O caminho da libertação: do pecado à graça

O pecado entrou na humanidade através de um exercício errado da liberdade, mas o “faça-se em mim segundo a tua palavra” que Maria pronunciou, abriu uma nova etapa na História: o Filho de Deus desceu à terra para dar a vida em um ato supremo de liberdade, porque se originou no Amor.

Opus Dei - O caminho da libertação: do pecado à graça

Depois que Adão e Eva comeram do fruto da árvore proibida, o Senhor “tendo expulsado o homem, postou a oriente do jardim do Éden os querubins, com a espada fulgurante a cintilar, para guardarem o caminho da árvore da vida”. (Gen 3,24) O drama da história humana começou: o homem e a mulher caminhariam como exilados de sua verdadeira pátria, que se caracterizava pela comunhão com Deus. Dante expressa isso lindamente no início de sua Divina Comédia: “À metade do caminho da vida, / em uma selva escura eu estava / porque o meu caminho se havia extraviado”[1]. No entanto, esta caminhada não é uma noite sem luz: o Senhor também anunciou uma esperança: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gen 3,15). A vinda de Cristo marcaria a passagem do pecado para a vida da graça.

A “culpa” original

É o conhecimento de Deus que dá origem ao sentido do pecado, e não o contrário. Nós não vamos entender o pecado original e as suas consequências, enquanto não percebermos, primeiro, a bondade de Deus ao criar o homem, assim como a grandeza do seu destino. O Catecismo da Igreja Católica afirma: “O primeiro homem não só foi criado bom, como também foi constituído num estado de amizade com o seu Criador, e de harmonia consigo mesmo e com a criação que o rodeava: amizade e harmonia tais, que só serão ultrapassadas pela glória da nova criação em Cristo”[2].

É o conhecimento de Deus que dá origem ao sentido do pecado.

O pecado de Adão e Eva introduziu uma ruptura fundamental na unidade interna do ser humano. A submissão da vontade humana à Vontade divina, que era a pedra de apoio do arco das faculdades corporais e espirituais da natureza humana, foi quebrada pela desobediência a Deus. Então, ao remover o apoio, o arco inteiro desmoronou. Como consequência, “a harmonia em que se encontravam, estabelecida graças à justiça original, fica destruída; o domínio das faculdades espirituais da alma sobre o corpo se quebra (cf. Gen 3, 7)[3]“.

Este primeiro pecado é chamado pecado original, e é transmitido, juntamente com a natureza humana, de pais para filhos, com a única exceção, por privilégio de Deus, de uma pessoa: Nossa Senhora. “Pela desobediência de um único homem, todos eles foram constituídos pecadores” (Rom 5,19), diz São Paulo. Certamente, essa realidade é difícil de entender, até um pouco escandalosa para a consciência atual: “Eu não fiz nada, por que tenho que carregar esse pecado?”

O Catecismo da Igreja Católica aborda esta questão: “É um pecado que será transmitido por propagação a toda a humanidade, isto é, pela transmissão de uma natureza humana privada de santidade e justiça originais. Portanto, o pecado original é chamado “pecado” de maneira análoga[4]: é um pecado ‘contraído’ e não ‘cometido’, um estado e não um ato”[5]. Refletindo sobre isso Ronald Knox escreveu que “evitaríamos muito trabalho se combinássemos de chamar o pecado original de culpa original. Porque o pecado, de acordo com a mentalidade do homem comum, é algo que ele mesmo comete, e a culpa é algo que pode corresponder a ele sem qualquer falta de sua parte”[6].

E é isso o que acontece com o pecado original: nossos primeiros pais pecaram e, ao fazê-lo, perderam a santidade e a justiça originais que Deus lhes havia dado e sua natureza foi “ferida em suas próprias forças naturais, submetida à ignorância, sofrimento e domínio da morte e inclinados ao pecado”[7]. E como que ninguém pode deixar como herança o que já não possui, Adão e Eva não puderam deixar-nos o que eles perderam: aquele estado de santidade e justiça original, e uma natureza sem corrupção. Eles nos transmitiram a sua natureza como ela era naquele momento: ferida pelo pecado. É por isso que Santo Agostinho escreveu: “é que deles nada podia nascer diferente deles. Realmente, a magnitude da sua falta acarretou uma sanção que alterou para pior a sua natureza: o que não passava de uma pena para os primeiros homens pecadores, tornou-se natureza para todos os seus descendentes”[8].

Assim, o pecado original é a causa do estado em que nos encontramos pela má herança recebida e, como afirma o Catecismo, “o pecado original não tem, em qualquer descendente de Adão, caráter de falta pessoal”[9]. Mas todos nós viemos ao mundo afetados pelas suas consequências: certa ignorância na inteligência, uma vida marcada pelo sofrimento, subordinados ao império da morte, a vontade inclinada ao pecado e as paixões desordenadas. Qualquer pessoa tem experiência dessa desagregação, dessa incoerência, dessa fraqueza interna.

Todos nós viemos ao mundo afetados pelas consequências do pecado original, qualquer pessoa tem experiência dessa desagregação, dessa incoerência, dessa fraqueza interna.

Quantas vezes já nos propusemos algo que depois não fizemos: fazer uma dieta necessária para a saúde, dedicar diariamente um tempo para aprender um idioma, tratar os filhos com mais doçura, não se chatear com os pais ou cônjuge, não reclamar do trabalho, ajudar uma pessoa pobre ou doente, acompanhar com generosidade os mais vulneráveis, falar bem dos outros e alegrar-nos com os seus sucessos, olhar para o mundo e para as pessoas com um coração limpo… Sem mencionar as situações em que fazemos exatamente o que não queremos: deixamo-nos levar por uma explosão de ira injustificada, sucumbimos à preguiça em vez de servir com amor, desculpamo-nos com uma mentira para não ficar mal, cedemos à curiosidade na internet…

Experimentamos também a tirania do desejo que, buscando com veemência um bem aparente, particular e limitado (um prazer, um privilégio, o poder, a fama, o dinheiro, etc.), arrasta em sua direção uma vontade enfraquecida, e a desvia do bem íntegro e verdadeiro da pessoa (a felicidade, a vida com Deus) que deveria perseguir. Da mesma forma, a inteligência, luz para indicar o verdadeiro fim, fica obscurecida e corre o risco de se tornar um simples instrumento para obter o que uma vontade escravizada pelo desejo já tinha decidido procurar.

Mas nem tudo é amaldiçoado no ser humano, longe disso. A natureza humana não está totalmente corrompida, conserva a sua bondade essencial. Nós viemos ao mundo com as “sementes” de todas as virtudes, chamados a desenvolver-nos com a ajuda dos outros, com o exercício da nossa liberdade e com a graça de Deus. Na verdade, a virtude corresponde mais ao que verdadeiramente somos do que o pecado, porque este último é sempre um ato contra a natureza, um “ato suicida” [10]. Bento XVI o expressava assim: “Diz-se: ele mentiu, é humano. Ele roubou, é humano. Mas isso não é realmente humano. Humano é ser generoso. Humano é ser bom. Humano é ser um homem de justiça”[11].

Da escravidão à libertação

Na raiz de todo pecado está uma dúvida sobre Deus, a suspeita de que talvez não nos ame ou não possa nos fazer felizes: ‘É tão bom como diz ser? Não estará nos enganando?’. “É verdade que Deus vos disse: ‘Não comais de nenhuma das árvores do jardim?’” (Gen 3,2), diz a serpente a Eva. E quando ela responde que não é assim, que somente estão proibidos de comer da árvore que está no meio do jardim para não morrer, a serpente semeia o veneno da desconfiança em seu coração: “De modo algum morrereis. Pelo contrário, Deus sabe que, no dia em que comerdes da árvore, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal” (Gen 3,4-5). Na verdade, por trás dessa falsa promessa de liberdade infinita, de autonomia absoluta da vontade (impossíveis para uma criatura), se esconde uma grande mentira. Porque ao tentar nos virarmos sozinhos, sem nos apoiarmos em Deus, aparece o séquito do mal, que nos escraviza e nos prende porque nos impede de ser felizes com Deus.

O pecado pode aparecer porque somos livres, ele vive dessa liberdade, mas termina por matá-la. Promete muito, mas dá apenas dor. É um engano que nos converte em “escravos do pecado” (Rom 6,17). Por isso: “o mal não é uma criatura, mas se assemelha a uma planta parasita. Ele vive do que tira dos outros e no final se mata, como faz a planta parasita quando toma posse de seu hospedeiro e o aniquila”[12].

O pecado entrou na humanidade por um exercício errado da liberdade, porém o remédio para ele e o começo de uma nova vida também entraram por uma decisão livre. O “faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38), que Nossa Senhora pronunciou de uma forma totalmente livre, abre uma nova etapa na história, a plenitude dos tempos.

Assim, o Filho de Deus desceu à terra para entregar a sua vida em um ato supremo de liberdade, por estar originado no amor: “Meu Pai, se possível, que este cálice passe de mim. Contudo, não seja feito como eu quero, mas como tu queres” (Mt 26,39). E agora isso nos eleva, para que possamos responder – porque queremos de verdade – a esse convite para viver a “gloriosa liberdade dos filhos de Deus” (Rom 8:21).

É justamente com a nossa liberdade de filhos de Deus que podemos voltar a deixar-nos olhar e curar pelo Senhor, dirigindo-nos com humildade a Ele, que nos renova interiormente com a sua graça. Aprendemos assim que “a vontade de Deus não é uma lei imposta de fora para o homem, que o obriga, mas a medida intrínseca de sua natureza, uma medida que está inscrita nele e faz dele uma imagem de Deus, e assim, uma criatura livre”[13]. Na verdade, Deus é o fiador da nossa liberdade. É livre quem se deixa amar por Deus, quem não desconfia, quem acredita no seu Amor. Com a fé desaparecem os limites impostos pela dúvida, falsidade, cegueira e a falta de sentido. Com a esperança, derrubam-se o medo, o desânimo, a inquietação e a culpa que nos infernizam. Com a caridade, deixamos para trás o egoísmo, a ganância, a autorreferência, as frustrações e a amargura que reduzem a medida da nossa vida.

A graça de Deus

A resposta de Deus a nossos pecados é a Encarnação e Redenção de Nosso Senhor Jesus Cristo

São João Paulo II escreveu em seu último livro que “a redenção é o limite divino imposto ao mal pela simples razão de que nele o mal é radicalmente derrotado para sempre pelo bem, o ódio pelo amor, a morte pela ressurreição”[14]. A resposta de Deus a nossos pecados é a Encarnação e Redenção de Nosso Senhor Jesus Cristo. “Jesus Cristo foi entregue pelos nossos pecados” (Rom 4:25), afirma São Paulo. Ele nos reconcilia com Deus, nos liberta da escravidão do pecado e nos concede o dom da graça: “um dom gratuito de Deus, pelo qual Ele nos faz participantes em sua vida Trinitária e capaz de agir por amor a Ele”[15]. Nós não devemos nos acostumar com esta realidade: a graça é um dom imerecido, uma participação na vida divina, introduz-nos na intimidade amorosa de Deus e nos torna capazes de agir de uma nova maneira: como filhos de Deus.

A graça é muito mais abundante do que o pecado: “onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Rom 5,20). E muito mais forte. Em um famoso romance literário, a protagonista vai ao confessionário e, uma vez lá, manifesta seu pecado qualificando-o como muito grave. A resposta que ele ouve do confessor é esta: “Não, minha filha” – dizia com calma e quase friamente –, “você não ofendeu a Deus mais gravemente do que uma infinidade de pessoas: seja humilde mesmo na confissão de seu pecado! Grande, em sua vida, foi apenas a Graça. Somente a Graça é sempre grande. O pecado em si, seu próprio pecado, é pequeno e comum”[16]. Por isso São Josemaria podia afirmar: “Nosso Pai do Céu perdoa qualquer ofensa quando o filho volta de novo para Ele, quando se arrepende e pede perdão. Nosso Senhor é de tal modo Pai, que prevê os nossos desejos de sermos perdoados e a eles se antecipa, abrindo-nos os braços com a sua graça”[17]. Uma graça que nos é concedida abundantemente na oração e nos sacramentos. E que é recuperada no sacramento da Penitência[18] se a perdemos pelo pecado grave.

Um dos hinos da Liturgia das Horas diz: “Cura, Senhor, com o orvalho da tua graça, as feridas da nossa alma doente, para que, sufocando os maus desejos, deplore seus pecados com lágrimas”[19]. A Graça cura as feridas de pecado em nossa alma: identifica a vontade humana com a Vontade Divina por meio do amor de Deus, ilumina a inteligência através da fé, ordena paixões ao verdadeiro fim do homem e sujeito à razão, etc. Em uma palavra: é o remédio de todo o nosso ser. Resumindo: “Nada é melhor no mundo do que estar em graça de Deus”[20].

Talvez algumas pessoas se perguntem: “Se a graça de Deus é tão poderosa, por que não tem efeitos mais decisivos sobre as pessoas?”. Outra vez tropeçamos com o mistério da liberdade humana. A graça “previne, prepara e desperta a livre resposta do homem”[21], mas não força essa liberdade. “Quem te criou sem ti não te salvará sem ti”[22], sentenciou Santo Agostinho. Temos à nossa disposição uma usina nuclear com milhares de megawatts, mas temos que conectar a rede da nossa casa, se quisermos que essa energia nos ilumine, aqueça e sirva de proveito. Temos que receber a graça com humildade, gratidão e arrependimento dos nossos pecados e lutar com amor para seguir humildemente os seus impulsos. Sem nunca perder de vista, como o Papa Francisco nos lembra, que “essa luta é muito bonita, porque nos permite celebrar cada vez que o Senhor vence em nossa vida”[23]. Vamos evitar assim, todos os sinais de voluntarismo, conscientes da absoluta prioridade da graça na nossa vida.

"Deus irrompeu na história de uma forma muito mais suave do que gostaríamos. Mas essa é a resposta para a liberdade" (Card. Ratzinger).

Mas acontece que, além disso, “nesta vida as fraquezas humanas não são curadas completamente e definitivamente pela graça”[24]. “A graça, justamente porque supõe a nossa natureza, não nos transforma de repente em super-homens. Pretender isso seria confiar demais em nós mesmos (...). Porque se não notarmos nossa realidade concreta e limitada, não poderemos ver os passos reais e possíveis que o Senhor nos pede a cada momento, depois de nos ter capacitado e cativado com seu dom. A graça atua historicamente e, normalmente, nos toma e nos transforma de forma progressiva. Portanto, se rejeitamos esta maneira histórica e progressiva, de fato, podemos chegar a negá-la e bloqueá-la, ainda que a exaltemos com nossas palavras”[25]. Deus é delicado e respeitoso conosco. Assim refletia o cardeal Ratzinger certa vez: “Creio que Deus irrompeu na história de uma forma muito mais suave do que gostaríamos. Mas essa é a resposta para a liberdade. E se queremos e aprovamos que Deus respeite a liberdade, devemos respeitar e amar a suavidade das suas mãos”[26], que é o mesmo que amar a suavidade de sua graça.

José Brage
Tradução: Mônica Diez

Bibliografia sobre o pecado e a graça
Leituras recomendadas:

- Catecismo da Igreja Católica nºs 374-421 1846-1876 e 1987-2029.

- Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, nºs. 72-78 e 422-428.

- São João Paulo II, Exort. Ap. Reconciliação e Penitência (2-XII-1984).

- Concilio Vaticano II, Constituição pastoral “Gaudium et spes” (7-XII-1965), nºs. 13 e 37.

- Bento XVI, Homilia (8-XII-2005); Discurso aos alunos do Colégio Universitário Santa Maria de Twickenham, Londres, 17-IX-2010; Encontro com os párocos da diocese de Roma, 18 de fevereiro de 2010.

- Francisco, ex. Ap. Gaudete et exultate (19-III-2018), nºs. 47-62 e 158- 165. Palavras na visita a Auschwitz, 29 de agosto de 2016. Palavras da janela da sede da Arquidiocese de Cracóvia.

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- Joseph Ratzinger, Criação e pecado; Deus e o mundo, pag. 106-130: “Sobre a criação”.

- Santo Agostinho, A Cidade de Deus, Livros XIII y XIV: “A morte como pena do pecado” e “O pecado e as paixões”.

- Santiago Sanz, A elevação sobrenatural e o pecado original em Resumos dos ensinamentos Católicos”, tema 7 (www.opusdei.org.br).

- Juan Luis Lorda, Antropología teológica, EUNSA, Barañáin 2009, pag. 287-438.

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- Ronald Knox, A torrente oculta.

-Thomas Merton, A montanha dos sete patamares.

- Dante Alighieri, A divina comédia.

- Evelyn Waugh, O retorno a Brideshead.



[1] DANTE ALIGHIERI, Divina comedia, Inferno, Canto I, 1-3.

[2] Catecismo da Igreja Católica, nº 375.

[3] Catecismo da Igreja Católica, nº 400.

[4] Convém aqui entender bem o conceito de analogia: é a relação de semelhança entre coisas diferentes. Aplicado ao nosso caso: A queda original tem semelhança com o pecado, mas é diferente do pecado original.

[5] Catecismo da Igreja Católica, nº 404.

[6] KNOX, R., A torrente oculta.

[7] Catecismo da Igreja Católica, nº 405.

[8] SANTO AGOSTINHO, A Cidade de Deus, Livro XIII, III, 1.

[9] Catecismo da Igreja Católica, nº 405.

[10] SÃO JOÃO PAULO II, Exort. Ap. Reconciliação e Penitência (2-XII-1984), nº 15.

[11] BENTO XVI, Encontro com os párocos da diocese de Roma, 18-II-2010.

[12] RATZINGER, J., Dios y el mundo, Galaxia Gutemberg, Barcelona 2002, p. 120.

[13] BENTO XVI, Homilia, 8-XII-2005.

[14] SÃO JOÃO PAULO II, Memória e Identidade, 2004 nº 15.

[15] Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, nº 423.

[16] LE FORT, G. Von, El velo de Verónica, Encuentro, Madrid 1998, p. 314.

[17] SÃO JOSEMARIA, É Cristo que passa, nº 64.

[18] Cfr. Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, nº 310.

[19] Hino latino de Vésperas da terça-feira da XXV semana do Tempo Comum.

[20] SÃO JOSEMARIA, Caminho, nº 286.

[21] Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, nº 425.

[22] Sermão 169, 13.

[23] FRANCISCO, Ex. Ap. Gaudete et exultate (19-III-2018), nº. 158.

[24] Ibidem, nº 49.

[25] Ibidem, nº 50.

[26] RATZINGER, J., O sal da terra.