Na audiência de 22 de outubro de 2016 o Papa Francisco afirmou: “o diálogo derruba os muros das divisões e incompreensões; cria pontes de comunicação e não permite que alguém se isole”.
Refletir sobre as condições, os caminhos, e as possibilidades concretas para o diálogo no atual contexto de diversidade foi o objetivo de dois encontros, um em Sintra e outro em Miramar, que incluíram conferências, palestras e workshops.
Os participantes nestes encontros foram maioritariamente cooperadoras do Opus Dei.
EM SINTRA
Na mesa redonda sobre o tema “O diálogo derruba muros?” Fátima Carioca, dean da AESE Business School, assegurou que “o diálogo é sempre necessário não só para derrubar muros, mas sobretudo para criar pontes”.
Conceição Zagalo, presidente do GRACE-Cidadania Empresarial, e vários anos membro da administração de uma empresa informática multinacional, realçou a importância das parcerias na busca de soluções de melhoria social, e o valor essencial da “confiança, abertura e compromisso” no trabalho.
Para Graça Franco, directora de informação da Rádio Renascença, os media denotam uma preocupação crescente pelos relacionamentos humanos, e o impacto da “concorrência feroz das tecnologias”. “O diálogo é empatia, mesmo sem palavras”, destacou a jornalista.
Num workshop prático sobre “Como defender a fé sem levantar a voz?”, Pedro Gil, director do gabinete de imprensa do Opus Dei em Portugal, sublinhou que “para não cair em mera manipulação, a comunicação tem de estar sempre ligada à verdade”.
Numa palestra final a psicóloga Alexandra Chumbo abordou a importância da empatia e da escuta na amizade e destacou que “em todas as pessoas há algo de bem, pelo que é possível aprender sempre qualquer coisa e encontrar valores positivos”. Além disso, afirmou, “é fundamental o silêncio e a escuta”.
EM MIRAMAR

Para Rita Lobo Xavier, professora na Faculdade de Direito da Universidade Católica, no diálogo importa focar-se mais no seu processo do que no seu resultado. “O diálogo é acima de tudo relacionamento”, isto é, “pois o diálogo só se realiza quando deixamos de estar centrados naquilo que nos é próprio para nos abrirmos aos outros”.
Manuela Gomes, membro da direcção jurídica da Câmara Municipal do Porto, alertou para o perigo da situação inversa: quando nos centramos “muito no nosso desempenho, na nossa situação pessoal, e isso levanta barreiras à relação, ou seja, ao diálogo”.
A professora da Faculdade de Enfermagem, Teresa Tomé Ribeiro, destacou uma caraterística principal do diálogo: “a capacidade de se deixar surpreender pelo outro, de desenvolver a curiosidade pela outra pessoa”.
No workshop “Como defender a Fé sem levantar a voz”, João Franco Reis, assessor de Imprensa, realçou a importância de, no diálogo público e mediático, “se evitar julgar pelas aparências, e a preocupação por ter uma mensagem abrangente que faça sentido a um grande número de pessoas”
A sessão final esteve a cargo de Teresa Sarmento, médica no Hospital de Vila Real, que falou sobre a empatia na amizade. “Amigo é aquele que pergunta ‘como é que tu estás?’ e espera pela resposta”. Isso implica o “esforço de se deixar guiar pelo outro no que ele nos está a dizer”. “Ao escutar estamos a aprender muito sobre a pessoa a quem ouvimos”, evidenciou.
OS COOPERADORES
Os cooperadores são aquelas pessoas, homens ou mulheres, que, não fazendo parte da Prelatura do Opus Dei, desejam, com essa nomeação, ligar-se e colaborar de alguma forma na acção evangelizadora do Opus Dei. Podem ser cooperadores: católicos, cristãos não católicos, pessoas de outras religiões, ou sem religião. Pode ver mais informação aqui.