Casa pequena, grande família!

“Como você está lidando com todos os seus filhos na sua casinha?” Meu marido e eu temos uma “ninhada” feliz de nove filhos com idades entre 5 e 22 anos. No início tudo era uma aventura...

Opus Dei - Casa pequena, grande família!

No início da quinta semana de quarentena me perguntavam: “Como você está lidando com todos os seus filhos na sua casinha?”

Meu marido e eu temos uma feliz “ninhada” de nove filhos com idades entre 5 e 22 anos. Nas últimas quatro semanas éramos dez pessoas na nossa modesta casinha, mas nossa filha mais velha voltou para casa hoje e agora somos onze. Apesar do fato de não termos muito espaço físico, felizmente o meu marido é excelente em construção e parece criar um espaço onde não parecia haver nenhum. Está um pouco apertado, mas já estamos acostumados, esse é o nosso lar!

Era uma aventura… e agora virou rotina

No início, em março, a quarentena era uma espécie de aventura. Todos, desde o aluno de infantil até o estudante universitário, ficaram muito empolgados com a possibilidade de não haver mais aulas. Nos primeiros dias, encaramos como uma extensão das férias, e aproveitamos o tempo descansando em casa e nos divertindo. Não demorou muito tempo para que percebêssemos que, se quiséssemos sobreviver todos juntos, ordem e rotina seriam “essenciais”. Por isso decidimos que precisaríamos incentivar virtudes, tanto para o bem dos pais quantos dos filhos. O nosso lema familiar é “Estamos todos juntos nessa”. Nunca é uma questão de “nós contra eles”, mas como podemos todos ser felizes juntos nesta nossa pequena casa.

Aos poucos, começamos a incorporar alguns hábitos dentro da nossa rotina. Alguns surgiram naturalmente, sem muito esforço, outros... ainda estamos trabalhando.

Nova sala de estudos e trabalhoAssim que a novidade passou

As manhãs começam com acordar na hora, arrumar as nossas camas, trocar de roupa e escovar os dentes, esvaziar a máquina de lavar louça e pôr o café da manhã. No começo, tudo correu bem; no entanto, uma vez que a novidade acabou, foi uma luta para todos nós. Eu comecei a gostar cada vez mais da solidão silenciosa da manhã, quando todos estavam dormindo (mais tarde do que seria a hora normal de acordar) para saborear um pequeno tempo “para mim”. Depois percebi que era contraditório que eu estivesse desejando ansiosamente estar sozinha, quando tantas pessoas no mundo estão sofrendo pela solidão.

Usamos sites para definir um cronograma para que os mais novos permanecessem em dia com os trabalhos da escola, enquanto os adolescentes no ensino médio continuavam com o ensino à distância. Os mais velhos continuam com os seus estudos de casa e trabalhando, o que é outra dificuldade para nós. Temos que tentar permanecer em silêncio enquanto pessoas fazem reuniões online. Colocamos “reunião em andamento” na porta dos quartos, mas mesmo assim, é um desafio.

Desafios, diversão e saudades dos nossos queridos

Meu marido continua trabalhando em tempo integral (em casa), enquanto eu fui demitida do meu emprego de meio período, o que foi uma bênção. Pude estar mais presente para as crianças. Ao longo das semanas, costuramos, pintamos um mural, tentamos recriar um sistema solar de papel machê, mas não deu certo, Nossa escala estava tão errada que Mercúrio ficou do mesmo tamanho que Saturno. (Eu sabia que nunca conseguiria ser mãe de homeschooling.) Ensinei muitos deles a cozinhar, usar o forno e a máquina de lavar louça. Reconstruímos e repintamos muitas bicicletas, reorganizamos muitas mesas, retiramos computadores e monitores antigos para a nossa sala de estudo. Reorganizei a sala para colocar uma mesa de artesanato nela.

Todos sentimos muitas saudades dos almoços de domingo com vovô e vovó. Sentimos falta de nossos primos, sobrinhas e sobrinhos, amigos e colegas de trabalho. Sentimos falta da Missa, da nossa comunidade, o pároco, e a igreja. Estamos tristes por todas as pessoas sofrendo e morrendo sozinhas e tentamos lembrar de todas em nossas orações e nossas Missas virtuais.

Jiancarlo diverte-se.Uma casa mais vibrante

Procuramos superar a tristeza, o tédio e a preguiça. Com tanta gente em casa, logo percebemos que sempre há alguém por perto que precisa se animar ou que precisa de ajuda com alguma coisa. Nossos quatro meninos mais velhos trouxeram diversão à mesa quando, uma noite, todos usavam seus paletós para jantar! As conversas na sala de jantar são sempre divertidas e demoram muito mais do que costumavam. Sempre há música tocando em algum lugar e à noite os jogos são uma nova forma de passar o tempo. Também começamos a rezar o terço em família, vários dos meus filhos se juntam à oração sem muito esforço. Nosso objetivo é uma casa brilhante e alegre; nem sempre conseguimos, mas fazemos o possível para dar o nosso melhor e começar de novo.

“Como você está lidando?”

Então, para responder à questão que estávamos conversando, eu respondo: “Estamos indo bem, lutando, dando o nosso melhor para aproveitar essa situação da melhor forma possível, juntos”.