O Prelado visitou Metro Achievement Center e Midtown Center em Chicago

Mons. Fernando Ocáriz esteve em dois centros que oferecem formação a jovens de Chicago e suas famílias.

Opus Dei - O Prelado visitou Metro Achievement Center e Midtown Center em Chicago

CHICAGO - NOVA IORQUE

CHICAGO

Segunda-feira, 15 de julho

Mons. Fernando Ocáriz visitou o Metro Achievement Center, um centro educacional para meninas que oferece apoio escolar e outras atividades de formação para famílias em risco de exclusão social na cidade de Chicago.

Durante a visita às instalações, algumas alunas de um programa de engenharia mostraram ao prelado os projetos em que estão trabalhando. Petra e Ernestina, que lançaram esta iniciativa social há 30 anos, contaram-lhe algumas lembranças dos primeiros anos e agradeceram o trabalho dos sacerdotes da prelazia, aos quais está confiada a atenção espiritual desta iniciativa.

Depois, o prelado visitou Midtown Center, uma iniciativa de educação extracurricular voltada para jovens dos bairros periféricos de Chicago. Midtown oferece aulas de reforço escolar, esportes, programas de desenvolvimento do caráter e tutoria individual. Os pais das crianças recebem apoio por meio de palestras e aconselhamento individual.

Alguns dos 400 meninos que participam das atividades de verão receberam o prelado no ginásio, onde conversou com os responsáveis e voluntários das iniciativas que estão em andamento. Mons. Ocáriz também se encontrou com a família de Melissa Villalobos, cuja cura médica foi reconhecida como o milagre na causa de canonização de John Henry Newman.

O prelado foi rezar na igreja de Santa Maria de Los Angeles, ao lado de Midtown. A paróquia foi confiada aos sacerdotes do Opus Dei em 1991 pelo então arcebispo de Chicago, o cardeal Joseph Bernardin.

Domingo, 14 de julho

No dia 14 de julho, Mons. Fernando Ocáriz realizou dois encontros em Chicago com jovens e adultos que frequentam os meios de formação cristã oferecidos pelo Opus Dei. Aos primeiros, em sua maioria estudantes do ensino médio e dos primeiros anos da universidade, lembrou que a formação cristã que recebem nos centros da Obra através da catequese, meditações, conversas com sacerdotes e leigos ... não é apenas algo individual, mas deve levá-los a contagiar a fé a todas as pessoas ao seu redor.

Joe, ex-aluno do Northridge College, perguntou ao prelado como compartilhar a fé cristã na universidade. "Com amizade" - foi a resposta. São Josemaria dizia que o apostolado na Igreja tem muitas modalidades. Mas existe uma maneira fundamental de transmitir a fé, que é o relacionamento pessoal, a verdadeira amizade. Quando há amizade, e não apenas um conhecimento superficial, você pode compartilhar o que tem dentro de si, os seus próprios pensamentos, os desejos e também as dificuldades".

"Como se pode encontrar - sem medo - a própria vocação? Matt perguntou a Mons. Ocáriz: "É natural ter um certo medo ou dúvida sobre o futuro quando você quer tomar uma decisão importante na vida. Por isso, é conveniente buscar sinceramente a vontade de Deus, pedir luz ao Senhor na oração e também ouvir o conselho de quem você pensa que pode guiá-lo bem", disse o prelado. Além disso, continuou, "é importante pedirmos ao Senhor, além de luz para ver, força para querer. Porque muitas vezes o problema não é que não vemos o que Deus quer, mas nos falta um pouco de esforço para nos lançarmos para responder sim. Normalmente, Deus não manifesta a sua vontade de forma evidente. Mesmo assim, o que Ele pedir é o que nos fará mais felizes".

No encontro com os profissionais, o prelado incentivou os participantes a centrar toda a sua vida em Jesus. "Nossa oração, nossa vida espiritual, nossa vida profissional, nossa vida familiar, nossa vida apostólica ... tudo deve ter o centro em Jesus Cristo", disse. "Tudo é para ele: todo o significado da vida, da criação, da história, é baseado nesta verdade. Trata-se de colocar Jesus Cristo no centro da nossa luta interior e não de perfeccionismo, sermos mais parecidos a Ele, conhecê-lO melhor, amando-O mais. Em Jesus Cristo, vamos encontrar força para sermos seus cooperadores, para nos identificarmos com ele".

Doug, um terapeuta matrimonial, perguntou como ajudar os casais cristãos a transformar as dificuldades matrimoniais em caminho de santidade. "Ensinando-os a amar. Em todo casamento a determinação de se amar mais é necessária. Em geral, temos que amar as pessoas como elas são, com as suas deficiências. Quando os defeitos não são ofensa a Deus, convivamos com eles com alegria, com compreensão".

Como em outras ocasiões, os participantes concluíram o encontro rezando pelas intenções do Papa e pelas necessidades de toda a Igreja

Sábado, 13 de julho (Chicago)

Maria contou que seus pais promoveram o início da Academia Willows, escola com atendimento pastoral confiado aos sacerdotes do Opus Dei. Em sua intervenção, o prelado recordou o padre José Luis Múzquiz (Pe. Joe Muzquiz), sacerdote a quem, há 70 anos, São Josemaria pediu que iniciasse o trabalho apostólico do Opus Dei em Chicago. "Como podemos realizar 'a revolução' da mensagem cristã como o fez o padre José Luis ?", perguntou Maria.

O prelado respondeu que a revolução mais importante “é a revolução de cada dia, a que cada um faz em sua própria vida. Revolução significa dar a volta, isto é, retornar, retornar a Cristo. Esta é a grande revolução que podemos realizar todos os dias, e isso requer uma revolução constante”.

Mais tarde, exortou os presentes a confiarem na força de Deus diante das dificuldades, especialmente as que a Igreja enfrenta atualmente. "Não devemos ceder ao pessimismo quando vemos dificuldades, confusão ou problemas. A igreja é composta de pessoas fracas. Nós mesmos somos fracos. Mas a Igreja é, acima de tudo, a força de Deus. A Igreja é Jesus Cristo, presente em sua Palavra e nos sacramentos, presente com toda a sua força salvífica ".

Maripaz, mãe de família, pediu ao prelado que falasse sobre a importância do trabalho da casa. “Uma maneira muito direta de entender a importância do trabalho em casa” - respondeu Mons. Ocáriz - “é pensar em Nossa Senhora. A maior criatura, a mãe de Deus, o que fez durante toda a sua vida? Cuidou da casa de José e de Jesus. Humanamente falando, é necessário um ambiente familiar, um lugar onde todos se sintam à vontade. Isso permite que cada pessoa cresça, melhore. É algo que não só torna a vida agradável, mas também forma. E também forma no âmbito espiritual, porque o material e o espiritual estão muito unidos”.


NOVA IORQUE

11 de julho | 10 de Julho | 9 de Julho | 8 de Julho | 7 de Julho

Quinta-feira, 11 de julho

Este ano se celebra o 70º aniversário do início do trabalho apostólico do Opus Dei nos Estados Unidos (1949). "Neste grande país", disse o prelado no primeiro encontro de quinta-feira, "já foi feito muito, embora estejamos realmente no começo. Podemos pensar que estamos nos Estados Unidos há muito tempo e que a Obra foi fundada há noventa anos... Mas, para a História, noventa anos é o começo do começo ".

Mons. Ocáriz explicou que "em face da realidade da missão apostólica de colocar o Senhor no topo, pode-se pensar: 'Sim, é algo maravilhoso, um empreendimento excitante, mas tenho tantas limitações, tantas dificuldades pessoais ...'. Ao que se somam as crises no mundo, na própria Igreja, que está passando por muitas dificuldades. Mas tudo isso nunca pode ser ocasião de desânimo. O Senhor conta conosco para fazer muito bem, tal e como somos, com as nossas limitações ".

Um dos presentes, Sharif, comentou como vê que muitas pessoas têm dificuldades para comprometer-se. "Quando a liberdade não se empenha em um compromisso significativo, a pessoa vive à mercê dos ventos, à mercê dos seus sentimentos. Em vez de guiar-se pela inteligência e pela própria liberdade, guia-se por afetos que variam de acordo com as circunstâncias ", comentou o prelado.

Outro dos assistentes perguntou como forjar verdadeiras amizades no trabalho, onde os relacionamentos podem às vezes nascer de interesses práticos. "Primeiramente, com a oração. Reze pelos seus colegas. Depois, procure oportunidades para realizar pequenos atos de serviço, não como uma tática, mas porque você realmente quer ajudá-los. Eles perceberão que a sua atitude é diferente, sincera, que você realmente quer servi-los. Dessa forma, você poderá quebrar barreiras e surgirão conversas mais profundas".

Ao final, todos rezaram juntos pelo Papa Francisco. "Carrega um peso considerável em seus ombros", disse o prelado, "e quando fala com as pessoas, ou quando escreve cartas, termina dizendo: 'Reze por mim, reze por mim'. Ele tem muita fé em oração e nós também devemos ter essa fé".

De tarde, Mons. Ocáriz participou de uma tertúlia com um numeroso grupo de mulheres. Um dos principais temas da conversa foi a alegria. "Temos a obrigação de ser felizes. Quando não estamos felizes, não podemos esperar que a alegria volte sozinha: temos que procurá-la. Para isso, necessitamos ir à fonte da felicidade, que é o Senhor. Desta forma, também poderemos tornar a vida dos outros agradável. Estando alegres, poderemos fazer apostolado", disse.

Várias perguntas da tertúlia abordaram o tema do mistério do sofrimento. Mons. Ocáriz mencionou a possibilidade, aparentemente contraditória, de sentir alegria no meio da dor. "Isso é possível quando sabemos pela fé que até o sofrimento, quando chega, é um instrumento para colaborar com Jesus Cristo na redenção do mundo. Embora Deus não tire o sofrimento, podemos ter a alegria de saber que ele tem um grande valor positivo quando nos unimos à cruz de Nosso Senhor".

Quarta-feira, 10 de julho

De manhã, Monsenhor Ocáriz fez uma breve visita à Igreja de Saint Agnes, que fica perto da Grand Central Station, em Manhattan. Em 2016, o cardeal Timothy Dolan, arcebispo de Nova Iorque, pediu ao Opus Dei que se encarregasse desta paróquia.

O Prelado foi depois ao Ground Zero, onde ficava o World Trade Center. Monsenhor Ocáriz rezou em silêncio no Memorial Ground Zero, que tem inscritos os nomes das 2.983 pessoas que morreram nos ataques do World Trade Center.

À tarde, o Prelado reuniu-se com mais de 250 jovens de grandes cidades da costa Leste, que frequentam atividades em centros do Opus Dei.

O Prelado começou por incentivá-las a transmitir a outros a formação cristã que receberam. “Não considerem a formação que recebem como algo simplesmente para si mesmas, para o próprio enriquecimento pessoal. É isso, mas também serve para ajudar a transmitir, onde quer que estejam, o espírito cristão. Todos os cristãos têm que ser apóstolos, na sua vida diária e, acima de tudo, nas suas amizades, transmitindo a alegria de ter encontrado Cristo mais de perto. Em última análise, toda a formação cristã que recebemos visa ajudar-nos a tornarmo-nos mais semelhantes a Cristo, a ter os Seus mesmos sentimentos, a Sua maneira de ver o mundo e as pessoas”, disse Monsenhor Ocáriz às jovens.

Colleen, uma estudante da Virginia Tech, disse que pode ser difícil ter amizades mais profundas em um ambiente contrário às suas convicções. O Prelado reconheceu que “formar amizades verdadeiras não é fácil. Não é o mesmo ser verdadeiramente amigo de simplesmente ser um conhecido, alguém a quem se diz olá de vez em quando. Para ser um amigo verdadeiro, é preciso dedicar tempo e ter contato pessoal frequente, e geralmente isso requer sacrifício. Mas vale a pena!"

Acrescentou que “toda a força de que precisamos para poder falar de maneira convincente pode ser encontrada na Eucaristia e na oração. Precisamos perguntar ao Senhor como enfrentar essas situações. Mas no final, quando nos esforçamos para criar amizades autênticas, esse medo de falar sobre determinados assuntos desaparece”.


Em resposta a uma pergunta sobre como explicar às amigas que Deus é mais do que um legislador, o Prelado sugeriu que “um modo mais profundo de explicar isso é apontando para Jesus na Cruz. Precisamos perceber que Deus é tão nosso Pai que deu o Seu Filho Único para morrer na Cruz por nós. O fato d'Ele querer fazer isso é um mistério, mas é o mistério do imenso amor de Deus por nós. Quando as coisas se tornam difíceis e temos a tentação de pensar: 'Como é que Deus é meu Pai e permite isso?' Precisamos olhar para a Cruz e fazer um ato de fé no amor de Deus que Ele tornou tão visível na Cruz de Cristo”.

Terça-feria, 9 de julho

Cerca de 200 jovens de diferentes cidades da costa leste dos Estados Unidos participaram da reunião com o Prelado em Nova Iorque. Mons. Ocáriz encorajou-os a serem bons amigos, com uma amizade profunda e sincera, na qual é natural partilhar também o amor a Cristo que temos. “O mais importante – disse o prelado -– é a preocupação que todos devemos ter por ajudar aos outros e por nos deixarmos ajudar”.

Em sua resposta a um estudante de engenharia de Princeton, que está fazendo a especialização em Inteligência Artificial, mons. Ocáriz enfatizou novamente a amizade como uma forma de falar sobre Deus em um ambiente onde a atitude das pessoas em relação à fé muitas vezes é cética. “O que você pode fazer para falar de Deus nesse ambiente? Em geral, não se trata de falar com muitas pessoas ao mesmo tempo, mas de fazer verdadeiras amizades. Através da amizade, é fácil transmitir o que você sente, o que pensa..., mas não com o tom de alguém que quer convencer os amigos, mas simplesmente transmitindo, através da amizade, o que está dentro de você: o que é valioso para você, o que lhe dá alegria, serenidade, o que significa a segurança de contar com a ajuda constante de Deus em sua vida”, afirmou Monsenhor Ocáriz.

O prelado ressaltou também a importância de rezar pelo Papa e de estar unidos a ele. “Reze muito pelo Papa”, disse a um dos rapazes. “O Papa tem, como podem imaginar, um grande peso sobre os ombros e muitos desafios a enfrentar. Há também muitas dificuldades dentro da Igreja, mas não devemos desanimar quando vemos estes problemas porque, como dizia São Josemaria, a Igreja é fundamentalmente Jesus Cristo. Temos de rezar muito pelo Papa porque ele tem um trabalho enorme, uma grande responsabilidade e conta muito com a oração de todos”.

Depois do encontro com os jovens, o prelado foi recebido pelo Cardeal Timothy Dolan, Arcebispo de Nova Iorque, na residência Arcebispal. Eles conversaram durante uma hora e depois visitaram a catedral juntos para rezar na Capela do Santíssimo Sacramento e na Lady Chapel, dedicada à Santíssima Virgem.

Segunda-feira, 8 de julho

Na segunda-feira, o prelado do Opus Dei visitou o campus do IESE Business School em Nova Iorque. Mons. Ocáriz é Grão Chanceler da Universidade de Navarra, da qual faz parte o IESE Business School. Esta foi sua primeira visita ao campus, que abriu suas portas em 2009. Foi recebido pelo diretor da sede dos Estados Unidos, Eric Weber. Depois de passar pelo oratório, pôde conhecer as instalações e cumprimentar uma representação dos que trabalham na escola, como os casais Luis e Mariana ou Nina e Gerard.

O prelado participou de um evento acadêmico organizado pelo Witherspoon Institute, um centro de pesquisa cujo objetivo é compreender melhor os fundamentos morais das sociedades democráticas.

Entre os participantes estavam Robert George, professor de filosofia política, R. R. Reno, editor do First Things, e April Readlinger, diretora executiva da CanaVox. O discurso de abertura foi de Russel J. Snell, diretor do Center on the University and Intellectual Life del Witherspoon Institute, que falou sobre as mudanças culturais que os jovens enfrentam atualmente.

Nesta linha, a intervenção do prelado e o debate posterior centraram-se na necessidade de compreender o amor, que às vezes é reduzido a puro sentimentalismo. Ocáriz disse que a liberdade é compreendida plenamente quando surge do verdadeiro amor. O amor não é apenas sentimento, mas também desejar o bem do outro. Se amar fosse simplesmente gostar de usar a outra pessoa, isso se tornaria uma espécie de egoísmo. Educar na liberdade, disse, é muito importante para o crescimento dos jovens.

Domingo, 7 de julho

O prelado desembarcou no aeroporto John F. Kennedy, em Nova Iorque, no início da tarde.

Foi recebido, entre outros, pelo vigário do Opus Dei nos Estados Unidos, Mons. Thomas G. Bohlin, e por algumas famílias. Patricia e Thomas White foram cumprimentá-lo com os seus cinco filhos. As crianças mostraram ao prelado uma faixa que tinham pintado com a mãe, na qual diziam: “Padre, Bem-vindo aos EUA”.