O Espírito Santo é o protagonista da evangelização

O Papa Francisco, na Audiência de hoje, continuou abordando o Atos dos Apóstolos, olhando para o episódio de Filipe com o eunuco, e explicou que quem impeliu Filipe a ir ao deserto foi o Espírito Santo.

Da Igreja e do Papa

Depois do martírio de Estêvão que marcou o início duma violenta perseguição contra a Igreja, muitos cristãos deixaram Jerusalém dispersando-se pela Judeia e a Samaria. Mas a perseguição, em vez de apagar a paixão de evangelizar, acendeu-a ainda mais.

O livro dos Atos do Apóstolos mostra-nos esta «corrida» – chamemos-lhe assim – esta «corrida» imparável do Evangelho pelas estradas do mundo. O diácono Filipe, obedecendo ao Espírito Santo e levado por Ele, consegue alcançar o carro dum alto funcionário da rainha de Candace, da Etiópia, que voltava de Jerusalém ao seu país, sentado no carro lendo o Quarto Canto do Servo de Javé, no livro de Isaías.

Filipe pergunta-lhe: «Compreendes verdadeiramente o que estás lendo?» Resposta do outro: «E como poderei compreender, sem alguém que me oriente?» É que não basta ler a Palavra de Deus; para entrar nela, é preciso estar disposto a sair da nossa visão limitada para nos configurarmos a Cristo que é a Palavra viva do Pai. O Servo de Javé, de quem fala Isaías, é Cristo: assim explica Filipe anunciando que Jesus, com a sua Páscoa, ilumina a vida daquele homem, servo de confiança da rainha, mas eunuco, isto é, incapaz de dar fruto.

Toda a pessoa desanimada ou marginalizada pode renascer em Cristo. Então o eunuco pede o Batismo e, das águas, sai um homem novo que deixa de ser estrangeiro discriminado e marginalizado para se tornar membro do Corpo de Cristo.