Rezar é o mistério mais íntimo de nós mesmos

Na Audiência dessa quarta-feira o Papa Francisco continuou falando sobre a oração, e dedicou uns minutos para a memória litúrgica de Nossa Senhora de Fátima, celebrada hoje na Igreja.

Da Igreja e do Papa

A oração, encontramo-la em todos os seguidores das várias religiões e, provavelmente, também nas pessoas que não professam nenhuma. É uma invocação que nasce no íntimo de nós mesmos e se eleva para Alguém, porque sente a nostalgia dum encontro: a oração é a voz de alguém, na escuridão, que às apalpadelas procura a Luz que é Deus.

Ora, como diz o evangelista São João, “a Deus jamais alguém O viu. O Filho Unigênito que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem O deu a conhecer” (1, 18). E como é? É um Deus, de rosto muito terno, que não quer amedrontar aos homens. Antes de Jesus no-Lo revelar, os homens estavam habituados a aproximar-se de Deus cheios de medo perante o seu mistério fascinante e tremendo; veneravam-No com atitude servil, parecida com a de um súdito que não quer desrespeitar ao seu senhor.

Ao contrário, o Deus, que Jesus nos revelou, é Pai, o Pai nosso. A Ele nos dirigimos com a confiança de filhos: podemos pedir-Lhe tudo, explicar-Lhe tudo, contar-Lhe tudo. Deus é o amigo, o nosso aliado e um aliado fiel: mesmo que deixemos de O amar, Ele continua a querer-nos bem, chegando ao ponto de morrer por nós na Cruz.

Procuremos rezar, colocando-nos nos braços misericordiosos do Pai do Céu, deixando-nos envolver por aquele mistério de felicidade que é a vida trinitária. Inebriados pela sua maravilha, brotará em nós esta oração a Deus: Será possível que Tu conheças só o amor?


Neste dia treze de maio, a todos encorajo a conhecer e seguir o exemplo da Virgem Maria. Para isso procuremos viver este mês com uma oração diária mais intensa e fiel, em particular rezando o terço, como recomenda a Igreja, obedecendo a um desejo repetidamente expresso em Fátima por Nossa Senhora.

Sob a sua proteção, vereis que os sofrimentos e as aflições da vida serão mais suportáveis. Hoje, gostaria de me abeirar, com o coração, à diocese de Leiria-Fátima, ao Santuário de Nossa Senhora. Saúdo todos os peregrinos que lá estão em oração; saúdo o Cardeal Bispo, saúdo a todos. Todos unidos a Nossa Senhora, para que nos acompanhe neste caminho de conversão diária rumo a Jesus. Que Deus vos abençoe!