Na fé católica tudo se alimenta do amor

Diána conheceu a fé católica trabalhando como au pair em Viena para uma família.

Diána é de Szeged (Hungria). Quando criança, foi batizada na Igreja Protestante Reformada, mas sua família não praticava a fé. “Não rezávamos nem íamos à igreja. De qualquer forma, a Igreja Reformada não exige as mesmas obrigações que os católicos, nem mesmo a missa dominical”.

Dois anos depois de concluir os estudos artísticos, a jovem se perguntou: e agora? “Eu não queria ficar em Szeged. Budapeste também não me atraía. Queria ir para o exterior e como gosto de Viena e é perto, decidi ir para lá”. Ela mergulhou de cabeça em águas profundas, pois quando chegou a Viena não tinha emprego e não falava a língua.

Em um fórum on-line de húngaros que moram em Viena, ela encontrou um anúncio de uma família germano-húngara que procurava uma babá que falasse húngaro. “Eles sentiram imediatamente que eu seria uma boa opção para os seus filhos”. Depois disso, ela passou a cuidar das crianças três vezes por semana e, posteriormente, todos os dias, dos cinco pequenos, com idades entre cinco meses e seis anos.

Ela logo sentiu algo especial na família. “Senti muito amor entre eles... A maneira como lidam com os filhos – é algo incrível”. Aos poucos foi descobrindo que o pano de fundo de tudo era a fé cristã vivida. “Eu não tinha fé, mas fazia muitas perguntas. Eles não forçaram nada”. Filha de pais divorciados, Diána ficou muito comovida com o amor que o casal tinha um pelo outro: “Vejo que a consciência e o amor a Deus que ambos possuem os une”.

Diána interessou-se cada vez mais pela fé católica e leu o livro Amigos de Deus, de Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei. Seus escritos a tocaram profundamente: “Mudou completamente minha vida espiritual”. Ela logo começou a rezar, pedindo graças para outras pessoas e mais tarde para si mesma. “Um dia, enquanto eu caminhava pela rua e pedia por mim pela primeira vez, apareceu um jovem e gritou: Abraço grátis! Abraço grátis! Esta confirmação veio no melhor momento”, diz Diána rindo.

No final, decidiu que queria pertencer à Igreja Católica e, nos últimos meses, iniciou um curso preparatório residência universitária Währing, dirigido pelo Opus Dei. “Acho que preciso de uma espécie de disciplina, de regras específicas, como a missa dominical”, explica Diána. A primeira confissão, a primeira comunhão e o batismo aconteceram na capela da residência entre amigos e a família au pair.

O que é que ela considera mais comovente na fé católica? “O fato de tudo se alimentar do amor”. É o que ela tenta aplicar em sua própria vida: lidar com os conflitos com gentileza e flexibilidade e sentir menos pena de si mesma na vida cotidiana. “É muito lindo como Deus nos mostra como praticar a paciência e o amor nas pequenas dificuldades”. É disso que ela também gosta no sacramento da confissão: “É bom pensar nos meus próprios pecados e não nos outros. No final, não serão as palavras que contarão, mas o exemplo pessoal”.