“Amamos apaixonadamente este mundo”

O mundo nos espera. Sim! Amamos apaixonadamente este mundo porque Deus assim no-lo ensinou: «Sic Deus dilexit mundum...» - tanto amou Deus o mundo; e porque é o lugar do nosso campo de batalha - uma formosíssima guerra de caridade -, para que todos alcancemos a paz que Cristo veio instaurar. (Sulco, 290)

Opus Dei - “Amamos apaixonadamente este mundo”

O Opus Dei tem por fim promover entre pessoas de todas as classes da sociedade o desejo da plenitude da vida cristã no meio do mundo. Quer dizer, o Opus Dei pretende ajudar as pessoas que vivem no mundo — o homem vulgar, o homem da rua — a levar uma vida plenamente cristã, sem modificar seu modo normal de vida, nem seu trabalho ordinário, nem suas aspirações e anseios. (Entrevistas com Mons. Josemaria Escrivá, 24)

o Senhor nos quer santos, apostólicos, precisamente no meio do nosso trabalho profissional

Nós somos homens da rua, cristãos comuns, metidos na corrente circulatória da sociedade, e o Senhor nos quer santos, apostólicos, precisamente no meio do nosso trabalho profissional, quer dizer, santificando-nos nessa tarefa, santificando essa tarefa e ajudando os outros a santificar-se por meio dessa tarefa. Convencei-vos de que é Deus quem vos espera nesse ambiente, com solicitude de Pai, de Amigo. (Amigos de Deus, 120)

Tenho-o ensinado constantemente com palavras da Escritura Santa: o mundo não é ruim, porque saiu das mão de Deus, porque é criatura d'Ele, porque Javé olhou para ele e viu que era bom. Nós, os homens, é que o fazemos ruim e feio, com nossos pecados e nossas infidelidades. Não duvidem, meus filhos; qualquer modo de evasão das honestas realidades diárias é para os homens e mulheres do mundo coisa oposta à vontade de Deus.

Pelo contrário, devem compreender agora — com uma nova clareza — que Deus os chama a servi-Lo em e a partir das tarefas civis, materiais, seculares da vida humana. Deus nos espera cada dia: no laboratório, na sala de operações de um hospital, no quartel, na cátedra universitária, na fábrica, na oficina, no campo, no seio do lar e em todo o imenso panorama do trabalho. Não esqueçamos nunca: há algo de santo, de divino, escondido nas situações mais comuns, algo que a cada um de nós compete descobrir.

Eu costumava dizer àqueles universitários e àqueles operários que me procuravam lá pela década de 30, que tinham de saber materializar a vida espiritual. Queria afastá-los, assim, da tentação, tão frequente nessa época e agora, de levar uma vida dupla: a vida interior, a vida de relação com Deus, por um lado; e por outro, diferente e separada, a vida familiar, profissional e social, cheia de pequenas realidades terrenas. (Entrevistas com Mons. Josemaria Escrivá, 114)

O Senhor teve esta fineza de Amor conosco: permitir-nos que Lhe conquistemos a terra. Ele - sempre tão humilde! - quis limitar-se a torná-lo possível... A nós, concedeu-nos a parte mais exequível e grata: a da ação e do triunfo. (Sulco, 291)