Lisboa recebe a cerimónia de entrega do 8º Prémio Internacional Harambee Comunicar África

As candidaturas ao prémio estão abertas até 30 de setembro de 2019. Haverá duas categorias: trabalhos de jornalistas, com o prémio de 5000 euros, e videoclips de jovens estudantes até 25 anos, com o prémio de 1500 euros.

Lisboa irá acolher a cerimónia de entrega do 8º Prémio Internacional Harambee Comunicar África. O anúncio foi feito, dia 7 de março, com a participação de Paulo Miguel Martins, Lavínia Leal, Ozo Ibeziako e Cátia Sá Guerreiro. As candidaturas ao prémio estão abertas até 30 de setembro de 2019. Haverá duas categorias: trabalhos de jornalistas, com o prémio de 5000 euros, e videoclips de jovens estudantes até 25 anos, com o prémio de 1500 euros.

A organização “Harambee África International”, ONG com sede em Roma, decidiu realizar em Lisboa, no próximo mês de novembro, a entrega do 8º Prémio Internacional Harambee Comunicar África, que pretende premiar trabalhos de jornalistas e videoclips de jovens que lancem um novo olhar sobre África.

Para o jornalista e crítico de cinema, Mário Augusto, também presidente do júri do Prémio Internacional Harambee Comunicar África, este prémio “pretende trazer à luz a grandeza das pequenas histórias quotidianas, histórias de integração, de convivência pacífica e de diálogo. Não se trata de apresentar uma visão ingénua ou simplista de África, mas de mostrar que, a par das guerras e das dificuldades, há também esperanças e o trabalho sério de muitos indivíduos e organizações”.


Ozo Ibeziako, médica na África do Sul, que recebeu o Prémio Harambee 2019 de Promoção e Igualdade da Mulher Africana, referiu que o projeto em que está envolvida, “Art of Living” já beneficiou largas dezenas de mulheres que conseguiram sair do ciclo da pobreza no bairro de Alexandra. “Art of Living” arrancou em 2012 para ajudar mulheres jovens do bairro de Alexandra, em Johannesburgo, bairro onde viveu Nelson Mandela, para reforçar a autoconfiança dessas jovens, melhorar a sua preparação e o teor de vida, e prepará-las para se candidatarem à universidade.


Harambee África International

O Harambee África International surge em 2002, quando se solicitou às 300 mil pessoas que participaram na cerimónia em que o Papa João Paulo II canonizou o Fundador do Opus Dei, Josemaria Escrivá, que doassem 5€ para financiar projetos de desenvolvimento em África. O novo santo foi o grande impulsionador da primeira escola inter-racial em África, Strathmore College, hoje Strathmore University, no Quénia. Aquilo que começou como apoio pontual a propósito de uma canonização tornou-se depois uma ação regular. Os projetos apoiados são muito variados, e não têm de ser projetos de instituições católicas, ou sequer com orientação religiosa. O Harambee África International financia projetos em África, feitos por pessoas locais, para ajudar pessoas do continente africano. A história da Rosalina é uma das histórias que aconteceram graças a Harambee.

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Fonte: Câmara Municial de Lisboa