Alegria do Natal apesar da pandemia

Aprendemos com o presépio, com aquela ‘noite feliz’, que pode existir alegria em meio às dificuldades de uma situação adversa!

Opus Dei - Alegria do Natal apesar da pandemiaFoto: Francesco Paggiaro

A tradicional e alegre festa do Natal está próxima. Luzes e cores já enfeitam as ruas e casas. Celebraremos uma vez mais a chegada de Deus em pessoa na Terra: a divindade que se inseriu no nosso tempo e na história da humanidade. Um símbolo do Natal é o presépio, imagem de notícia muito alegre: o Deus feito menino está representado na manjedoura diante de seus pais, dos pastores, dos animais, dos anjos e dos reis magos. Por outro lado, vemos dificuldades, pois a noite era fria e não havia hospedagem para eles. Aprendemos com o presépio, com aquela ‘noite feliz’, que pode existir alegria em meio às dificuldades de uma situação adversa!

A verdadeira alegria não pode depender do bem-estar material, da saúde plena, do estado de ânimo, da ausência de dificuldades, do não passar necessidade, ou do fim da pandemia. As dificuldades são realidade com a qual devemos contar, e a nossa alegria não pode ficar à espera de épocas sem contratempos. Estamos inseridos neste momento histórico e não podemos nos furtar a enfrentar os desafios que aparecem. As capacidades humanas e a ajuda divina nos devem dar tranquilidade e segurança: somos filhos de Deus!

As crianças nos ensinam muito nesse sentido: estão sempre felizes porque confiam em seus pais. Na maturidade da vida conseguimos dar dimensão sobrenatural a este conceito simples, mas profundo: a alegria é fruto da filiação divina! Concretamente, a enorme alegria do Natal que nos contagia pode ser transformada em pequenos gestos de afeto a todos aqueles que estão ao nosso redor. E são realmente alegres os corações generosos que preparam as sacolinhas e cestas para os mais carentes nesta época do ano.

Buscar viver alegremente vale a pena! Sentimos genuína alegria ao encontrar o sentido verdadeiro da vida. Nos dá alegria também o cumprimento de um dever e a simplicidade da vida habitual. Nos dá alegria o sacrifício que fazemos pelo bem-estar dos outros e o sorriso que nos dão após um elogio que fazemos. Ainda sobre o sorriso, o santo católico Josemaria Escrivá ensina em seu livro Sulco: ‘Não esqueças que, às vezes, faz-nos falta ter ao lado caras sorridentes’. O sorriso habitual, mesmo se cansados ou se atormentados por assuntos que preocupam, é capaz de contagiar o ambiente.

A alegria nos faz otimistas, generosos, cordiais, afáveis, tolerantes e corajosos para viver bem e colocar empenho para tornar o mundo melhor, repleto de justiça e de paz.

A alegria verdadeira veio à Terra com a chegada de Jesus. Neste Natal, ainda que permeados por contrariedades, espalhemos um espírito sereno, alegre, otimista e sorridente!

  • Carlos Roberto Pegoretti Júnior
  • Do Diário do Grande ABC