“Não há razão para que a Igreja e o Estado entrem em choque”
Não é verdade que haja oposição entre ser bom católico e servir fielmente a sociedade civil. Assim como não há razão para que a Igreja e o Estado entrem em choque, no exercício legítimo da sua autoridade respectiva, voltados para a missão que Deus lhes confiou. Mentem - isso mesmo: mentem! os que afirmam o contrário. São os mesmos que, em aras de uma falsa liberdade, quereriam “amavelmente” que nós, os católicos, voltássemos às catacumbas. (Sulco, 301)
“Tu és sal, alma de apóstolo”
Tu és sal, alma de apóstolo. - "Bonum est sal" - o sal é bom, lê-se no Santo Evangelho; "si autem sal evanuerit" - mas se o sal se desvirtua..., de nada serve, nem para a terra, nem para o esterco; joga-se fora como inútil. Tu és sal, alma de apóstolo. - Mas se te desvirtuas... (Caminho, 921)
“Ele nos quer muito humanos e muito divinos”
Há já muitos anos, vi com clareza meridiana um critério que será sempre válido: o ambiente da sociedade, com o seu afastamento da fé e da moral cristãs, precisa de uma nova forma de viver e de propagar a verdade eterna do Evangelho: nas próprias entranhas da sociedade, do mundo, os filhos de Deus hão de brilhar por suas virtudes como lanternas na escuridão. (Sulco, 318)
“O Senhor chama cada um à santidade”
A oração não é prerrogativa de frades: é incumbência de cristãos, de homens e mulheres do mundo, que se sabem filhos de Deus. (Sulco, 451)
“Que não me apegue a nada”
Pede ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, e à tua Mãe, que te façam conhecer-te e chorar por esse montão de coisas sujas que passaram por ti, deixando - ai! - tanto resíduo... E ao mesmo tempo, sem quereres afastar-te dessa consideração, diz-Lhe: - Dá-me, Jesus, um Amor qual fogueira de purificação, onde a minha pobre carne, o meu pobre coração, a minha pobre alma, o meu pobre corpo se consumam, limpando-se de todas as misérias terrenas... [...]
“Se vês claramente o teu caminho, segue-o”
Por que não te entregas a Deus de uma vez..., de verdade..., agora!? (Caminho, 902)
“Todos somos irmãos!”
Escreveu também o Apóstolo que “não há distinção entre gentio e judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro e cita, escravo e livre, mas Cristo é tudo e está em todos”. Estas palavras são válidas hoje como ontem: perante o Senhor, não existem diferenças de nação, de raça, de classe, de estado de vida... Cada um de nós renasceu em Cristo, para ser uma nova criatura, um filho de Deus: todos somos irmãos, e temos de comportar-nos fraternalmente! (Sulco, 317)
“Fortes e pacientes: serenos”
Se - por teres o olhar cravado em Deus - sabes manter-te sereno ante as preocupações, se aprendes a esquecer as pequenezes, os rancores e as invejas, evitarás a perda de muitas energias, que te fazem falta para trabalhar com eficácia, a serviço dos homens. (Sulco, 856)
“Quero entregar-me a Ti sem reservas”
Diz-Lhe Pedro: Senhor, Tu lavares-me os pés a mim? Respondeu Jesus: O que eu faço, tu não o entendes agora; entendê-lo-ás depois. Insiste Pedro: Jamais me lavarás os pés. Replicou Jesus: Se eu não te lavar, não terás parte comigo. Rende-se Simão Pedro: Senhor, não somente os pés, mas também as mãos e a cabeça. Perante a chamada para uma entrega total, completa, sem vacilações, muitas vezes opomos uma falsa modéstia, como a de Pedro... Oxalá fôssemos também homens de coração como o Apóstolo! [...]
Sacerdote na terra, no mar e no ar
Entrevista com o Padre Juan Jose Sanchez, capelão da Academia Naval da Venezuela. Ele vive em Guaíra, Venezuela, e é membro da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz.

