Aconselho-te que faças, se o não fizeste ainda, a tua experiência particular do amor materno de Maria. Não basta saber que Ela é Mãe, considerá-la deste modo, falar assim d'Ela. É tua Mãe e tu és seu filho; quer-te como se fosses o seu único filho neste mundo. Trata-a de acordo com isso: conta-lhe tudo o que te acontece, honra-a, ama-a. Ninguém o fará por ti, tão bem como tu, se tu não o fizeres.
(Amigos de Deus, n. 293)
Mãe! – Chama-a bem alto. – Ela, a tua Mãe Santa Maria, escuta-te, vê-te em perigo talvez, e oferece-te, com a graça do seu Filho, o consolo do seu regaço, a ternura das suas carícias. E encontrar-te-ás reconfortado para a nova luta.
(Caminho, n. 516)
A lição mais importante
Maria é Mãe da ciência, porque com Ela se aprende a lição que mais importa: que nada vale a pena se não estamos junto do Senhor, que de nada servem todas as maravilhas da terra, todas as ambições satisfeitas, se no nosso peito não arde a chama de amor vivo, a luz da santa esperança, que é uma antecipação do amor interminável, na nossa Pátria definitiva.
(Amigos de Deus, n. 278)
– Não me deixes, Mãe!: faz com que procure o teu Filho; faz com que encontre o teu Filho; faz com que ame o teu Filho… com todo o meu ser!
Lembra-te, Senhora, lembra-te.
(Forja, n. 157)
– Minha Mãe do Céu, faz com que eu regresse ao fervor, à entrega, à abnegação: numa palavra, ao Amor.
(Forja, n. 162)
O amor à nossa Mãe será sopro que transforme em lume vivo as brasas de virtude que estão ocultas sob o rescaldo da tua tibieza.
(Caminho, n. 492)
Antes, só, não podias… – Agora, recorreste à Senhora, e, com Ela, que fácil!
(Caminho, n. 513)
Filhos “interessados” diante da nossa Mãe
Meditemos frequentemente tudo o que temos ouvido sobre a nossa Mãe numa oração sossegada e tranquila. E, como resultado, ir-se-á gravando na nossa alma uma espécie de compêndio, para recorrermos a Ela sem vacilar, especialmente quando não tivermos outro apoio. Não será isto interesse pessoal da nossa parte? Certamente que o é. Mas, porventura, não sabem as mães que os filhos são geralmente um pouco interesseiros e que com frequência se dirigem a elas como último remédio? Sabem-no e não se importam. Por isso são mães e o seu amor desinteressado percebe – no nosso aparente egoísmo – o nosso afeto filial, a nossa confiança inabalável.
Não pretendo – nem para mim, nem para vós – que a nossa devoção a Santa Maria se limite a estas invocações prementes. Acho, no entanto, que não deve humilhar-nos que nos aconteça isso alguma vez. As mães não contabilizam os pormenores de carinho que os seus filhos lhes demonstram, não pesam nem medem com critérios mesquinhos. Uma pequena demonstração de amor, saboreiam-na como se fosse mel e acabam por conceder muito mais do que receberam. Se assim fazem as mães boas da terra, imaginai o que poderemos esperar da nossa Mãe, Santa Maria!
(Amigos de Deus, n. 280)
Não estás só
Não estás só. – Aceita com alegria a tribulação. – É verdade, pobre menino, que não sentes na tua mão a mão de tua Mãe. – Mas… não tens visto as mães da terra, de braços estendidos, seguir os seus pequenos quando se aventuram, receosos, a dar os primeiros passos sem a ajuda de ninguém? – Não estás só; Maria está ao pé de ti.
(Caminho, n. 900)
Dar-te-ei um conselho que não me cansarei de repetir às almas: que ames com loucura a Mãe de Deus, que é Nossa Mãe.
(Forja, n. 77)

Diz: Minha Mãe (tua, porque és seu por muitos títulos), que o teu amor me prenda à Cruz do teu Filho; que não me falte a Fé, nem a valentia, nem a audácia, para cumprir a vontade do nosso Jesus.
(Caminho, n. 497)
Se estás orgulhoso de ser filho de Santa Maria, pergunta-te: quantas manifestações de devoção a Nossa Senhora tenho durante o dia, da manhã à noite?
(Forja, n. 433)
Serás o cristão que sonhas ser
Quanto cresceriam em nós as virtudes sobrenaturais se conseguíssemos verdadeira devoção a Maria, que é Nossa Mãe! Não nos importemos de lhe repetir durante todo o dia – com o coração, sem necessidade de palavras – pequenas orações, jaculatórias. A devoção cristã reuniu muitos desses elogios carinhosos na Ladainha que acompanha o Santo Rosário. Mas cada um de nós tem a liberdade de os aumentar, dirigindo-lhe novos louvores, dizendo-lhe o que – por um santo pudor que Ela entende e aprova – não nos atreveríamos a pronunciar em voz alta.
Asseguro-te que, se empreenderes este caminho, encontrarás imediatamente todo o amor de Cristo; e ver-te-ás metido na vida inefável de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Conseguirás forças para cumprir bem a Vontade de Deus, encher-te-ás de desejos de servir todos os homens. Serás o cristão que às vezes sonhas ser: cheio de obras de caridade e de justiça, alegre e forte, compreensivo com os outros e exigente contigo mesmo.
(Amigos de Deus, n. 293)
