Queridíssimos, que Jesus guarde minhas filhas e meus filhos!
Quantas vezes já meditamos sobre “a necessidade de orar sempre, sem nunca desistir” (Lc 18,1).
Quando os apóstolos pediram que Jesus lhes ensinasse a rezar, o Senhor respondeu: “Quando orardes, dizei: Pai nosso...” (Lc 11,2). O próprio Jesus começa a sua oração dirigindo-se ao Pai: em louvor e ação de graças (cfr. Mt 11,25-26; Jo 11,41); na última Ceia (cfr. Jo 17,5); no Getsêmani (cfr. Lc 22,42); na Cruz (cfr. Lc 23,34.36). São Josemaria desejava para todos “a autêntica oração dos filhos de Deus”[1]. Em união com Jesus Cristo – por Ele e n’Ele – chegamos a Deus Pai (cfr. Jo 14,6), com simplicidade, sinceridade e confiança em seu amor onipotente.
Empreender todos os dias uma vida de oração é deixar-nos acompanhar, nos bons e nos maus momentos, por quem melhor nos compreende e nos ama. O diálogo com Jesus Cristo nos abre novas perspectivas, novas maneiras de ver as coisas, sempre mais animadoras. “Vejam– escreveu-nos o nosso Padre – que esse é o único meio pelo qual fazemos tudo: a oração”[2].
Peço ao Espírito Santo que renove constantemente – agora de maneira especial – o nosso modo de rezar. A iniciativa é d’Ele: “o Deus vivo e verdadeiro chama incansavelmente cada pessoa ao misterioso encontro da oração”[3].
Continuem me acompanhando na viagem pelos Estados Unidos e Canadá; a sua eficácia espiritual também depende da oração de cada uma e de cada um.
Com todo carinho, abençoa-os
o Padre

Vancouver, 10 de agosto de 2019
[1]Amigos de Deus, n. 243.
[2]Carta 19-III-1967, n. 149.
[3]Catecismo da Igreja Católica, n. 2567.