“O Papa Francisco traz uma mensagem de esperança de que todos precisamos”

Como milhares de belgas, Joëlle espera com impaciência a visita do Papa à Bélgica que se realizará de 27 a 29 de setembro. Ela fala conosco do incrível entusiasmo que sentia crescer algumas horas antes da chegada do Santo Padre.

Depois de ter passado um dia no grão-ducado de Luxemburgo, o Papa virá à Bélgica na sexta feira, 27 de setembro, para uma visita de três dias. O que a senhora sente nesses momentos?

Joëlle

Trata-se evidentemente de uma grande alegria para todos os católicos, receber o Santo Padre! Mas é também um grande acontecimento para a Bélgica, receber a visita de um Papa quase 30 anos depois da última visita de João Paulo II em 1995. Tanto mais que o tema – “no caminho com Esperança” – ressoa como um chamado ao otimismo e à vida em um período em que, mais que nunca, precisamos olhar o mundo de um modo novo. O Papa nos recorda que “não deixemos que roubem nossa Esperança”. Eu entendo isso como um convite a lembrar-nos que devemos viver em plenitude nossa vida, sem esquecer que ela tem um valor infinito. Mensagem essa, estou convencida, que pode tocar todas as pessoas.

A propósito, como estão os belgas em geral, sem contar os católicos, acolhendo esta visita do Papa?

Se na ocasião do anúncio desta visita, alguns não manifestaram pouco interesse, e até tiveram algumas reservas, impressiona ver crescer o entusiasmo com o tempo. No começo, evidentemente, foram os católicos que se mobilizaram, mas bem depressa tal mobilização atingiu um público muito maior, pessoas às vezes afastadas da fé, mas também muitos jovens. Quem poderia imaginar, há alguns meses, que as entradas para o estádio Roi Baudoin de Bruxelas seriam disputadas na ocasião da vinda do Papa e que a celebração que lá teria lugar seria difundida em telas gigantes em todos os cantos de Bruxelas?

Como a senhora explica esse entusiasmo?

Diz-se frequentemente que a Igreja é especialista em humanidade. Pois bem, penso que o Papa Francisco encarna perfeitamente este adágio. Primeiramente porque ele mesmo é profundamente humano, sabe escutar o mundo e suas fragilidades, e porque, com suas palavras e suas ações, sabe ficar próximo de cada um de nós. Se o Papa Francisco é a tal ponto ouvido, fora da esfera católica, deve-se isso, em minha opinião, ao fato de que ele traz uma mensagem evangélica universal – mensagem do serviço, do atendimento aos outros, da caridade – de que nosso mundo tem tanta necessidade.

Qual será o programa da visita durante esses três dias?

Depois de uma visita ao rei, ao primeiro ministro e às autoridades e à sociedade civil, o Papa irá quinta-feira à tarde encontrar professores da universidade católica de Leuven, de língua neerlandesa, que celebrará em 2025 os 600 anos de sua fundação, exatamente como a universidade católica de Louvain, francofone, onde o Papa irá sábado para se encontrar com os estudantes. Ele estará também com os bispos, com os presbíteros, os diáconos, pessoas consagradas, seminaristas e agentes pastorais na Basílica do Sacré-Coeur de Koekelberg. Finalmente presidirá a Missa domingo de manhã no estádio Baudouin, antes de voltar a Roma.

O que vocês esperam dessa visita?

Que o Papa nos encoraje e nos dê de novo entusiasmo para enfrentar os grandes desafios de nossa época. Você sabe que a Bélgica é um país fortemente secularizado e onde não se ousa sempre dividir os tesouros da fé e a magnífica mensagem de Cristo. Ora, se o Papa é a tal ponto escutado, é justamente porque sabe mostrar a ternura de Deus e a beleza do Evangelho. Desejo a todos nós que, na esteira dele, continuemos a ser vigilantes e testemunhas da Esperança! Alegra-me ver os jovens mobilizados em volta desta visita como mostra sua presença numerosa por ocasião dessa grande vigília que se realizará sábado à noite. Nós, que conhecemos João Paulo II e o Papa Bento XVI, sabemos como o encontro com um papa pode levar a uma nova vida. Desejo que todos os jovens belgas façam essa experiência!