Novena da serenidade ao Beato Álvaro, para alcançar a paz de coração

Textos para 9 dias de oração, em que se pede ao beato Álvaro que interceda diante de Deus para nos alcançar a serenidade e a paz de coração perante momentos ou situações difíceis. Escrita por Francisco Faus.

No dia 23 de março de 1994, Álvaro del Portillo, o primeiro sucessor de São Josemaria, morreu em Roma. Tinha acabado de regressar de uma viagem à Terra Santa. Aí celebrou a sua última Missa no Cenáculo. A 27 de setembro de 2014 foi beatificado em Madrid.

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    NOVENA DA SERENIDADE
    ao Beato Álvaro del Portillo
    para alcançar a paz de coração

    Índice

    1. Primeiro dia: A paz dos filhos de Deus
    2. Segundo dia: A paz pela oração
    3. Terceiro dia: A humildade, fonte de paz
    4. Quarto dia: Serenidade na doença e na dor
    5. Quinto dia: Serenidade nas contrariedades
    6. Sexto dia: A paz que nasce da fidelidade
    7. Sétimo dia: Paz, paciência e mansidão
    8. Oitavo dia: A paz do coração que perdoa
    9. Nono dia: Transmitir paz aos outros

    Primeiro dia

    A PAZ DOS FILHOS DE DEUS

    Meditação

    A dedicação do Beato Álvaro del Portillo «ao cumprimento da missão recebida fundamentava-se num profundo sentido da filiação divina, que o levava a procurar a identificação com Cristo num confiado abandono à vontade do Pai» (DV).

    A consciência de sermos filhos de Deus muito amados deve mover-nos profundamente. E, como consequência inseparável desse dom preciosíssimo, vem à alma o gaudium cum pace, a alegria e a paz» (Beato Álvaro, CP, 01/05/1988).

    «Tinha a alegria de quem vive no Senhor e com o Senhor; a serenidade que nenhuma fadiga pode ofuscar, que nenhum sofrimento suprime (...). Um sacerdote que sabia infundir na alma, com a alegria da descoberta da filiação divina, a decisão de uma conversão» (D. Javier Echevarría, JM, págs. 693-694).

    Pedido

    Concedei-me, Senhor, por intercessão do Beato Álvaro, a graça de compreender cada vez mais profundamente que todos os batizados somos filhos de Deus muito amados (cf. Ef 5, 1), que somos pessoalmente queridos pelo nosso Pai Deus: um Pai que nos vê, que nos escuta, que nos chama pelo nosso nome, que cuida de nós e nos atende (cf. Mt 6, 25 ss.).

    Fazei que, seguindo os ensinamentos de São Josemaria, tal como fez o Beato Álvaro, me convença de que «Deus está junto de nós continuamente. E está como um pai amoroso – quer mais a cada um de nós do que todas as mães do mundo podem querer aos seus filhos –, ajudando-nos, inspirando-nos, abençoando... e perdoando» (Caminho, n. 267).

    Ajudai-me a descansar em Deus Pai com inteira confiança, cheio de fé na Providência divina, de tal modo que, aconteça o que acontecer, encontre sempre n’Ele a serenidade, a paz e a alegria dos filhos de Deus.

    Rezar a oração ao Beato Álvaro

    Deus Pai misericordioso, que concedestes ao Bem-aventurado Álvaro, Bispo, a graça de ser, com a ajuda de Santa Maria, Pastor exemplar no serviço à Igreja e fidelíssimo filho e sucessor de São Josemaria, Fundador do Opus Dei, fazei com que eu também saiba corresponder com fidelidade às exigências da vocação cristã, convertendo todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar e de servir o Reino de Jesus Cristo. Dignai-Vos canonizar o Bem-aventurado Álvaro, e concedei-me por sua intercessão o favor que Vos peço... (peça-se). Ámen.

    Pai nosso, Ave-Maria, Glória.

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    Segundo dia

    A PAZ PELA ORAÇÃO

    Meditação

    «Cheio de amor pelo Espírito Santo, constantemente imerso na oração, fortificado pela Eucaristia e por uma terna devoção a Nossa Senhora», podia dizer que «tudo é bom, porque o nosso Deus é bom. Portanto, alegria sempre!» (DV e JM, pág. 202).

    Infundia «confiança, segurança, paz. Tal não procedia de um modo de ser humano, mas era consequência da sua profunda vida interior e sentido sobrenatural» (Francisco Ponz, em JM, págs.196-197).

    As suas «qualidades humanas de bondade, de amabilidade, de serenidade, de paz interior e exterior eram a prova tangível da riqueza da sua vida espiritual» (Card. William Baum, citado em CR).

    Pedido

    Concedei-me, Senhor, por intercessão do Beato Álvaro, a graça de ser uma “alma de oração”, que saiba conversar confiadamente com Deus de todas as coisas e a todas as horas.

    Que, especialmente nos momentos mais difíceis da minha vida, saiba colocar-me diante do sacrário, onde Jesus está realmente presente, para abandonar no seu Coração amabilíssimo todas as minhas preocupações. E também no Coração Imaculado de Maria, como o Beato Álvaro fazia sempre, na certeza de que Ela – sobretudo mediante a recitação piedosa do Santo Rosário – traz sempre paz à alma.

    Ajudai-me, Senhor, a seguir o conselho de São Paulo: «Por nada vos deixeis inquietar; pelo contrário: em tudo, pela oração e pela prece, apresentai os vossos pedidos a Deus em ações de graças. Então, a paz de Deus … guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus» (Fl 4, 6-7).

    Rezar a oração ao Beato Álvaro:

    Deus Pai misericordioso, que concedestes ao Bem-aventurado Álvaro, Bispo, a graça de ser, com a ajuda de Santa Maria, Pastor exemplar no serviço à Igreja e fidelíssimo filho e sucessor de São Josemaria, Fundador do Opus Dei, fazei com que eu também saiba corresponder com fidelidade às exigências da vocação cristã, convertendo todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar e de servir o Reino de Jesus Cristo. Dignai-Vos canonizar o Bem-aventurado Álvaro, e concedei-me por sua intercessão o favor que Vos peço... (peça-se). Ámen.

    Pai nosso, Ave-Maria, Glória.

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    Terceiro dia

    A HUMILDADE, FONTE DE PAZ

    Meditação

    São Josemaria, «sendo santo, pedia constantemente as orações de todo o mundo. Eu preciso mais ainda das vossas orações: preciso mais delas do que o nosso Fundador porque sou um pobre homem, porque tenho que suceder a um santo [a São Josemaria]» (Beato Álvaro, CP 30/09/1975).

    «A humildade manifesta-se na convicção profunda e sincera de que não somos melhores do que os outros; e, ao mesmo tempo, na certeza firme de que fomos chamados especificamente por Deus para O servir nas diversas situações de cada momento e levar-Lhe muitas almas. Essa certeza enche-nos de otimismo» (Beato Álvaro, CP 01/08/1989).

    «Não esqueçais que a alegria é consequência da paz interior, e que a verdadeira paz é inseparável da contrição, da dor humilde e sincera pelas nossas faltas e pecados, que Deus perdoa no Santo Sacramento da Penitência» (Beato Álvaro, CP, 16/01/1984).

    Pedido

    Fazei, Senhor, que eu tenha as palavras de Jesus sempre presentes: «Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis repouso para as vossas almas» (Mt 11, 29).

    Dai-me a sinceridade de reconhecer que muitas das minhas inquietações e ansiedades procedem do meu amor próprio, da excessiva preocupação pelo que os outros pensam de mim, da tristeza de ter ficado mal, de achar que não me apreciam, de ver que não sou o centro das atenções...; ou seja, do meu orgulho.

    Concedei-me, meu Deus, a graça da humildade, sem a qual «não existe caridade nem nenhuma outra virtude e, portanto, é impossível que haja verdadeira vida cristã» (Beato Álvaro, Carta pastoral, 01/08/1989). Que saiba pensar menos em mim mesmo, na minha importância, no meu sucesso e interesses, e me preocupe mais com os outros, feliz por poder ajudá-los e servi-los.

    Rezar a oração ao Beato Álvaro

    Deus Pai misericordioso, que concedestes ao Bem-aventurado Álvaro, Bispo, a graça de ser, com a ajuda de Santa Maria, Pastor exemplar no serviço à Igreja e fidelíssimo filho e sucessor de São Josemaria, Fundador do Opus Dei, fazei com que eu também saiba corresponder com fidelidade às exigências da vocação cristã, convertendo todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar e de servir o Reino de Jesus Cristo. Dignai-Vos canonizar o Bem-aventurado Álvaro, e concedei-me por sua intercessão o favor que Vos peço... (peça-se). Ámen.

    Pai nosso, Ave-Maria, Glória.

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    Quarto dia

    SERENIDADE NA DOENÇA E NA DOR

    Meditação

    Após uma cirurgia delicada e dolorosa, o Beato Álvaro «estava sempre sereno e sorridente. (…) Tinha bastantes dores, mas não se queixava de nada. Foi um exemplo para os médicos e para o pessoal que o atendia na clínica» (Mons. Joaquín Alonso, em JM, pág. 377, nota 82).

    «Parece-me evidente que toda a vida de D. Álvaro, em que não faltaram tantos sofrimentos, dores, trabalhos, doenças, humilhações, etc., só pôde ser levada com aquela paz, serenidade, bom humor e alegria, por um dom de Deus que o levou a unir a sua vida ao sacrifício redentor de Cristo» (Mons. I. de Celaya, citado em CR).

    «Em maio de 1979, sofreu a primeira crise de fibrilação auricular. Apesar de tudo, D. Álvaro continuou a entregar-se totalmente à sua missão, mesmo quando era afetado por fortes enxaquecas ou outros incómodos» (D. Javier Echevarría, em JM, pág. 606).

    Pedido

    Concedei-me, meu Deus, a graça de imitar o Beato Álvaro no modo sereno e confiante como aceitou a doença, o mal-estar, o cansaço, a dor e até mesmo a morte.

    Senhor, se permitires que, na minha vida, se apresente a dor do falecimento de um ente querido, ou o sofrimento de uma crise familiar, ou a angústia do desemprego..., estendei-me a vossa mão amorosa e infundi-me aquela confiança filial que, como dizia São Josemaria, nasce da fé na Providência e do abandono sereno e alegre à vossa santíssima vontade.

    Fazei que, seguindo o exemplo do Beato Álvaro, saiba abraçar a Cruz, amorosamente unido ao Sacrifício redentor de Cristo, e saiba seguir o conselho de São Pedro: «Confiai-lhe todas as vossas preocupações, porque Ele tem cuidado de vós» (1Pd 5, 7).

    Que eu compreenda a verdade destas palavras do Beato Álvaro: «Se todos nós soubermos ponderar, amar, abraçar-nos à Vontade de Deus, experimentaremos o sabor incomparável de estar com a Trindade, mesmo nos momentos mais duros» (Beato Álvaro, Homilia, 14/02/1992).

    Rezar a oração ao Beato Álvaro

    Deus Pai misericordioso, que concedestes ao Bem-aventurado Álvaro, Bispo, a graça de ser, com a ajuda de Santa Maria, Pastor exemplar no serviço à Igreja e fidelíssimo filho e sucessor de São Josemaria, Fundador do Opus Dei, fazei com que eu também saiba corresponder com fidelidade às exigências da vocação cristã, convertendo todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar e de servir o Reino de Jesus Cristo. Dignai-Vos canonizar o Bem-aventurado Álvaro, e concedei-me por sua intercessão o favor que Vos peço... (peça-se). Ámen.

    Pai nosso, Ave-Maria, Glória.

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    Quinto dia

    SERENIDADE NAS CONTRARIEDADES

    Meditação

    «...Deu prova de heroísmo (...) durante a prisão temporária, no período da perseguição religiosa em Espanha (1936-1939) e perante os ataques que teve de sofrer devido à sua fidelidade à Igreja» (DV).

    «Somente com a lógica da Santa Cruz, em que a dor se converte em remédio e a morte se torna Vida nova, podemos vislumbrar a explicação e o sentido profundo daquilo que é inexplicável aos olhos humanos» (Beato Álvaro, CP 29/09/1978).

    Referindo-se a alguns que difundiam falsidades com intenção de prejudicar a Obra de Deus, o Beato Álvaro escrevia: «Rezai por essas pessoas, renovai os vossos atos de desagravo pelas ofensas que cometem, e não percamos a paz nem por um só momento. Comportemo-nos assim todos os dias, tendo por fim afogar o mal em abundância de bem, difundindo a verdade sem nos cansarmos» (SB).

    Pedido

    Peço-Vos, meu Deus, aquela fortaleza e a paz que o Beato Álvaro – com a ajuda da vossa graça – manifestou sempre perante as perseguições, campanhas caluniosas e insídias mal-intencionadas, por causa da sua fidelidade à Igreja e ao Opus Dei, a porção do Povo de Deus confiada ao seu cuidado.

    Fazei que, quando me custar aceitar com paciência as injustiças, as incompreensões ou as provações desconcertantes, saiba seguir o conselho que o Beato Álvaro dava aos que passavam por esses momentos difíceis: «As contrariedades são permitidas por Deus, tanto para que nos purifiquemos como para que saboreemos o doce peso da sua Santa Cruz [...]. Semeai incansavelmente a paz e o amor de Cristo em tantos corações que estão à espera de uma voz que os encoraje» (JM, pág. 575, nota 60).

    E que entenda «porque é que os santos aparecem cheios de paz, mesmo no meio da dor, da desonra, da pobreza, das perseguições. A resposta – dizia o Beato Álvaro – é bem clara: porque procuram identificar-se com a Vontade do Pai do Céu, imitando Cristo» (Beato Álvaro, CP 01/05/1987).

    Rezar a oração ao Beato Álvaro

    Deus Pai misericordioso, que concedestes ao Bem-aventurado Álvaro, Bispo, a graça de ser, com a ajuda de Santa Maria, Pastor exemplar no serviço à Igreja e fidelíssimo filho e sucessor de São Josemaria, Fundador do Opus Dei, fazei com que eu também saiba corresponder com fidelidade às exigências da vocação cristã, convertendo todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar e de servir o Reino de Jesus Cristo. Dignai-Vos canonizar o Bem-aventurado Álvaro, e concedei-me por sua intercessão o favor que Vos peço... (peça-se). Ámen.

    Pai nosso, Ave-Maria, Glória.

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    Sexto dia

    A PAZ QUE NASCE DA FIDELIDADE

    Meditação

    «O homem fiel será cumulado de bênçãos» (Pr 28, 20). Estas palavras da Sagrada Escritura manifestam a virtude mais característica do Bispo Álvaro del Portillo: a fidelidade. Em primeiro lugar, fidelidade indiscutível a Deus, no cumprimento pronto e generoso da Sua vontade; fidelidade à Igreja e ao Papa; fidelidade ao sacerdócio; fidelidade à vocação cristã em cada instante e em cada circunstância da vida» (DV).

    «Foi um filho fidelíssimo do Papa, com uma adesão indiscutível à sua pessoa e ao seu magistério» (DV).

    «Estou convencido de que D. Álvaro serviu constantemente a Igreja, precisamente porque secundou o Fundador do Opus Dei como um filho fidelíssimo. Essa expressão, que se lê na oração para a devoção, constitui, a meu ver, o retrato mais sintético e exato da sua figura» (D. Javier Echevarría, em JM, pág. 694).

    Pedido

    Senhor, concedei-me a graça de imitar o Beato Álvaro que, desde o momento em que compreendeu qual era a vontade de Deus, o quer Deus lhe pedia, respondeu “sim” e foi fiel até à morte.

    Ajudai-me a imitá-lo na virtude da fidelidade, que tanto amou e praticou, com alegria e generosidade, inspirando-se na fidelidade de São Josemaria, virtude do Fundador que o Beato Álvaro explicava assim: «A sua fidelidade não era um peso, mas uma alegria renovada, com ânsias de responder ao Amor com amor» (Beato Álvaro, CP 01/03/1987).

    Fazei, Senhor que a minha vida seja um “sim” generoso e sereno – se for preciso, heroico – a tudo o que me pedirdes: um “sim” a Vós, um “sim” à minha vocação cristã, um “sim” aos deveres familiares, aos compromissos assumidos – especialmente aos que assumi formalmente diante de Vós –, às resoluções espirituais, à palavra dada...

    Peço-vos, finalmente, a graça de encarar serenamente a morte, com a esperança de escutar naquela hora as palavras de Jesus: «Muito bem, servo bom e fiel: entra na alegria do teu Senhor» (Mt 25, 21).

    Rezar a oração ao Beato Álvaro

    Deus Pai misericordioso, que concedestes ao Bem-aventurado Álvaro, Bispo, a graça de ser, com a ajuda de Santa Maria, Pastor exemplar no serviço à Igreja e fidelíssimo filho e sucessor de São Josemaria, Fundador do Opus Dei, fazei com que eu também saiba corresponder com fidelidade às exigências da vocação cristã, convertendo todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar e de servir o Reino de Jesus Cristo. Dignai-Vos canonizar o Bem-aventurado Álvaro, e concedei-me por sua intercessão o favor que Vos peço... (peça-se). Ámen.

    Pai nosso, Ave-Maria, Glória.

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    Sétimo dia

    PAZ, PACIÊNCIA E MANSIDÃO

    Meditação

    «Ninguém recorda um gesto menos amável da sua parte, nem o mais pequeno movimento de impaciência diante das contrariedades, nem uma única palavra de crítica ou de protesto por alguma dificuldade» (DV).

    «O Pe. Álvaro significa para mim uma ajuda preciosa: resolve-me todas as dificuldades e, se em alguma ocasião não consigo explicar-lhe tudo o que me acontece, ele adivinha e compreende-me» (Vladimir Vince, 1946, em JM, pág. 281).

    «Era verdadeiramente um pai, [o Padre] como o chamam no Opus Dei. Sentia-se mais vontade de nos confessarmos a ele, do que de lhe fazer perguntas» (jornalista Vittorio Messori, em JM, pág. 685).

    «Tende paciência [com os outros], como o Senhor a tem connosco. Acolhei sempre a todos com afeto: que possam recorrer a vós para recuperar o entusiasmo depois de uma derrota, porque se sentem compreendidos, estimulados, queridos...» (Beato Álvaro, CP 02/10/1986).

    Pedido

    Dai-me, Senhor, a afabilidade, a compreensão e a paciência que o Beato Álvaro praticava habitualmente, e que tanto cativava todos os que o conheciam, enchendo-lhes o coração de paz.

    Concedei-me a graça de me manter sereno e de vencer a irritação, se alguém me causa um desgosto, me contradiz ou me prejudica; e a graça de ser paciente quando as coisas em que muito me empenhei demoram ou não correm como eu desejava.

    Com a vossa ajuda, desejo evitar as palavras bruscas, as reações impacientes e as reclamações. Fazei que não fale com dureza de ninguém nem me queixe asperamente de nada.

    Concedei-me cultivar, como o Beato Álvaro, a arte de “saber esperar”, que ele aprendeu tão bem de São Josemaria: não falar, não corrigir nem fazer advertências sobre erros senão depois de um tempo razoável, após ter rezado e refletido com calma.

    Rezar a oração ao Beato Álvaro

    Deus Pai misericordioso, que concedestes ao Bem-aventurado Álvaro, Bispo, a graça de ser, com a ajuda de Santa Maria, Pastor exemplar no serviço à Igreja e fidelíssimo filho e sucessor de São Josemaria, Fundador do Opus Dei, fazei com que eu também saiba corresponder com fidelidade às exigências da vocação cristã, convertendo todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar e de servir o Reino de Jesus Cristo. Dignai-Vos canonizar o Bem-aventurado Álvaro, e concedei-me por sua intercessão o favor que Vos peço... (peça-se). Ámen.

    Pai nosso, Ave-Maria, Glória.

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    Oitavo dia

    A PAZ DO CORAÇÃO QUE PERDOA

    Meditação

    «Tinha aprendido do Senhor a perdoar, a rezar pelos perseguidores, a abrir sacerdotalmente os braços, acolhendo todos com um sorriso e grande clemência cristã» (DV).

    «Ao longo desses quase quarenta anos, vi Mons. del Portillo enfrentar provações que teriam arrasado qualquer outro... O Senhor permitiu que o Opus Dei fosse objeto de calúnias, de suspeitas injustas e, às vezes, de manobras perversas. Ele tinha aprendido de São Josemaria a perdoar. Abraçava a Cruz, perdoava, calava e continuava a servir, a trabalhar» (Cardeal Giovanni Celli, em JM, pág. 687).

    D. Álvaro «pedia às pessoas da Obra [durante uma dura campanha caluniosa em alguns países da Europa] que perdoassem e compreendessem; e procurava consolá-las, com bom humor, lembrando um provérbio: “as abelhas não costumam comer os frutos piores”. Manifestava essa mesma atitude perante as dificuldades e incompreensões que eu próprio sofria» (D. J. M. Gigsen, em JM, pág. 578).

    Pedido

    Concedei-me, Senhor, a graça de Vos imitar na grandeza do perdão: «Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem» (Lc 23, 34). Que eu saiba compreender, perdoar, desculpar as palavras ou atitudes indelicadas, injustas ou ofensivas dos outros. Que siga, nesses momentos difíceis, o conselho de São Josemaria que o Beato Álvaro tão admiravelmente praticou: «Rezar, calar, trabalhar, perdoar, sorrir».

    Protegei-me, meu Deus, do rancor: de pensar, falar ou agir movido pelo ressentimento. E, se alguma vez notar esses sentimentos a perturbar o meu coração, levai-me a fazer uma boa Confissão, para obter, nesse Sacramento da misericórdia, a paz do perdão de Deus.

    Ajudai-me a saborear a felicidade que o Beato Álvaro descrevia com estas palavras: «Há poucas alegrias tão grandes como a de sentir, depois de uma Confissão bem feita, a mesma coisa que sentiu o filho pródigo: o abraço do nosso Pai Deus que nos perdoa!» (Homilia em São Paulo Extramuros, 12/04/1984).

    Rezar a oração ao Beato Álvaro

    Deus Pai misericordioso, que concedestes ao Bem-aventurado Álvaro, Bispo, a graça de ser, com a ajuda de Santa Maria, Pastor exemplar no serviço à Igreja e fidelíssimo filho e sucessor de São Josemaria, Fundador do Opus Dei, fazei com que eu também saiba corresponder com fidelidade às exigências da vocação cristã, convertendo todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar e de servir o Reino de Jesus Cristo. Dignai-Vos canonizar o Bem-aventurado Álvaro, e concedei-me por sua intercessão o favor que Vos peço... (peça-se). Ámen.

    Pai nosso, Ave-Maria, Glória.

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    Nono dia

    TRANSMITIR PAZ AOS OUTROS

    Meditação

    «Uma das características fundamentais [de D. Álvaro del Portillo] era ter paz e transmitir paz. Por tanto, era um autêntico exemplo ver como perante qualquer contrariedade ou notícia mais ou menos dolorosa, em circunstâncias em que normalmente as pessoas se revoltariam, reagia sempre com sentido sobrenatural, deixando nas mãos de Deus o que tinha acontecido» (Mons. Tomás Gutiérrez, Depoimento).

    «Uma das coisas que mais chamavam a atenção na personalidade e na vida de D. Álvaro del Portillo era a sua serenidade, a sua paz interior. Tinha paz e comunicava paz» (J. L. Soria, Relação testemunhal).

    «Se fordes compreensivos, otimistas, constantes; se continuardes a semear paz e alegria à vossa volta, tende a certeza de que acabareis por vencer as dificuldades que se apresentarem, e levantareis Cristo bem alto, no cume das atividades humanas» (Beato Álvaro, CP 02/10/1986).

    Pedido

    Fazei, meu Deus, que – a exemplo do Beato Álvaro – deseje para todos «a paz que vem de Deus, a que Cristo trouxe à terra, a paz que o mundo não pode dar. Uma paz que resulta da união com Deus em todos os nossos pensamentos, palavras e ações» (Beato Álvaro, CP 01/10/1989).

    Que não me esqueça nunca de que, como dizia o Beato Álvaro, «a paz é um dos frutos da presença do Espírito Santo nas nossas almas. Teremos paz e poderemos difundi-la à nossa volta se tivermos intimidade com o Paráclito, se quisermos cumprir sinceramente tudo aquilo que Ele nos pede» (Ibid.).

    Senhor, por intercessão da Virgem Santíssima, Rainha da Paz, fazei que eu seja neste mundo um portador da paz de Cristo aos corações dos outros (cf. Mt 5, 9). Que viva a união com Deus de tal maneira que se possa dizer de mim o que se diz do Beato Álvaro: «Nunca deixava de ter um sorriso franco, cheio de carinho, que efetivamente comunicava alegria e paz» (JM, pág. 197).

    Rezar a oração ao Beato Álvaro

    Deus Pai misericordioso, que concedestes ao Bem-aventurado Álvaro, Bispo, a graça de ser, com a ajuda de Santa Maria, Pastor exemplar no serviço à Igreja e fidelíssimo filho e sucessor de São Josemaria, Fundador do Opus Dei, fazei com que eu também saiba corresponder com fidelidade às exigências da vocação cristã, convertendo todos os momentos e circunstâncias da minha vida em ocasião de Vos amar e de servir o Reino de Jesus Cristo. Dignai-Vos canonizar o Bem-aventurado Álvaro, e concedei-me por sua intercessão o favor que Vos peço... (peça-se). Ámen.

    Pai nosso, Ave-Maria, Glória.


    Abreviaturas da bibliografia citada na Novena

    DV – Decreto sobre virtudes: Congregação para as Causas dos Santos – «Decreto sobre as virtudes do Servo de Deus Álvaro del Portillo y Diez de Sollano, Bispo titular de Vita e Prelado da Prelatura da Santa Cruz e Opus Dei. Dado em Roma, no dia 28 do mês de junho do ano do Senhor de 2012».

    JM – Javier Medina Bayo: «Álvaro del Portillo – Un hombre fiel», Ed. Rialp, Madrid 2012.

    SB – Salvador Bernal: «Recordando Álvaro del Portillo», tradução de Fernanda Real, Ed. Diel, Lisboa 1999.

    CP – Carta pastoral de D. Álvaro del Portillo [O livro de José Antonio Loarte, Como Sal y como Luz. Selección de textos sobre la vida cristiana, Ed. Procodes, Bogotá (Colômbia) 2013, é a fonte principal das citações das Cartas pastorais do Beato Álvaro].

    CR – Texto publicado de uma conferência pronunciada por Mons. Fernando Ocáriz, [então] Vigário Geral do Opus Dei, no congresso realizado em Roma, de 12 a 14 de março de 2014, por ocasião do centenário de nascimento de D. Álvaro del Portillo.

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    Com aprovação eclesiástica