Mensagem do Prelado (24 de fevereiro de 2026)

O prelado do Opus Dei convida-nos a dispor o coração nesta Quaresma para responder com generosidade à vontade de Deus.

Queridíssimos: que Jesus me guarde as minhas filhas e os meus filhos!

Há poucos dias, iniciámos a Quaresma. Ao longo destas semanas, a liturgia da Igreja convida-nos a pedir a Deus «um coração contrito e arrependido» (Sl 51, 19) e, ao mesmo tempo, confiante na sua infinita misericórdia. Este tempo é uma oportunidade especial para nos centrarmos novamente em Cristo e para nos inflamarmos mais no desejo de que o mundo inteiro se purifique e regresse a Ele.

A graça deste tempo litúrgico, se estivermos com o coração bem disposto, fará com que avancemos no nosso seguimento do Senhor. São Josemaria encorajava-nos a viver o tempo da Quaresma com uma resposta cada vez mais generosa à vontade de Deus. «É precisa, sem dúvida, uma outra mudança, uma lealdade maior, uma humildade mais profunda, de modo, que, diminuindo o nosso egoísmo, cresça em nós Cristo, pois illum oportet crescere, me autem minui, é preciso que Ele cresça e que eu diminua» (Cristo que passa, n. 58).

A Quaresma é tempo de penitência. Leão XIV propõe uma forma de abstinência especialmente necessária nestes tempos. «Esforcemo-nos por aprender a medir as palavras e a cultivar a gentileza: na família, entre amigos, nos locais de trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos, nos meios de comunicação social, nas comunidades cristãs. Assim, muitas palavras de ódio darão lugar a palavras de esperança e paz» (Mensagem para a Quaresma 2026). Unamo-nos a este desejo do Santo Padre, procurando ser instrumentos de unidade, semeadores de paz e alegria em todos os ambientes em que nos movemos.

Como sabeis, no passado dia 16 tive a alegria de ser recebido pelo Papa. Peçamos à Santíssima Virgem Maria que abençoe abundantemente o seu ministério ao serviço da Igreja e de todo o mundo.

Com todo o afeto, abençoa-vos

o vosso Padre

Fernando Ocáriz

Roma, 24 de fevereiro de 2026