«Não procurou fazer coisas extraordinárias: deixou que Deus fosse o centro da sua vida»

No dia 11 de julho, os restos mortais do venerável Ernesto Cofiño foram trasladados para a igreja de Santa Maria Rainha da Família, em Ciudad Cayalá (Guatemala). A partir de agora, os fiéis poderão recorrer mais facilmente à sua intercessão, pedindo a Deus graças e milagres.

Com uma Missa presidida por D. Tulio Pérez, bispo auxiliar de Santiago da Guatemala, teve lugar a trasladação dos restos do venerável Ernesto Cofiño para a igreja de Santa Maria Rainha da Família, em Ciudad Cayalá.

Na homilia, D. Tulio Pérez sublinhou que este pai de família e médico pediatra «não procurou fazer coisas extraordinárias: deixou que Deus fosse o centro da sua vida». Descobriu que Deus o chamava à santidade no meio da sua profissão e da sua vida familiar.

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Traslado Ernesto Cofiño

Quem foi Ernesto Cofiño?

Ernesto Cofiño (1899-1991) nasceu na Guatemala e estudou Medicina na Sorbonne, em Paris. Dedicou-se inteiramente à pediatria, combatendo a desnutrição infantil. Fundou e dirigiu numerosas instituições – creches, lares de acolhimento e centros de nutrição – sempre com os olhos postos nas crianças mais desfavorecidas. Casou-se com Clemencia Samayoa, e tiveram cinco filhos.

Em 1956 descobriu a sua vocação para o Opus Dei como supranumerário, o que intensificou a sua vida de fé sem alterar a sua dedicação ao serviço dos outros. Após a morte da mulher, em 1963, entregou-se ainda mais ao cuidado dos filhos e ao seu trabalho, que manteve até aos 92 anos. Faleceu em 1991, e a sua fama de santidade continuou a crescer, sustentada por testemunhos provenientes de mais de vinte países. Em 2000 foi aberta a sua causa de canonização e, a 14 de dezembro de 2023, o Papa Francisco declarou-o venerável.