O Brasil na JMJ 2019

Testemunhos e impressões de jovens brasileiros que estão participando da JMJ no Panamá.

Da Igreja e do Papa
Opus Dei - O Brasil na JMJ 2019

Maria Gabriela tem 16 anos, é estudante do Ensino médio e participa das atividades de formação do Opus Dei no Centro Cultural Alfa, em São José dos Campos. Foi ao Panamá semanas antes para ajudar na preparação e conta-nos a sua experiência.

“Cheguei aqui no Panamá dia 2 de Janeiro para ajudar em uma administração chamada Tágua, foi uma das experiências mais incríveis que já pude vivenciar, pude crescer em amor e amizade com Cristo e também como pessoa pois pensava que sabia fazer tantas coisas vi que não era bem assim e com isso percebi que dependemos mais dos nossos pais do que pensamos. Consegui descobrir Deus nas coisas que eu mais gostava e nas coisas que eu não gostava tanto de fazer, até nas menores coisas Deus estava ali.

Foi uma grande pré jornada, agora dia 22 me juntei com as meninas do Brasil para a JMJ.

Nessa jornada mundial da juventude pude ter um encontro íntimo com Cristo, ver em cada jovem que não estamos sozinhos nesse mundo e que em todos os lugares tem jovens que acreditam na mesma coisa que você. Tudo aqui é uma grande emoção é uma grande aventura, desde ficar 5h segurando uma grade para ver o papa mais de perto por 1 segundo, até a canseira e o sol ardente na cabeça, mas tudo vale a pena quando estamos falando do nosso maior amor e amigo JESUS.

Este janeiro foi muito intenso e de grandes transformações, vi o representante de Cristo na terra de perto e tive o privilégio de fazer a última pergunta na tertúlia com o prelado, ouvi palavras que nunca vão sair da minha cabeça e que vão mudar minha vida daqui pra frente.

Marina (segunda da esquerda para direita) e outras amigas brasileiras, numa visita ao canal do Panamá

Marina é de Jaú e mora em São Carlos, onde estuda o doutorando em Engenharia de materiais. Participa das atividades de formação que o Opus Dei organiza no Centro Cultural Paineiras.

Foi à JMJ no Rio e decidiu que da próxima vez participaria da vigília, já que no Rio não pôde. Em janeiro de 2018 começou a juntar dinheiro todos os meses para poder estar no Panamá. "Eu não sou uma pessoa tão programada, mas para este objetivo me determinei. Também vim com o objetivo de conhecer melhor a Obra, ao conviver de perto com as pessoas, já que normalmente moro a uma hora do Centro de Ribeirão Preto."

No dia 25 participou de um encontro que o Prelado do Opus Dei teve com moças que participam dos meios de formação nos Centros do Opus Dei e que vieram à JMJ, assim puderam se preparar para os encontros com o Papa. "Foi um grande presente que recebi".

Também agradece ambiente acolhedor que encontrou no Panamá: "o país está me surpreendendo. Os eventos estão organizados e pude ver o Papa bem de perto. Valeu muito a pena ter vindo! Recomendo!"

Entre as 1500 assistentes estava Camila que veio de Vitória e sempre quis conhecer o Opus Dei. Um amigo tinha falado sobre São Josemaria, e lhe deu uma novena do trabalho. Logo depois conseguiu um emprego.

Passou a frequentar assiduamente o site do Opus Dei. E por casualidade, estando no Panamá para a JMJ, conheceu Claudia, que a convidou para a com o Prelado.

O grupo de Curitiba esperando o Papa na "Vía España"

Ana Helena participa das atividades de formação cristã do Opus Dei no Centro Cultural Igaraçu, em Curitiba, tem 14 anos e precisou se empenhar muito para chegar ao Panamá.

Ana Helena tem 14 anos e pediu a viagem à JMJ como presente de 15 anos. Além disso, conta: "Fiz bolachinhas para vender no colégio e na rua. Sempre explicando às pessoas o motivo da viagem: ver o Papa!". Centro Cultural Igaraçu organizou atividades específicas para preparar as peregrinas. "Assistimos a vídeos do Papa, estudamos a sua mensagem etc."

Além de vender os biscoitinhos, prepararam alguns eventos: feijoada, barreado, espetinho, pizzas. "Graças a Deus, com a ajuda dos nossos pais, que cozinhavam os pratos, nós conseguimos! Ficávamos responsáveis pela divulgação e venda dos convites!"

Agora, já no Panamá garante: "valeu a pena". Ontem, na chegada do Papa, esperaram bastante sob o sol panamenho juntamente com peregrinos do mundo todo pela passagem do Papa à Via Espanha. "Foram alguns segundos, mas pudemos vê-lo bem de perto e agora que alegria saber que o Papa está na América".

Raika e o grupo de Brasília na chegada ao Panamá

Raika mora em Brasília e participa das atividades de formação no Centro Social Ingá. Queria muito ter ido à Jornada Mundial da Juventude de Cracóvia. Mas como era longe e caro não pude. Quando soube que próxima ia ser no Panamá, pensei: “tenho que ir”. Para participar da JMJ 2019, tinha que tomar algumas providências: a primeira era estudar espanhol e a segunda conseguir um emprego.

Em 2016 quando o papa falou que a próxima JMJ seria no Panamá fiquei muito animada e com muita vontade de ir (e também por estar mais perto do que Cracóvia, pensei que seria mais possível) e pensei "a primeira coisa a fazer é aprender espanhol".

Mas eram planos para o futuro... No ano seguinte, descobri que o CIL (Centro Interescolar de Línguas) estava sorteando as vagas remanescentes para a comunidade e que era o último dia. Coloquei meu nome (o meu, da minha irmã e da minha mãe, só que o da minha mãe colocamos para inglês). Na mesma semana, minha irmã viu que tínhamos sido sorteadas!

Comecei a estudar espanhol e já estudava para concurso há um tempo considerável, mas estava bem difícil no auge da crise... Foi aí que fiz a novena do trabalho pedindo a intercessão de São Josemaria. Fiz umas duas vezes. E sempre colocando em oração, que precisava da nomeação, de um trabalho para poder pagar a viagem, caso contrário não seria possível ir para JMJ.

Em fevereiro do ano passado saiu minha nomeação e vi que tudo estava se realizando... Comecei a rezar para poder tirar férias e tudo mais... Por fim, no final do ano, tive alguns problemas de saúde que me fizeram pensar que seriam empecilho para viagem... Mas graças a Deus minha saúde foi restaurada e estou arrumando as malas para ir para JMJ!!!

Ah, e todo início de semestre quando as professoras perguntavam porque havíamos escolhido espanhol eu sempre falava: "porque quero ir para JMJ no Panamá"!