A paz esteja com todos vós! Com as palavras de Jesus ressuscitado, o Papa Leão XIV cumprimentava o mundo pela primeira vez1. Desde então, não deixou de falar da paz, que se destaca cada vez mais como uma das principais características de seu pontificado. A Igreja, dizia o Papa poucos dias depois, deve ser um sinal de “unidade e comunhão, que se torne fermento para um mundo reconciliado”2. Fazia eco às palavras de São Paulo em sua carta aos Colossenses, que provavelmente já faziam parte da oração dos primeiros cristãos: “Ele quis reconciliar consigo tudo o que existe na terra e no céu, restabelecendo a paz pelo sangue de sua cruz” (Col 1,20).
A paz é consequência da vitória interior
A batalha entre a lógica do amor crucificado e a lógica do poder, da força, da sedução, começa em nosso interior. Notamos as feridas, as inseguranças, os medos que nos levam a desconfiar dos outros ou a julgá-los. Junto aos bons desejos que a graça de Deus coloca em nossos corações, podem surgir facilmente a ira, a inveja, o desejo de revanche, a impaciência, a necessidade de autoafirmação, o rancor, a voracidade e o ódio. Por isso, à medida que a vida espiritual do mundo esfria, as pessoas ficam cada vez mais irritadas, indignadas, ofendidas e amarguradas.
A ira, motor dessas diferentes formas de rancor, que invade corações e sociedades, é uma paixão peculiar, não só porque às vezes nos afasta do bem, mas também porque outras vezes se apodera dele e o corrompe em seu interior, quando pensa que tem o direito de defender uma “causa justa”. Então surge a cólera, pela qual “se perdem as estribeiras, se perde o controle e se sai então da via justa; a ira, porém, atua frequentemente também dentro da via do bem: utiliza, por exemplo, a justiça para aumentar a raiva. A cólera justifica atos agressivos e violentos pouco apresentáveis em nome de um argumento a favor de um bem ou da fé. Quando a ira, com efeito, é justificada, já não se sai dela”3. Pode acontecer inclusive que se tenha inveja daquele que se impõe e que consegue o que quer com o “exibiçãoda força”4. Assim, por exemplo, podemos pensar que fazemos o bem, julgando com severidade quem atua contra os valores cristãos, chegando a ser duros na crítica; ou alegrando-nos com o mal alheio quando se trata de ‘inimigos’; ou compartilhando com superficialidade comentários ferinos e até insultos nas redes sociais. E, no entanto, a Sabedoria bíblica nos adverte: “Não invejes o homem violento nem sigas nenhum de seus caminhos” (Pr 3, 31).
A família, o trabalho, a sociedade necessitam de “artesãos da paz”, cristãos que sabem que a paz, “como tudo o que é artesanal, começa pelo pequeno para chegar ao grande”5. Onde há uma família unida, há alguém que trabalha pela paz; uma pessoa (ou várias) que se acusa antes de acusar os outros, que dá o primeiro passo, que procura semear palavras de paz em discussões amargas ou acaloradas, que sorri e que procura soluções. Onde há um bairro unido, há uma pessoa capaz de tratar bem alguém que falou mal dele pelas costas, que encontra força na oração e devolve bem pelo mal, que conseguiu ver um irmão onde só parecia haver um inimigo, um competidor, um adversário; alguém que discute as ideias, sem atacar pessoas6. Onde houver um foco de paz na sociedade, alguém terá superado o rancor, a vingança, o ressentimento, e se dispôs a sacrificar algo de si mesmo para construir um espaço comum: “Não te deixes vencer pelo mal, mas triunfa do mal com o bem” (Rm 12, 21).
Para“afogar o mal em abundância de bem”7,para contagiar a paz, é necessário conquistá-la no coração. “A paz é consequência da vitória. A paz exige de mim uma contínua luta”8,uma purificação da sensibilidade para que a lógica de Deus me afaste do orgulho e da violência. Vivemos em tempos em que se suspeita dos que cultivam a paz, como se fossem tíbios ou medrosos. Na realidade, a paz é o fruto de um caráter maduro e da fortaleza interior: de buscar construir, compreender e continuar em frente; de deixar passar uma provocação; de perdoar quem nos prejudica; de suportar com paciência quem nos insulta, como Jesus.
Amar é arriscar
“Conheço bem o seu sentimento de impotência perante dinâmicas de poder que os ultrapassam”9, dizia o Papa Leão XIV aos cristãos do Oriente Médio em sua mensagem de Natal do balcão da loggiado Vaticano. Frente à injustiça organizada, a tentação do poder se torna mais insidiosa. Queremos fazer valer nossos direitos. Soam em nossos ouvidos aquelas palavras sibilinas: “se é rei de Israel, desça agora da cruz e nós creremos nele” (Mt 27, 42). E o testemunho cristão, aquele que suscita nos outros o arrependimento e a abertura à fé passa, no entanto, pela entrega e pelo sacrifício: é a mensagem da paz. Quando semeamos a semente da paz, o resultado é incerto: amar é arriscar. O mau ladrão dobrou-se à lógica das zombarias e do desprezo. Somente a semente de paz, porém, pode dar o fruto do Espírito: “Mas a todos aqueles que o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus” (Jo, 1, 12).
Às vezes, podemos perder o controle e semear a discórdia, maltratar, brigar, murmurar. Mais tarde, talvez, reconheçamos que não temos razão, vejamos o mal que fizemos e nos propomos retificar. É um primeiro grande passo, que corresponde ao âmbito de muitas de nossas batalhas diárias. Um desafio mais pungente surge, porém, quando nos perguntamos como responder ao mal se de verdade temos razão. Como responder à violência, à mentira, ao erro, à perda, à provocação quando somos inocentes, como Jesus? Alguns quiseram destilar do Evangelho uma atitude pacifista adocicada. Outros levantam como uma bandeira, tirando de contexto, o momento que Jesus diz que não veio trazer a paz, mas a espada (cf. Mt 10, 34).
Em suas primeiras palavras como Papa, Leão XIV expressava um desejo:“Eu gostaria que esta saudação de paz entrasse no vosso coração, chegasse às vossas famílias, a todas as pessoas, onde quer que se encontrem, a todos os povos, a toda a terra.”10. Esta paz, entretanto, não é uma espécie de sonho dourado que se realizaria como por arte de magia. De fato, o Papa dizia em uma catequese: “Jesus tira-nos a paz, se pensarmos na paz como calma inerte. No entanto, esta não é a verdadeira paz. Às vezes, gostaríamos de ser ‘deixados em paz’: que ninguém nos incomode, que os outros deixem de existir. Não é a paz de Deus. A paz que Jesus traz é como um fogo e exige muito de nós! Pede-nos, acima de tudo, que assumamos uma posição. Perante as injustiças, as desigualdades, onde a dignidade humana é espezinhada, onde os frágeis são privados da palavra: assumir uma posição.”11.
Esta exortação traz à memória as palavras de São Josemaria, diante de milhares de pessoas reunidas no campus da Universidade de Navarra: “Interpretai, portanto, as minhas palavras como o que são: um chamamento a exercerdes - diariamente!, não apenas em situações de emergência - os vossos direitos; e a cumprirdes nobremente as vossas obrigações como cidadãos - na vida política, na vida económica, na vida universitária, na vida profissional -, assumindo com coragem todas as consequências das vossas decisões, arcando com a independência pessoal que vos corresponde. E essa mentalidade laical cristã permitir-vos-á fugir de toda a intolerância, de todo o fanatismo. Di-lo-ei de um modo positivo: far-vos-á conviver em paz com todos os vossos concidadãos e fomentar também a convivência nos diversos sectores da vida social.”12.
A paz, um dom do céu que se trabalha na terra
“Atrairei todos os homens a mim” (Jo 12, 32). A cruz é a ação de Deus na história, e a paz é ação de Deus em nosso coração. Por isso, parafraseando São Josemaria, nosso apostolado pode ser explicado também como superabundância da paz que recebemos de Deus para preencher de justiça e de caridade todas as nossas relações13. “A paz é um valor e um dever universal; (...) funda-se sobre uma correta concepção da pessoa humana e requer a edificação de uma ordem segundo a justiça e a caridade”14.
Embora a lógica de Deus seja desafiadora, talvez possamos compreender como aplicá-la nas relações familiares, de amizade e de vizinhança; também no âmbito das instituições eclesiásticas e das ONG. Mas como se pode fazer ressoar esta leitura do Evangelho nos conflitos armados, nas lutas da política, nos duros códigos da competitividade no mercado, nas pequenas e grandes corrupções, na hostilidade do ativismo digital, nos escândalos da mídia, nas batalhas culturais para recuperar os valores perdidos?
São João Paulo II propunha uma educação urgente para a paz: “os homens, diante das tragédias que continuam afligindo a humanidade, estão tentados a abandonar-se ao fatalismo, como se a paz fosse um ideal inalcançável. A Igreja, pelo contrário, ensinou sempre e continua ensinando uma evidência muito simples: a paz é possível. Mais ainda, a Igreja não se cansa de repetir: a paz é necessária”15. São Josemaria (que, como o Papa polonês, não viveu tempos de paz, e sofreu a guerra em carne própria, com tudo o que isso comporta: violência, ódios, muitos rancores, e todos os derivados possíveis dos anos mais obscuros da memória recente16) aconselha o mesmo. E, no entanto, “em meio a este cataclismo mundial, de tanto ódio e de tanta destruição”, insistia em que “fomos chamados a ser semeadores de paz”17.
A paz é cultivada na terra da unidade de vida: com a semente do serviço, da amizade e do diálogo. “Com a sua graça, cada um pode e deve fazer a sua parte para rejeitar o ódio, a violência, a contraposição e para praticar o diálogo, a paz, a reconciliação.”18. A Madre Teresa de Calcutá popularizou uma fórmula cristã da paz: “O fruto do silêncio é a oração. O fruto da oração é a fé. O fruto da fé é o amor. O fruto do amor é o serviço; e o fruto do serviço é a paz”19.
Cada gesto de gratuidade, cada ato de cuidado, cada obra silenciosa feita por amor, gera reconciliação e esperança naqueles que nos cercam. Não se trata só de evitar conflitos, mas de aliviar o sofrimento alheio, seguindo a lógica do amor que não busca reconhecimento nem recompensa. A paz cresce quando servimos, quando damos sem esperar nada, quando levantamos quem está caído e acompanhamos o necessitado20. A paz se multiplica nas obras de misericórdia.
A amizade, da qual São Josemaria foi um grande mestre, é outra semente da paz: “Num cristão, num filho de Deus, amizade e caridade fazem uma só coisa: luz divina que dá calor21.
Se a amizade se constrói com o interesse mútuo, se reconstrói fazendo as pazes. Quando a amizade pessoal se expande, converte-se em amizade social. Surge então o afeto, “o mais largamente difundido de todos os amores”22, que constitui o primeiro passo para ver em cada pessoa um irmão; esse “reconhecimento básico, essencial para caminhar rumo à amizade social e à fraternidade universal: perceber quanto vale um ser humano”23.
A partir desta ótica, é possível compreender que “A amizade pode realmente mudar o mundo. A amizade é um caminho para a paz.”24. Ao olhar o outro como irmão, surge a opção pelo diálogo como forma de comunicação quando se torna serviço e fraternidade. “Aproximar-se, expressar-se, escutar-se, olhar-se, conhecer-se, tratar de compreender-se, procurar pontos de contato, tudo isso se resume no verbo dialogar”25. O diálogo é o ar que mantém viva a paz nas relações, desativa a hostilidade. É a “casa de paz”26, na qual se busca e se compartilha a verdade, partindo da verdade fundamental da dignidade do nosso interlocutor.
Por cima das diferenças
O diálogo acrisola as relações, porque une na diferença: “A verdadeira amizade implica também um esforço cordial por compreender as convicções dos nossos amigos, mesmo que não cheguemos a partilhar nem a aceitá-las”27. A paz não teme a pluralidade; abraça-a. Trata-se da liberdade do que é opinável. Por isso, São Josemaria explicava, “no Opus Dei, o pluralismo é querido e amado; não simplesmente tolerado e modo algum dificultado. Quando me é dado observar entre os socios da Obra tantas ideias diversas, tantas atitudes diferentes – noque diz respeito às questões políticas, econômicas, sociais ou artísticas, etc. – esse espetáculo me dá alegria porque é sinal de que tudo está funcionandodiantede Deus, como deve ser”28.
Ao responder a uma pergunta sobre a atualidade política, o Padre recordou recentemente essa característica essencial da Obra: “Ninguém do Opus Dei vai dizer, em quem votar, quem apoiar ou que causa promover. Também seria inoportuno criar, mesmo indiretamente um clima nas atividades de formação que tomasse como certo que há apenas uma opção legítima para as pessoas no Opus Dei. Amar a liberdade significa amar o pluralismo”29.
Cultivar o diálogo implica praticar as pequenas virtudes que tornam o relacionamento possível. Cordialidade, empatia, clareza, coerência, amabilidade, autenticidade, prudência e determinação, mesmo quando o diálogo parece inútil... são disposições do coração que facilitam o entendimento mútuo30. Quem dialoga sabe que não se pode dizer qualquer coisa de qualquer forma; tem consciência de que a língua pode destruir o que une e derramar um veneno mortal (cf. Tg 3, 6). Em sua mensagem para a Quaresma, Leão XIV nos convidou a “uma forma de abstinência muito concreta e frequentemente pouco apreciada, ou seja, a abstinência de palavras que atingem e ferem o nosso próximo. Comecemos por desarmar a linguagem, renunciando às palavras mordazes, ao juízo temerário, ao falar mal de quem está ausente e não se pode defender, às calúnias. Em vez disso, esforcemo-nos por aprender a medir as palavras e a cultivar a gentileza: na família, entre amigos, nos locais de trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos, nos meios de comunicação social, nas comunidades cristãs. Assim, muitas palavras de ódio darão lugar a palavras de esperança e paz.”31.
A verdade e a caridade são asas do diálogo. Alguns erguem um muro doutrinal para esconder sua incapacidade de se entender com as pessoas; outros diluem suas convicções no consenso do ambiente para se esquivar do testemunho da fé. Nenhuma dessas alternativas expressa um verdadeiro diálogo, pois não admitem a paciência, a humildade e a coragem necessárias para torná-lo possível.
Ouvir, expressar, compreender, procurar pontos em comum, evitar simplificações: esse é o caminho para chegar a uma paz “desarmada e desarmante” 32e à aprendizagem para ser “agentes de comunhão, capazes de quebrar a lógica da divisão e da polarização; do individualismo e do egocentrismo.”33. Como dizia o papa aos influencers, é preciso estar centrados em Cristo“para vencer a lógica do mundo, das fake news e da frivolidade, com a beleza e a luz da Verdade (cf. Jo 8, 31-32).” 34
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Centrar-se em Cristo significa olhar o mundo com os olhos de Cristo na cruz, e olhar a cruz como Maria a contemplou, enquanto uma espada transpassava sua alma. O rosário, em particular “é uma oração orientada por sua natureza para a paz, pelo próprio fato de que contempla a Cristo (...). Quem interioriza o mistério de Cristo – e o rosário tende precisamente a isso – aprende o segredo da paz e faz disso um projeto de vida. (...) Enquanto nos faz contemplar a Cristo, o rosário nos torna também construtores da paz no mundo”35.
Participar do olhar de Jesus significa assumir a responsabilidade de ver os outros como irmãos, como a mesma atitude contemplativa com a qual queremos olhar o sacrário. A partir desse olhar do coração, a vida se renova em verdadeira fraternidade e onde antes havia discórdia, floresce a paz duradoura que só Deus pode dar. Não se trata de ideais longínquos, mas de decisões diárias. Cada um destes atos tem um efeito multiplicador: é fermento na massa. Cada gesto de perdão, cada reconciliação, cada palavra que une, constitui um ato de redenção que abre um novo rumo. Assim, com essa lógica artesanal, “contribuiremos para afastar esta angústia, este temor por um futuro de rancores fratricidas e a confirmar nas almas e na sociedade a paz e a concórdia: a tolerância, a compreensão, o trato, o amor”36.
Juan Pablo Cannata - Carlos Ayxelà
1 Leão XIV, Discurso no dia da eleição, 8/05/2025
2 Leão XIV, Homilia no início do pontificado, 18/05/2025.
3 F. Rosini, El arte del buen combate, Cristiandad, Madri 2023.
4 Leão XIV, Homilia da missa de Natal, 25/12/2025.
5 Francisco, Homilia em Santa Marta, 8/09/2016
6 Cf. São Josemaria, Catequesis en América, n. 224, pp. 575-576: “Isso sim: posso e devo dizer-lhes que não ataquem ninguém pessoalmente; que defendam seu programa, sem ataques pessoais: nem de figuras atuais, nem de figuras passadas; se não, nunca haverá em um país ninguém decente que queira sacrificar-se para levar o país em frente; porque dizem: depois isto afunda, maltratam-me, e a meus filhos, a minha família, a todos; uma perseguição atrás de outras. É uma loucura. De modo que os bons se preocupem com a política. Sei que não estou te acompanhando; porque você citou isso como exemplo; mas me deu ocasião de recordar que não deve haver ódios”.
7 São Josemaria, Sulco, n. 864.
8 São Josemaria, Caminho, n. 308
9 Leão XIV, Mensagem urbi et orbi, 25/12/2025
10 Leão XIV, Discurso no dia da eleição, 8/05/2025.
11 Leão XIV, Audiência, 22/11/2025. Pode-se também recordar a alusão do Papa Francisco aos movimentos sociais: “temos que voltar a levar a dignidade humana ao centro e que sobre este pilar se construam, as estruturas sociais alternativas de que necessitamos. É preciso fazê-lo com coragem, mas também de modo inteligente. Com tenacidade, mas sem fanatismo. Com paixão, mas sem violência. E juntos, enfrentando os conflitos sem se deixar envolver por eles, procurando sempre resolver as tensões para alcançar um plano superior de unidade, de paz e de justiça” (Discurso aos participantes no I Encontro mundial de movimentos populares, 28/10/2014).
12 São Josemaria, Entrevistas, n. 117
13 Cf. São Josemaria, Caminho, n. 961; Forja, n. 856; Amigos de Deus, n. 239
14 Compêndio da doutrina social da Igreja, n. 494
15 São João Paulo II, “Um compromisso sempre atual: educar para a paz” (8/12/2003, sublinhado no original). Cf. também Bento XVI, “Bem-aventurados os que trabalham pela paz”. Mensagem para a XLV Jornada Mundial da Paz de 2013 (8/12/2012): “A bem-aventurança de Jesus diz que a paz é ao mesmo tempo um dom messiânico e uma obra humana”.
16 Cf. Bento XVI, Discurso em um encontro com jovens, Sulmona, 4/08/2010: “Sim, a memória histórica é verdadeiramente um “passo mais” na vida, porque sem memória não há futuro. Dizia-se certa vez que a história é mestra de vida. A atual cultura consumista tende, pelo contrário, a nivelar o homem no presente, a fazer com que perca o sentido do passado, da história, mas atuando assim priva-o também da capacidade de compreender-se a si mesmo, de perceber os problemas e de construir o amanhã. De modo que, queridos jovens, quero dizer-vos: o cristão é alguém que tem boa memória, que ama a história e procura conhecê-la”
17 São Josemaria, Carta 7, n. 58.
18 Leão XIV, Mensagem urbi et orbi, 25/12/2025.
19 Citado por São João Paulo II, Discurso, 20/10/2003.
20 Cf. J. Marrodán, “O desafio do ‘nós’”, em opusdei.org.
21 São Josemaria, Forja, n. 565. Cf. também Carta 4, n. 25: “Este é o nosso espírito, e o demonstraremos sempre abrindo as portas de nossas casas a pessoas de todas ideologias e de todas as condições sociais, sem nenhuma distinção, com o coração e os braços dispostos a acolher a todos. Não temos a missão de julgar, e sim o dever de tratar fraternalmente todos os homens. Não há uma única alma que excluamos de nossa amizade, e ninguém deve vir à Obra de Deus e ir embora vazio: todos devem sentir-se queridos, compreendidos, tratados com afeto. Quero também ao último pobrezinho que esteja agora no canto mais escondido do mundo, atuando mal, e com a graça de Deus, daria minha vida para salvar sua alma.
22 C. S. Lewis, Os quatro amores, Martins Fontes.
23 Francisco, Fratelli tutti, n. 106
24 Leão XIV, Diálogo com os jovens na vigília do jubileu, 2/08/2025.
25 Francisco, Fratelli tutti, 198.
26 Leão XIV, “A paz esteja com todos vocês: rumo a uma paz ‘desarmada e desarmante’”. Mensagem para a LIX Jornada Mundial da Paz, 2026.
27 São Josemaria, Sulco, n. 746
28 São Josemaria, Entrevistas, n. 67
29 F. Ocáriz, “Amar a liberdade implica amar o pluralismo”, Entrevista, The Pillar, 2/11/2024, em opusdei.org
30 Cf. São João Paulo II, “O diálogo pela paz, uma urgência de nosso tempo”, Mensagem para a XVI Jornada Mundial da Paz de 1983 (8/12/1982)
31 Leão XIV, Mensagem para a Quaresma (5/02/2026)
32 Leão XIV, Mensagem para a LIX Jornada Mundial da Paz, 2026; Discurso no dia da eleição, 8/05/2025
33 Leão XIV, Saudação aos influencers e missionários digitais, 29/07/2025.
34 Ibid.,
35 João Paulo II, Rosarium Virginis Mariae, n. 40. Cf. São Josemaria, Em diálogo com o Senhor, n. 58: “Pedi (...) pela paz do mundo: que não haja guerras, que acabem as guerras e os ódios. Pedi pela paz social: para que não haja ódios de classe, para que as pessoas se queiram; que saibam conviver, que saibam desculpar, que saibam perdoar; se não, não vejo em nenhum lugar o amor de Cristo.
36 São Josemaria Carta 3, n. 38

