quimioterapia, a mais eficaz segundo o tipo de mutações.

Em sucessivas consultas, uma após outra, foram pondo de lado as três como pouco eficazes. A única solução que restava era a imunoterapia. Resumindo, estava-se perante um caso dos piores cancros, no estado mais avançado, que não é possível operar, nem recorrer à radioterapia, mas que se vai tentar dar alento ao sistema imunitário, e que o doente reaja como puder. Ótimo.

Se estou a escrever isto é que porque, além dos meios médicos, eu e muitas pessoas, especialmente na Costa do Marfim, pedimos desde o princípio a Isidoro que consiga encontrar uma saída para este assunto. Como tive de ir a Madrid, aproveitei para ir por várias vezes ao seu túmulo na paróquia de Santo Alberto Magno, em Vallecas.

Ando há mais de um ano em tratamentos e ainda me falta outro. Faço uma vida normal, sem efeitos secundários, embora os colarinhos da roupa me fiquem um tanto largos, depois de as metástases cervicais terem desaparecido. No último passeio aos montes, conseguimos ultrapassar vários grupos e ninguém nos ultrapassou. Na semana passada, entre as 11 h e as 3 da tarde fizemos 12 km desde os 543 m de altura a mais de 1033, e regresso. Estou a ver se consigo uma bicicleta, e já remo normalmente. Acima de tudo, consegui trabalhar e conhecer pessoas maravilhosas em Madrid, embora sinta saudades dos meus amigos de Abidjan.

O médico diz-me que poderei voltar antes de perfazer um ano, embora eu pense que terei de esperar pelo mês de junho, para não deixar a meio as minhas atividades do ano letivo. Agradeço tudo, muito e muito, a Nossa Senhora por quem nos chegam todas as graças, e a Isidoro que mas consegue d´Ela.

G. H.

Costa de Marfil