Nas mãos de Deus
O Menino perdido no Templo. Como reage São José? Da mesma forma que Nossa Senhora: sem compreender.
Nossa Senhora e São José não entenderam Jesus. No entanto, continuaram a cumprir fielmente a sua missão de cuidar d’Ele. É uma fé ativa, uma fé de abandono nas mãos de Deus.
Como diz o nosso Padre, José entregou-se sem reservas a Deus. Vamos pedir hoje ao Senhor, por intercessão de São José — e também de São Josemaria, à luz das suas palavras —, que saibamos abandonar-nos sem reservas nas mãos de Deus.
Essas mãos de Deus chegam até nós de maneiras muito diversas: em acontecimentos inesperados, em planos já conhecidos que, às vezes, podem parecer monótonos... De mil maneiras.
Que saibamos entregar-nos nas mãos de Deus! Porque estamos nas suas mãos e precisamos dessa fé.
Meditação de 19 de março de 2026.
Renovar a nossa entrega
Queremos que tudo o que é nosso seja de Deus: nosso trabalho, nosso descanso, nossas diversões, nossas ilusões, nossas dores e nossos sofrimentos... tudo. Porque tudo pode ser do Senhor. E porque o Senhor quer que tudo seja seu, já que somos seus, e queremos seripse Christus, o próprio Cristo.
E somos fiéis, e seremos cada vez mais, se renovarmos nossa entrega com a graça de Deus, que nunca nos falta nem faltará. Toda a força para cumprir este desejo sincero de fidelidade renovada está, logicamente, onde deve estar: no próprio Senhor. Por isso, na Eucaristia, nesse momento central de cada dia, em que vivemos uma união íntima e real com Cristo — uma identificação física com o Senhor —, é aí que encontramos toda a nossa força. E aí também que vivemos aquele Ite ad Ioseph, “Vá até José”.
Hoje podemos pedir a São José que nos ajude a ser almas eucarísticas, que nos ensine a ficar bem dentro do sacrário, para encontrarmos ali a força para sermos fiéis. A força diária para renovar nossa fidelidade, dia após dia. Para que nossa renovação seja, de fato, renovar a fidelidade.
Meditação de 19 de março de 2025
O nome de José
“O nome José significa em hebreu Deus acrescentará. À vida santa dos que cumprem a sua vontade, Deus acrescenta dimensões inesperadas: o que a torna importante, o que dá valor a tudo - o divino” (É Cristo que passa, n. 40). Nas coisas mais simples – em nosso trabalho, em nossa oração – tocamos o mundo inteiro, alcançamos horizontes imensos. A grandeza das nossas obras vem do Senhor. Ele nos concede essa grandeza. E quando colocamos em Vossas mãos, Senhor, até mesmo a menor coisa, ela alcança os confins do mundo, todas as regiões, todas as tarefas. Mesmo nas tarefas que nos parecem — e humanamente talvez sejam — pequenas, limitadas no tempo, Vós, Senhor, podeis fazê-las chegar aos confins mais remotos, às almas mais próximas e mais distantes. Fiéis..., vale a pena. Hoje também é um dia para cantar interiormente esse “Fiéis, vale a pena”.
Meditação de 19 de março de 2025
A obediência inteligente de São José
Em sua carta sobre São José, o Papa Francisco considerava como “em cada circunstância de sua vida, José soube pronunciar seu fiat, como Maria na Anunciação e Jesus no Getsêmani”. Quando São Josemaria tinha de falar de obediência, referia-se frequentemente a São José, porque via no patriarca precisamente aquele coração que escuta: atento a Deus e também atento às circunstâncias, às pessoas que o rodeiam. Por exemplo, no episódio do retorno do Egito, ele nos mostra como “a fé de José não vacila, sua obediência é sempre rigorosa e rápida. Para entender melhor essa lição que o Santo Patriarca nos dá, é bom considerar que sua fé é ativa e que sua docilidade não apresenta a atitude de obediência de quem se deixa arrastar pelos acontecimentos”
Nesse sentido, nosso Fundador apreciava precisamente o fato de que São José, sendo um homem de oração, aplicava sua inteligência à realidade que tinha diante de si: “Nas diversas circunstâncias de sua vida, o Patriarca não renuncia a pensar nem desiste da sua responsabilidade. Pelo contrário, coloca toda a sua experiência humana a serviço da fé. (…) Assim foi a fé de José: plena, confiante, íntegra, manifestada numa entrega eficaz à vontade de Deus, numa obediência inteligente”.
É compreensível que, especialmente para aqueles de nós que são chamados a ser santos nas situações tão mutáveis e desafiadoras deste mundo, São Josemaria insista na necessidade de aprender uma obediência inteligente, integrada em nossa liberdade pessoal.
Carta pastoral, 10 de fevereiro de 2024
Rumo ao Egito
“Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar” (Mt 2, 13).
É uma grande contrariedade: Deus tem de ir embora às pressas porque desejam matá-lO. E São José organiza tudo para pôr-se a caminho rapidamente, de noite, sem esperar sequer que amanheça, e sem saber se aquilo seria por algumas semanas, uns meses ou alguns anos.
Podemos pensar que Nossa Senhora e São José iniciariam a viagem com preocupação, porém sem reclamar, com a alegria íntima de cumprir o querer de Deus e com a segurança de saber que estavam com Ele.
Peçamos a São José a prontidão diante daquilo que o Senhor nos sugerir, embora às vezes, em determinados momentos, possa parecer sem sentido ou implique uma contrariedade.
Queremos imitar à Sagrada Família e pôr-nos a caminho nessa nova direção: um novo trabalho, uma nova circunstância, uma nova pessoa a quem ajudar.
A fé nos levará a colocar-nos a caminho do Egito daquilo que não esperamos.
Livro “À luz do Evangelho” - 29 de dezembro de 2019
Sob o mesmo teto
“Porventura não é ele Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe conhecemos?” (Jo 6, 42).
Na simplicidade e grandeza de São José – um artesão como tantos outros –, descobrimos os traços daqueles que se sabem chamados por Deus a viver com Ele a vida de cada dia, com tudo o que ela traz consigo, também de imprevistos e preocupações.
São José habitava o mesmo teto que Deus. Talvez pudéssemos pensar que nisso não parece «um artesão como tantos outros». No entanto, rezamos: «Senhor, não sou digno de que entreis em minha morada». E, se lhe permitimos, Ele entra. E basta-lhe uma palavra para curar-nos (cf. Mt 8, 8).
Hoje especialmente, com toda a Igreja, contemplamos José, este homem justo e fiel. Recorramos à sua intercessão, para que nos ajude a corresponder cada dia ao amor imenso de Jesus Cristo, abrindo-lhe de par em par as portas da nossa casa, do nosso coração. E que essa correspondência nos impulsione a servir aos demais, a difundir a alegria do Evangelho.
Livro “À luz do Evangelho” -19 de março de 2018

