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Fernando, carteiro: «Todos precisamos que alguém nos escute»
Aos 54 anos, este habitante de Derio (País Basco) cuida do pai – na fase inicial da doença de Alzheimer – e trabalha nos Correios, depois de ter sido motorista ao serviço da alta sociedade. Entre quilómetros de bicicleta, páginas de livros e as voltas diárias na distribuição do correio, Fernando descobriu que o envio mais urgente e valioso do ser humano – o tempo para dar atenção aos outros – não cabe em nenhum envelope.
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