S. JosemariaTextos diários

Festa da Santíssima Trindade

Este domingo celebra-se a solenidade da Santíssima Trindade.

Mateus 28, 16-20

Os onze discípulos partiram para a Galileia, para o monte que Jesus lhes tinha indicado. Quando O viram adoraram-n’O; alguns, porém, duvidaram. Jesus aproximando-Se, falou-lhes assim: «Foi-Me dado todo o poder no céu e na terra. Ide, pois, ensinai todas as gentes batizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-as a cumprir todas as coisas que vos mandei. Eu estarei convosco todos os dias até ao fim do mundo».

Papa Francisco, Angelus, 31-V-2015

Hoje celebramos a festa da Santíssima Trindade, que nos recorda o mistério do único Deus em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. A Trindade é comunhão de Pessoas divinas que existem uma para a outra, uma com a outra, uma pela outra, uma na outra: esta comunhão é a vida de Deus, o mistério de amor do Deus vivo. E foi Jesus quem nos revelou este mistério. Ele falou-nos de Deus como Pai; falou-nos sobre o Espírito; e falou-nos de Si mesmo como Filho de Deus. De tal modo nos revelou este mistério. E quando, ressuscitado, enviou os discípulos para evangelizar os povos, disse-lhes que os baptizassem «em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo» (Mt 28, 19). Cristo confia este mandamento em todas as épocas à Igreja, que dos Apóstolos herdou o mandato missionário. E dirige-o também a cada um de nós que, em virtude do Baptismo, fazemos parte da sua Comunidade.

Por conseguinte, a solenidade litúrgica de hoje, enquanto nos faz contemplar o mistério maravilhoso do qual nós derivamos e rumo ao qual caminhamos, renova-nos a missão de viver a comunhão com Deus e de viver a comunhão entre nós segundo o modelo da Comunhão divina. Somos chamados a viver não uns sem os outros, sobre os outros ou contra os outros, mas uns com os outros, pelos outros e nos outros. Isto significa acolher e testemunhar de modo concorde a beleza do Evangelho; viver o amor recíproco e por todos, partilhando alegrias e sofrimentos, aprendendo a pedir e a conceder o perdão, valorizando os vários carismas sob a guia dos Pastores. Em síntese, foi-nos confiada a tarefa de edificar comunidades eclesiais que sejam cada vez mais família, capazes de reflectir o esplendor da Trindade e de evangelizar não apenas com as palavras, mas com a força do amor de Deus que vive em nós.