Obediência e Humildade

Obedecer docilmente. - Mas com inteligência, com amor e com sentido de responsabilidade, que nada têm a ver com julgar os que governam (Sulco, 372)

Opus Dei - Obediência e Humildade

A santidade tem a flexibilidade dos músculos soltos. Quem quer ser santo sabe comportar-se de tal maneira que, ao mesmo tempo que faz uma coisa que o mortifica, omite - se não é ofensa a Deus - outra que também lhe custa, e dá graças ao Senhor por essa comodidade. Se nós, os cristãos, atuássemos de outro modo, correríamos o risco de tornar-nos rígidos, sem vida, como uma boneca de trapos.

A santidade não tem a rigidez do cartão: sabe sorrir, ceder, esperar. É vida: vida sobrenatural (Forja, 156).

Quando Deus Nosso Senhor concede a sua graça aos homens, quando os chama com uma vocação específica, é como se lhes estendesse a mão, uma mão paternal, cheia de fortaleza, repleta sobretudo de amor, porque nos busca um por um, como a suas filhas e filhos, e porque conhece a nossa debilidade. O Senhor espera que façamos o esforço de agarrar a sua mão, essa mão que nos estende. Deus pede-nos um esforço, que será prova da nossa liberdade. E para consegui-lo, temos que ser humildes, temos que nos sentir filhos pequenos, e amar a bendita obediência com que correspondemos à bendita paternidade de Deus (É Cristo que passa, 17).

Obedece-se com os lábios, com o coração e com a mente. - Obedece-se não a um homem, mas a Deus (Sulco, 374).

Empenhas-te em caminhar ao teu jeito, e o teu trabalho acaba sendo estéril.

Obedece, sê dócil: porque, assim como é uma necessidade pôr cada roda de uma máquina no seu lugar (caso contrário, pára ou deformam-se as peças; e, sem dúvida, não produz ou o seu rendimento é muito pequeno), assim também um homem ou uma mulher, tirados do seu campo de ação, serão antes um estorvo do que um instrumento de apostolado (Forja, 666).

Deves trabalhar com humildade, quer dizer, contando primeiro com as bênçãos de Deus, que não te faltarão; depois, com os teus bons desejos, com os teus planos de trabalho, e com as tuas dificuldades!, sem esquecer que, entre essas dificuldades, deves colocar sempre a tua falta de santidade.

- Serás bom instrumento se lutares cada dia por ser melhor (Forja, 821).