Basta começar (10): Começar pouco a pouco

Neste décimo vídeo da série “Em marcha. Maneiras de ajudar os outros” aparecem três iniciativas de serviço aos outros: uma nas Filipinas, outra na Áustria e outra no Quénia. Como muitas outras que procuram dar uma resposta a necessidades concretas das pessoas, começaram por ser pequenas e sem contar com grandes seguranças. Para estender uma mão aos outros, basta começar…

Jubileu da Misericórdia 2016

Os parágrafos seguintes podem ajudar-te a utilizar este vídeo pessoalmente, em aulas de formação cristã, em reuniões com os teus amigos, na tua escola ou na tua paróquia.

Perguntas para o diálogo

— Pensas que a ajuda que o “St. Josemaría Daycare Center” proporciona a crianças de tenra idade e a mães jovens é importante para a zona em que se encontra? Porquê?

— Com o projeto “1000 Taschen” (1000 bolsas), Kathrin contribui para que algumas mulheres consigam algum dinheiro. Aparentemente esta iniciativa e outras similares beneficiam pouca gente, que motivos darias para as aumentar e fomentar?

— Clifford proporciona alimentos a crianças da rua e procura orientá-los para que melhorem a sua situação, mas reconhece que às vezes lhe parece que não consegue muitos frutos. Qual foi a sua reação perante esse dilema? Por que razão continua com o seu trabalho de ajuda?

— Poderias explicar como nasceram as iniciativas de Mian, Kathrin e Clifford? Com que obras de misericórdia relacionarias cada um desses projetos?

Propostas de ação

— Detetar as maiores necessidades — materiais e espirituais — das pessoas do teu ambiente e pensar em possíveis modos de as remediar.

— Informar-te das diversas iniciativas de ajuda — pequenas ou grandes — que existem próximo de tua casa ou do teu trabalho e, na medida das tuas possibilidades, envolver-te dando tempo, proporcionando companhia ou conselho, ensinando o que sabes, dando colaboração económica, etc.

— Fazer chegar a pessoas que precisem, peças de roupa em bom estado, remédios que não vás usar e comida que não se vai consumir em casa, em restaurantes ou bares próximos, etc.

Meditar com a Sagrada Escritura

— Tendo dons diferentes, segundo a graça que nos foi dada, devem exercer-se assim: a profecia, de acordo com a regra da fé; o serviço, dedicando-se a servir; o que ensina, aplicando-se ao ensino; o que exorta, ocupando-se na exortação; o que se dedica a distribuir os bens, faça-o com generosidade; o que preside, faça-o com solicitude; o que faz obras de misericórdia, que o faça com gosto (Romanos 12, 6-8).

— O que escuta estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante àquele homem prudente que edificou a sua casa sobre rocha. Caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e foram contra a casa; mas não se desmoronou, porque estava cimentada sobre rocha (Mateus 7, 24-25).

— As pessoas perguntavam-lhe [a João Baptista]: «Então, o que devemos fazer?». Ele respondia: «O que tenha duas túnicas, dê uma ao que não tem; e o que tenha comida, faça o mesmo» (Lucas 3, 10-11).

— Em verdade vos digo que cada vez que o fizestes a um destes, meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes (Mateus 25, 40).

Meditar com o Papa Francisco

— As obras de misericórdia são essenciais na nossa vida cristã. Olhai à vossa volta: há sempre alguém que necessita de uma mão estendida, de um sorriso, de um gesto de amor. Quando somos generosos, nunca faltam as bênçãos de Deus (Audiência, 10 de setembro de 2014).

— Como podemos ser testemunhas de misericórdia? Não pensemos que se trata de fazer grandes esforços ou gestos sobre-humanos. Não, não é assim. O Senhor indica-nos uma via muito mais simples, feita de pequenos gestos que, no entanto, aos Seus olhos têm um grande valor (Audiência 12 de outubro de 2016).

— Nunca me cansarei de dizer que a misericórdia de Deus não é uma ideia bonita, mas uma ação concreta. Não há misericórdia sem obras concretas. A misericórdia não é fazer um bem «de passagem», é implicar-se ali onde está o mal, a doença, a fome, tanta exploração humana. E, além disso, a misericórdia humana não será autêntica — humana e misericórdia — enquanto não se concretize no atuar diário (Audiência, 3 de setembro de 2016).

— Uma vez uma mãe contava-me que […] tinha três filhos. E um dia à hora do almoço — o pai estava a trabalhar, estava ela com os três filhos, pequenos, de 7, 5 e 4 anos mais ou menos — bateram à porta: era um senhor que pedia de comer. E a mãe disse-lhe: «Espere um momento». Voltou a entrar e disse aos filhos: «Está ali um senhor que pede comida, o que fazemos?». «Damos-lhe, mamã, damos-lhe». Cada um tinha no prato um bife com batatas fritas. «Muito bem — disse a mamã — pegamos em metade do bife de cada um de vós, e damos metade do bife de cada um de vocês ao senhor». «Ó não, mamã, assim não está bem». «É assim, tu deves dar do que é teu». E assim esta mãe ensinou os filhos a dar de comer do próprio. Este é um bom exemplo que me ajudou muito. «Mas não me sobra nada...». «Dá do teu». Assim nos ensina a mãe Igreja (Audiência, 10 de setembro de 2014).

Meditar com São Josemaría

— Queres um segredo para ser feliz?: dá-te e serve os outros, sem esperar que to agradeçam (Forja, n. 368).

— O Senhor deu-nos a vida, os sentidos, as potências, graças sem conta. E não temos o direito de esquecer que somos, cada um, um operário, entre tantos, nesta fazenda em que ele nos colocou, para colaborar na tarefa de dar alimento aos outros. (Amigos de Deus, n. 49).

— Havemos de pedir ao Senhor que nos dê um coração bom, capaz de se compadecer das penas das criaturas, capaz de compreender que, para remediar os tormentos que acompanham e tanto angustiam as almas neste mundo, o verdadeiro bálsamo é o amor, a caridade (Cristo que passa, n. 167).

— Já refletiste na enorme soma que podem vir a dar "muitos poucos"? (Caminho, n. 827).