Empreendedorismo feminino vence Prémio Harambee 2019 (c/ fotos)

Numa cerimónia apresentada por Vasco Palmeirim no dia 27 de novembro no auditório da UCCLA, foi premiada a reportagem “Jóias do Príncipe” de Isabel Silva Costa, jornalista da RTP, na categoria reportagem/documentário. O trabalho vencedor na categoria Video Clip foi "Buta" do italiano Davide Salvucci. De destacar ainda que a Associação Harambee África Portugal organizará um concerto solidário no próximo dia 15 de dezembro.

Iniciativas sociais
Opus Dei - Empreendedorismo feminino vence Prémio Harambee 2019 (c/ fotos)

O vencedor do prémio Harambee na categoria de documentário/reportagem é Isabel Silva Costa com a reportagem “Jóias do Princípe” da RTP ÁFRICA. Trata-se de uma reportagem que apresenta várias iniciativas levadas a cabo na ilha do Príncipe maioritariamente por mulheres. São empreendimentos locais que podem ser também inspiradores para outros países de África, como por exemplo, transformar garrafas de vidro em peças de bijuteria local; promover a plantação de pimenta, de plantas medicinais e de produtos da terra em produções de grande qualidade. Apesar de não serem produzidos em larga escala, é uma produção que emprega a população local e encontra saída nos nichos de mercado que procuram produtos naturais de qualidade.

Em segundo lugar nesta categoria, ficou a reportagem italiana “La loro Africa” de Marco Clementi e Enzo Nucci para a RAI-TG1. Aparecem retratadas iniciativas sociais do Quénia nas áreas da medicina e apoio sanitário; no desenvolvimento informático dos jovens; descrevem-se algumas das atividades da ONG AMREF Italia e termina com o depoimento de Lupita Nyong’O quando recebeu o Óscar de Melhor Actriz Secundária em Hollywood, incentivando os jovens africanos a perseguirem os seus sonhos.

O vencedor do prémio Harambee na categoria de videoclip para estudantes até aos 25 anos, foi para o italiano Davide Salvucci, com “Buta, the jewel of Africa” onde descreve o massacre ocorrido em Buta, no Burindi. Trata-se de um local que se tornou um símbolo da paz, pois 40 estudantes de diferentes etnias foram massacrados por se terem recusado a matar entre si, no que era um exemplo de convivência multiétnica e multicultural. Em 5 minutos a tragédia surge como um oásis de esperança para um continente dilacerado pela guerra.

Pode ver:

- Notícia no Telejornal da RTP sobre a vencedora

- Entrevista no Vatican News a Cátia Guerreiro (Harambee África Portugal):

Veja aqui os vídeos vencedores:

- “Jóias do Príncipe” - Isabel Silva Costa (RTP África)

- “Buta” - Davide Salvucci (Italy)


O ano termina com um concerto solidário

Cumprindo a tradição, HARAMBEE ÁFRICA PORTUGAL organiza o seu concerto de Natal no próximo dia 15 de dezembro (domingo), às 18.00h na Câmara do Comércio e Indústria Portuguesa (Rua das portas de S. Antão, 89). Os donativos angariados nesse acto serão entregues ao PROJETO KULIKUASSA (Angola)

Esta província, situada a mais de 1000 quilómetros da capital, sofreu, como tantas outras, os terríveis efeitos da guerra civil, do êxodo das populações e da lenta reorganização do pós-guerra. Conta por isso com um elevado número de mulheres (jovens e já adultas) analfabetas e sem profissão definida, cujo contributo para a economia familiar e social é por isso muito reduzido.

O primeiro objetivo do Projeto Kulikuassa é alfabetizar 120 mulheres, a quem, numa segunda fase, serão proporcionadas ferramentas profissionais.

Os formadores serão locais, o que significa que o projeto contribuirá diretamente para combater o desemprego na província.


HARAMBEE ÁFRICA INTERNATIONAL é uma instituição que surge em 2002 para:

1.Financiar projetos em África feitos por pessoas de África para ajudar pessoas de África.

2.Divulgar um olhar positivo sobre áfrica. Nesse âmbito, criou o Prémio Internacional Harambee Comunicar África

Surge em 2002, quando se solicitou às 300.000 pessoas que participaram na cerimónia em que o Papa João Paulo II canonizou o Fundador do Opus Dei, Josemaria Escrivá, que doassem 5,00€ para financiar projetos de desenvolvimento em África.

Escrivá foi o grande impulsionador da primeira escola inter-racial em África, Strathmore College, hoje Strathmore University, no Quénia.

Aquilo que começou como apoio pontual a propósito de uma canonização tornou-se depois uma ação regular. Os projetos apoiados são muito variados, e não têm de ser projetos de instituições católicas, ou sequer com orientação religiosa.


Fonte: https://harambee-portugal.org/