15 de setembro: Nossa Senhora das Dores

Evangelho da Festa de Nossa Senhora das Dores e comentário sobre o Evangelho

Opus Dei - 15 de setembro: Nossa Senhora das DoresFoto: Policraticus/ Cathopic

Evangelho (Jo 19, 25-17)

Perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena.

Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”.

Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”.

Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.


Comentário

Teremos contemplado muitas vezes, em um quadro ou em nossa imaginação, a cena do Evangelho de hoje: Jesus na Cruz e, a seus pés, a sua Mãe, as santas mulheres e o discípulo amado. Ainda tem lugar para nós, que também somos discípulos amados, fiéis ao Mestre em sua hora.

Jesus chama sua mãe de “mulher”, como fez nas Bodas de Caná. Ela é a Nova Eva. A primeira Eva também foi chamada de “mulher”, mas, enganada pela serpente, ela desobedeceu ao mandato divino. Mesmo assim, Deus prometeu que a mulher se oporia à serpente, pois um descendente dela, Jesus, esmagaria a sua cabeça. Então começou uma luta da qual fala o livro do Apocalipse: “E o dragão se irritou contra a Mulher e foi fazer guerra ao resto de sua descendência, aos que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12,17), em suma, aos discípulos. Não há poder capaz de derrotar um discípulo que permanece de pé, ao lado da Mãe de Jesus.

São João Paulo II lembrava de Maria, peregrina silenciosa rumo a “noite da fé”[1]. Como não aplicar a ela as palavras da Escritura: “olhai e julgai se existe dor igual à dor que me atormenta” (Lm 1,12)? No Gólgota, Maria sente a espada que atravessa a sua alma, anunciada pelo velho Simeão. E, em união com a obra redentora do Filho, ela se torna a Mãe que dá à luz todo cristão, todo discípulo de Jesus. Hoje, podemos dizer à nossa Mãe as palavras que a liturgia aplica a ela, extraídas das Escrituras, quando o povo exaltou Judite que salvou Israel do poder do inimigo babilônico: “Tu és a glória de Jerusalém, Tu és a alegria de Israel, tu és a honra de nosso povo” (Jd 15,9). O amor à Mãe obtém para nós a graça abundante de sermos fiéis aos mandatos de Cristo e nos liberta das armadilhas do maldito[2].


[1] São João Paulo II, Redemptoris Mater, 17.

[2] São Josemaria, Caminho, nº 493.