Pedro nasceu em Manchester (Inglaterra), embora os seus pais sejam espanhóis. Nele cruzavam-se, de facto, essas duas culturas: tinha um carácter latino muito sociável, equilibrado pela típica aversão do Norte da Europa ao alarido e ao sentimentalismo.
Tinha conseguido uma vaga no Imperial College de Londres, onde iniciou o curso de engenharia em 2014. Foi então que começou a sentir fortes dores nas costas. Durante alguns meses pensou que se tratava de um problema muscular. Quando o cancro foi detetado – no início de 2015 – já se tinha espalhado demasiado para poder ser travado.
Lutou durante três anos contra um cancro na pélvis. Apesar de as dores serem por vezes intensas, os amigos admiravam-se por quase nunca se queixar. A sua fé ajudava-o a viver a doença com paciência e até, quando era possível, com alegria!
No sábado, 13 de janeiro, logo pela manhã, amigos e familiares rezavam junto de Pedro. O jovem estudante de engenharia tinha dado o seu último suspiro... Pedro era numerário do Opus Dei: tinha-se comprometido a seguir Deus vivendo o celibato no meio do mundo, através do trabalho e procurando encontrar Cristo no seu dia a dia. Pedro teve uma vida corrente que deixou um rasto extraordinário.
