Pakikipagkapwa: “Todos podem ajudar”

Jovens profissionais, professores, estudantes e famílias filipinas respondem generosamente à mensagem do Papa Francisco para a 2ª Jornada Mundial dos Pobres.

Opus Dei - Pakikipagkapwa: “Todos podem ajudar”Uma cooperadora mede a pressão de uma senhora durante a jornada.

Qualquer pessoa pode realizar obras de misericórdia atendendo aos mais necessitados, àqueles que muitas vezes vivem excluídos da sociedade. Em resposta à mensagem do Papa Francisco para a Segunda Jornada Mundial dos Pobres e também para a celebração do ano da juventude nas Filipinas convocado pela Conferência Episcopal, jovens profissionais, professores, estudantes e famílias realizaram uma atividade de cooperação no distrito de Tondo (Manila).

o projeto reuniu mais de 200 voluntários: duas equipes médicas compostas por 80 médicos e estudantes de medicina e 30 dentistas e estudantes de odontologia

Apelidado de “Pakikipagkapwa” (Segundo Dia Mundial de Ajuda aos Pobres de Tondo), o projeto reuniu mais de 200 voluntários: duas equipes médicas compostas por 80 médicos e estudantes de medicina e 30 dentistas e estudantes de odontologia.

Todo esse destacamento prestou serviço a 2.000 famílias, que também participaram em aulas de catecismo, leitura de contos para crianças, palestras sobre educação dos adolescentes e informação sobre saúde e higiene bucal para os pais.Tudo isso enquanto esperavam a sua vez de receber cuidados médico e dental.

Iniciativa dos leigos

A Iniciativa de Tondo está dirigida pela Family Cooperation Health Services Foundation, Inc. (FAMCOHSEF), uma organização sem fins lucrativos fundada em 1991 por profissionais de diversas áreas como resposta a um desafio que colocou o Bem-Aventurado Álvaro del Portillo, que naquele momento era o prelado do Opus Dei.

Este grupo viu-se animado também pela mensagem do Papa Francisco, que convidou à Jornada Mundial dos Pobres através da sua carta apostólica Misericordia et Misera, publicada m2016, durante o encerramento do ano da misericórdia. “Este pobre clamou, e o Senhor o ouviu” (Sal 34,6) foi o lema desta jornada. Em sua mensagem, o Santo Padre disse aos fiéis que estas palavras do salmista devem “fazer-se nossas cada vez que nos encontrarmos com pessoas que sofrem e experimentam o drama da exclusão social, irmãos e irmãs nossos aos quais chamamos pobres".

Keziah Duag, uma jovem que trabalha numa empresa de recursos humanos, expressava assim o impacto que lhe causou seu encontro com pessoas necessitadas: “Dei-me conta de que, apesar das dificuldades que estas pessoas enfrentam a cada dia, não se apaga em seu coração o desejo de ajudar os outros. Isto me fez pensar: O que eu posso fazer pelos outros? Como posso ajudar?”.

Deste modo, Keziah conheceu um cooperador de sessenta anos que havia deixado seu trabalho como chef em cruzeiros de luxo para dedicar mais tempo a sua mãe idosa e poder também ajudar na comunidade e na paróquia. Numa ocasião, este homem levou ao ambulatório uma vizinha que tinha sofrido abusos. “Aquele homem – explicava Keziah – sentia falta das viagens com seus luxos, porém não eram nada comparados com a ideia de poder colaborar com a família e a comunidade”.