Aventura solidária: pintando casas, colorindo vidas

O Centro Cultural Lajedo realizou um projeto voluntário para jovens em Anápolis (GO), com atividades lúdicas para crianças, pintura de casas de famílias pobres da região e visita a um lar de idosos.

Opus Dei - Aventura solidária: pintando casas, colorindo vidas

Neste final de ano, algumas jovens que frequentam o Centro Cultural Lajedo, em Brasília, decidiram organizar uma ação social em Anápolis, Goiás. A iniciativa surgiu com o objetivo de levar mais alegria e esperança para famílias do bairro Laranjeiras pintando as suas casas, fazendo visitas, com conversas e troca de experiências. Realizaram também outras atividades como uma tarde de gincana com crianças do bairro Novo Paraíso e uma visita aos idosos do lar São Vicente de Paula.

A atividade foi realizada de 14 a 18 de dezembro com uma parceria entre a prefeitura de Anápolis e a Enlace. Foram arrecadadas doações de tinta, materiais de limpeza e higiene pessoal, além de toalhas de mesa e enfeites para casa.

No primeiro dia, as voluntárias organizaram uma gincana para as crianças do bairro Novo Paraíso na quadra de esportes do NACRI Aliança (Núcleo da Criança e do Adolescente), disponibilizado pela Comunidade Católica Nova Aliança e pela prefeitura. A divulgação do evento foi feita pelas próprias voluntárias que passaram nas ruas próximas entregando convites e chamando as crianças interessadas.

Cerca de 85 pessoas participaram da atividade, as crianças se divertiram bastante com as provas da gincana e, no fim, pais e filhos da comunidade assistiram a uma peça de teatro sobre o verdadeiro sentido do Natal. Também foram distribuídos lanches e brinquedos.

Nos dias 16 e 17 foram realizadas as pinturas das casas de uma região de periferia, várias casas do bairro Laranjeiras estão construídas apenas no tijolo, não há asfalto e o saneamento básico é bastante precário.

Uma das voluntárias do projeto, Larissa, relata suas impressões: “Quando chegamos ao bairro para oferecer pintura para as casas, vimos que eram bem simples e poucas delas tinham o reboco necessário para conseguirmos realizar nossa tarefa. A primeira que pintamos foi de uma senhora, a Janaína, que percebeu uma movimentação diferente no bairro e foi procurar saber do que se tratava. Quando nos encontrou e explicamos o trabalho que estávamos fazendo, ela pediu para irmos aonde ela morava. A senhora era casada há 20 anos e tinha muitos filhos e alguns netos.

Ela ficou imensamente feliz, pois relatou que estava querendo juntar dinheiro para pintar a casa dela há tempos e viu a nossa visita como um presente divino. Está vendo? Deus não se esqueceu de mim! comentou ao vizinho. As crianças da casa ajudaram e a senhora relatou que a nossa presença veio trazer mais força e ânimo para ela lutar contra o alcoolismo que esteve presente em sua vida desde a infância. Ela contou sua comovente história, se emocionou muito e disse que rezaria sempre por nós.

Ao final fizemos uma oração juntas e nos abraçamos. Foi um momento muito especial e de aprendizado, que nos mostrou o poder transformador e a extrema importância do serviço.”

Foram muitas as aventuras: para chegar ao bairro era preciso percorrer um trajeto a pé e um carro era utilizado para levar todos os materiais. Justo no primeiro dia, acabou a bateria do carro, assim só era possível ligá-lo dando tranco.

As voluntárias conseguiram pintar as fachadas das casas de três famílias; também fizeram visitas a outros lares do bairro para conhecer as famílias, conversar, trocar experiências, levar doações de itens de decoração, produtos de higiene pessoal e ajudar na limpeza do que fosse necessário.

No dia 18, visitaram o lar de idosos São Vicente de Paula. “A visita foi muito especial, cantamos algumas músicas, levamos alguns idosos para passear e ficamos conversando. Nesse último dia não queríamos nos despedir de Anápolis, foi muito boa a convivência com todas, nos sentimos em família”, conta Laís.

"Eu fui na expectativa de ajudar as pessoas e suas famílias e no final saí tão ajudada quanto eles, apenas de maneiras diferentes", foi a conclusão de Clarisse, uma das jovens voluntárias.