Outros artigos sobre a amizade
• Da série Formação da personalidade: Empatia: Sentir com os outros; Uma vida em diálogo com os outros.
• Da série sobre a família: Educar em amizade.
• Da série Novas tecnologias e vida cristã: Do contacto virtual às relações pessoais.
• Da série sobre as virtudes: Viver para os outros; A caridade cristã no modo de falar; S. Josemaria Escrivá, mestre do perdão.
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1. Um bom amigo conhece os teus segredos: Ter bons amigos é ter pessoas em quem possamos confiar e abrir o nosso coração para partilhar penas e alegrias, sem medo de ser julgados. “Um amigo fiel – diz a Bíblia – é um refúgio seguro; aquele que o encontra acha um tesouro. Nada vale tanto como um amigo fiel; o seu preço é incalculável”. No entanto, isto não nasce de um dia para o outro e, como diz o Papa Francisco: “Um amigo não é um conhecido, com quem se passa um bom bocado na conversa. A amizade é algo profundo”. “É necessária a paciência para forjar uma boa amizade entre duas pessoas. Muito tempo de conversa, de estarem juntos, de se conhecerem, e aí forja-se a amizade. Essa paciência na qual uma amizade é real, sólida”.
2. Um bom amigo nunca te deixa frustrado: Dizia Jesus que “não há maior amor do que o daquele que dá a vida pelos seus amigos”. O Papa Francisco adverte: “Quando se ama alguém, está-se ao lado, cuida-se, ajuda-se, diz-se-lhe o que se pensa, sim, mas não se o deixa frustrado. Assim é Jesus connosco, nunca nos deixa frustrados”. A amizade verdadeira é desinteressada, procura mais dar do que receber. S. Josemaria aconselhava viver um propósito firme na amizade:“que no meu pensamento, nas minhas palavras, nas minhas obras, para com o meu próximo, nunca deixe que dê entrada na minha alma a indiferença”.
3. Um bom amigo sempre te defende: “Nunca permitas que a erva daninha cresça no caminho da amizade: sê leal”, dizia S. Josemaria. Um bom amigo não abandona quando surgem as dificuldades, não atraiçoa nem tem inveja, nunca fala mal do amigo, nem permite que, ausente, seja criticado, porque sai em sua defesa. “Felizes os que sabem pôr-se no lugar do outro, nos que têm a capacidade de abraçar, de perdoar. Erros todos temos, enganos, milhares. Por isso, felizes aqueles que são capazes de ajudar outros no seu erro, nos seus enganos. Que são verdadeiros amigos e não deixam ninguém frustrado”, reflete o Papa Francisco.